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Uma Bad Distortion!

Falamos com os goianos do Bad Distortion que preparam um registro pra julho e também descem pro caos paulistano em tour com a Desert Crows.

Quanto de fato iniciaram as atividades e como chegaram ao estilo desejado?

Luiz “Poodle”: Então, a banda começou mesmo foi em 2013 comigo e o Igor (baterista). Na época a cena de Goiânia ainda era muito bem movimentada e aconteciam muitos shows com as bandas locais, o que acabou influenciando a gente a querer montar uma banda. Criamos a banda inicialmente com intuito apenas de tomar umas cervejas e tocar nos finais de semana, não tínhamos intenção de fazer shows e gravar disco.

Jota: Em 2016 a gente teve oportunidade de tocar num evento da faculdade de arquitetura aonde o Poodle estudava, num evento organizado por um amigo dele. Por mais incrível que seja, a galera gostou bastante do nosso show, e amigos falaram que deveríamos fazer mais shows e criar redes sociais, etc.

Igor: O foda desse show foi que a banda que iria tocar inicialmente cancelou exatamente no dia, então tivemos apenas umas 4 horas para encontrar, ensaiar e ir pro show! (risos)

Primeiro show da Bad Distortion – Faculdade de Artes e Arquitetura da PUC Goiás – 20/05/2016

Fotografia: Murillo Bueno.

Luiz “Poodle”: Sobre o estilo desejado, nem a gente sabe definir, simplesmente misturamos tudo que a gente gosta. São músicas que gostaríamos de ouvir sendo executadas por uma banda. Mas se fosse para deixar definido, eu diria que é Hardcore.

Jota: Eu já prefiro falar que é “Prog-Punk” (risos)

O primeiro registro é um Full álbum, gravado na casa de vocês? Falem um pouco dessa história 

Luiz “Poodle”: A banda sempre teve um espaço de ensaio próprio, que ficava numa sala dentro de uma escola de dança dos pais do Igor (baterista). Foi uma época muito massa, às vezes que a gente chegava 4 horas da tarde e só
íamos embora umas 2 da manhã! (risos)

Igor: Na segunda metade de 2016 a gente teve que devolver a sala, pois a escola estava sendo colocada para aluguel, e por conta disso, a banda desacelerou e foi colocada em segundo plano.

Luiz “Poodle”: Sim, pois é. Após alguns meses sem tocar, eu simplesmente pensei: “Cara, vou gravar essas músicas tudo em casa só para não perder as lembranças”, e foi aí que eu e o Igor nos reunimos e começamos a gravar tudo
com uma placa de áudio emprestada do Thomas (ex-Galo Power, banda de Goiânia).

Igor: No meio de todo esse processo, a gente pensou que o disco iria soar ruim, mas acabou sendo melhor do que imaginávamos. Eu e o Luiz (guitarrista) ouvíamos as músicas tomando forma e a gente até arrepia com o resultado, foi uma satisfação enorme gravar tudo exatamente do nosso jeito, mesmo sem experiência nenhuma.
Foi então que resolvemos voltar a fazer alguns shows, procurando amigos que faziam eventos na cidade, criar páginas de facebook, instagram, etc…

Foto por Gabriella Braga

Porquê Barulho Sonoro? E porquê Bad Distortion?

Luiz “Poodle”: O nome “Barulho Sonoro” é uma maneira de expressar exatamente o disco: Barulhento, caótico, sem nexo, mas ao mesmo tempo harmonioso. Tudo que você escuta nele, é exatamente como era o som que ouvíamos nas salas de ensaio em 2014 e 2015 e foi exatamente isso que queríamos captar para o disco.
Já o nome “Bad Distortion” eu não me lembro exatamente como eu cheguei nele, eu sei que eu ouvia muito punk americano dos anos 80 na época. Coisas tipo “Bad Religion” e “Bad Brains”, então com certeza essa parte foi isso. O “Distortion” eu já acho que é porque eu torava o drive de um amplificador horrível que eu tinha em casa, mas ao mesmo tempo eu achava lindo. E acabou sendo uma “Distorção Ruim”.

Jota: Então foi o famoso “o nome da banda é uma desculpa pra tocar mal” (risos)

Igor: Ah, se o povo soubesse que captamos todas as partes de baterias do disco com uma câmera de vídeo que tinha apenas 1 microfone (risos)

Como surgiu o vídeo de Days of Decay?

Jota: A gente percebeu que precisava lançar alguma coisa antes do disco, mesmo sendo uma banda local pequena. E como sempre tivemos essa veia de “Do it Yourself”, resolvemos apenas pegar a câmera de um amigo próximo da banda e sair gravando coisas idiotas. Acho sensacional o clipe, e representa muito aquela época (risos).

Vocês soltaram um vídeo numa Session no Complexo, de “Probation”, como foi?

Luiz “Poodle”: Foi uma experiência incrível, até 2017 a banda nunca havia gravado uma live session antes, e fazer isso naquela sala histórica de Goiânia, foi tipo riscar uma coisa da lista “o que fazer antes de morrer”, sabe?

Igor: Acho que foi a primeira experiência da banda com gravação profissional.
Quando ouvimos o resultado ficamos muito impressionados, devido ao costume de sempre ouvir as músicas apenas nos ensaios e/ou mal gravados no celular.

Em julho vcs lançam um novo EP, como está o andamento dele e o que podemos saber do mesmo?

Luiz “Poodle”: O EP foi gravado dessa vez de forma profissional no Complexo Estúdio pelo Braz Torres (guitarrista do Hellbenders). Ele está totalmente gravado e estamos finalizando a mixagem. Esse mês também vai sair um videoclipe que gravamos de forma profissional com Renato Marciano (baterista da Sixxen) de um single presente no EP, tenho absoluta certeza que vocês irão gostar do resultado.

Foto por Murillo Bueno

Pra julho também vcs prometem uma tour ao lado do Desert Crows , quais as expectativas?

Luiz “Poodle”: A gente conheceu o pessoal da Desert Crows em 2018, quando estávamos fazendo vários shows seguidos por Goiânia, e já criamos uma ligação massa por curtirmos muitas bandas e idéias em comum. Na época
eles estavam no início da gravação do full álbum deles, e é massa demais ver eles crescendo e almejando coisas grandes com a gente.
Essa será a nossa primeira turnê propriamente dita, e fazer isso com amigos é melhor ainda. Queremos tocar no máximo de locais possíveis, mas provavelmente iremos dividir essa turnê em partes, pois muitos trabalham em empregos fixos e isso acaba dificultando a extensão da turnê. Eu não lembro exatamente todas as datas, mas sei que iremos passar por Minas Gerais e São Paulo!

O que pretendem pra breve?

Igor: Por agora, vamos fazer alguns shows fora da cidade, como Rio Verde e Jataí. Depois iremos focar na forma de como iremos lançar o EP em Goiânia, e tentar organizar algum evento para isso.

Considerações finais

Jota: Valeu demais pela oportunidade da entrevista, satisfação total!

Foto principal por Murillo Bueno

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