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O clube do Joseph Little Drop!

Batemos um papo com Filipe Marcus , sobre o mais recente material do JxLxD, 
 
Satisfação de falar novamente com vcs, disco novo na praça , na nossa última entrevista , estávamos na época do Punk José ? o que mudou dele pro “Clube secreto do corte de cabelo”
 
Prazer é todo nosso. :)) Vamos lá. 
O Punk José foi gravado mais caseiro, apenas as baterias foram gravadas em estúdio, pelo selo Frika Records, de Franco Mathson, que é irmão meu e da Quel(bateria). Estávamos fazendo músicas novas e já tocando algumas nos shows, quando recebemos um convite do Dosol pra entrar no projeto Incubadora Dosol. Nesse segundo álbum foi gravado com equipamentos melhores que no primeiro. Mas as inspirações dos dois discos são as mesmas. Tem música baseada em filmes de terror, cotidiano underground, música brega. Essas coisas que todo mundo gosta. 
Sim! E nessa eu e João Pedro dividimos as composições. No Punk José eu tinha feito boa parte das músicas, isso antes dele entrar definitivamente. Ai neste álbum novo tem metade de músicas minhas e metade dele e com a ajuda dos outros integrantes. 
 
Esse novo álbum , obviamente vem com o sarcasmo , já é marca registrada da banda ,mas como vcs veem esse trabalho?
 
Esse sarcasmo é como a gente é normalmente. Não tem como mudarmos isso. Mas, mesmo sendo músicas sarcásticas, levamos a sério o que estamos fazendo e criando. Ás vezes quando vou explicar sobre as músicas, elas parecem mais sérias do que a letra demonstra. Um exemplo é a música Chá de Jasmin, do Punk José, que é baseada num curta brasileiro chamado O Pasteleiro (curta presente no filme Aqui, Tarados!). O curta não é nada leve, embora tenha umas partes meio cômicas. Quem assistiu o curta vai entender a letra. Quando você tem essa visão a mais, algo que parece mais besta ou simples na letra, se justifica. 
 
Novamente a capa ficou a cargo do Filipe Marcus?
 
Isso. Eu mesmo hahha. Sempre faço a parte visual da banda. Do merch até as capas de singles e álbum. Essa capa nova foi inspirada na pinturas das paredes dos salões de cabeleireiros africanos. No lugar de fotos, alguns cabeleireiros mandam pintar os tipos de cortes que aquele estabelecimento faz nas paredes externas do local. Eu gosto dessa estética. E foi a que usei como referência, tanto pra capa como pras ilustrações de cada música. 
 
Já tem algum videoclipe pra alguma faixa do disco?
 
Ainda não temos. Mas estamos organizando pra gravar. Richard Ramirez e Alô da Xuxa são os que estão mais fechados. Eu tenho meio que o roteiro pra algumas outras músicas, mas demandam uma produção maior. Estou com as referências visuais mais fechadas pra essas duas músicas. Assim que fizermos, mandamos pra vocês. Vdc. ;D
 
 
Como surgiu esse projeto da Incubadora do Dosol?
 
Rapaz..não sei ao certo.  Mas já passaram muitas bandas legais por ele.  Aí ano passado nos convidaram e mais umas bandas novas, como a Potyguara Bardo, Sourebel e Luaz. Foi bem massa gravar no estúdio do Dosol. Quem comandou a nossa gravação foi o Yves Fernandes, que deu liberdade pra gente criar e ajudou muito na produção. Ficamos felizes com o resultado final do disco. Foi uma experiência interessante. 
 
Nos contem um pouco sobre os videoclipes que já produziram.
 
Temos dois videoclipes. Um é o pra música Vampiro Namorador, que foi gravado pelo Alexandre Wake(LAB.2 Studio). A gente gravou lá na casa dele. Pegamos referências em filmes e clipes antigos. Alugamos uma máquina de fumaça, gelo seco, compramos lanternas e luzes. Wake se garantiu demais. “Qualidade Top!, Rogerinho. ”
O segundo clipe foi o pra música Meu Pai é Milionário, Sua Mãe é José Rico. Esse eu gravei na Serra Verde com os celulares meu e da galera. Vez ou outra vamos pra lá. Não tem internet, tv, e etc. Só os amigos confraternizando, bebendo e escutando música. Ai tive a ideia de gravar os amigos e os integrantes cantando trechos das músicas e encaixamos depois. Eu gosto muito dele. Mostra a gente se divertindo. O clima de sítio achei que casava com a vibe sertaneja. Aí deu mais certo ainda. 
 
Como andam as coisas por Natal musicalmente?
 
Bem movimentada. A galera anda produzindo muito e fazendo os rolés onde dá.  Tem vários selos que estão se mexendo. Sopro, Brasinha,  são dois que tem muita gente nova e desenrolada que produz bandas e fazem eventos independentes. Daí dessas turma tem bandas como ARDU, demonia, Born To Freedom, Morto e outras mais. Sem falar na galera que gravou pelo Incubadora Dosol, todos muito bons e cada um com estilo diferente. Eu já estou pensando em outro projeto além do Drop. Geral se movimentando. E tem que se movimentar. Se ficar parado, mufina. 
Alguns dos últimos shows do Drop foi com a Ouen, banda nova do Rodrigo Takeya, que é um rock eletrônico bem massa. Isso eu estou falando só os que estão aqui ao redor da gente. Mas tem muitos outros setores  que estão fervendo. Tem o pessoal do metal, do rap e outros mais. Vale a pena sacar. Vale a pena consumir. Pois tem muita coisa acontecendo. 
 
 
Quais os próximos planos da banda?
 
Infelizmente o João Pedro teve que sair da banda, aí estamos nos adaptando à essa lacuna. Mas estou fazendo músicas novas. Penso em gravarmos algo ainda esse ano. Terão os clipes que mencionei. E pretendemos descer pro sudeste pra se apresentar. Mas gostaríamos de dar um balão pro esse Brasilzão de meo deos! Ir pro Pará, Bahia, Brasília e outros cantos legais. Contrate-nos. Não damos trabalho. 
 
Considerações finais
 
Primeiramente quero agradecer a você pelo convite. Sempre um prazer! E parabéns pelo trampo de divulgar as bandas independentes. 
Bem. Escutem nossas músicas, saquem os filmes que fazemos as referências, monte uma banda e vamos nos divertir. Vocês encontram nossos discos nas melhores plataformas de Streaming do ramo. Estamos no Spotify, Deezer, Bandcamp. Tem disco pra baixar pela rede mundial de internet, basta dar um google. E tem o “Clube Secreto do Corte de Cabelo”, nosso último álbum, no YouTube do Dosol. ( http://dosol.com.br/joseph-little-drop-lanca-novo-album/) 
Estamos por aí, como se fosse uma praga, mas somos uma vacina.
 

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