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Carbo : a primeira parte de uma trilogia!

Batemos um papo com o pessoal da Carbo lá de Volta Redonda , Rio de Janeiro, falam sobre a trajetória do grupo e o fresquíssimo Ep “The Tower”.
 
Como surgiu a banda e o porquê do nome?
 
Leo : senta que lá vem história: A Carbo é uma banda que nasceu do fim de um banda. Eu e mais dois amigos de infância, Juca e Riliann, tínhamos uma vibe de juntar pra tocar musicas aleatoriamente. Eu e o Juca morávamos a uns 50 m um do outro e tínhamos mania de tocar guitarra alto, aí nos aproximamos mais ainda por conta disso. O Riliann tocava teclado, mas foi pirando em tentar baixo pra acompanhar a gente e a coisa foi tomando forma. Eu fui pra bateria fazer feio, o Riliann pro vocal, umas coutras pessoas fizeram som com a gente um tempo e a coisa  fluiu. Tínhamos umas musiquinhas mas não chegamos a fazer nenhum show que não fosse pra amigos. A banda não tinha nome e só achamos quando a coisa tava prestes a acabar. Na real a gente só falou meia duzia de coisas e acabou ficando como Carbonara. Na base do foda-se hahahahha.
Mas aí a gente decidiu gravar, eu e Riliann, pra não perder o registro por que eu precisava de uma das músicas pra um projeto da faculdade. São músicas que tão no nosso soundcloud, mas a gente raramente toca em show hoje, até pela vibe ser diferente demais – a banda era mais um hard rock que tudo. Pra gravar a gente acabou indo no Jukebox, e daí a gente conheceu o André.
Depois de gravar a coisa a gente deu uma empolgada, cortamos o “nara” do nome por que queríamos algo pequeno e direto, fizemos umas associações com carbono (queima, grafite, diamante, orgânico e vários bla bla bla que não sei como fez sentido na época hahahha), soltamos as musicas e tentamos achar um batera, que eu voltava pra guitarra, ficava no vocal e tava tudo mais confortável. Depois de mais um tempo e uns bateras, acabou que o André entrou na banda pouco antes de fazermos o primeiro show. De lá pra cá rolou umas mudanças de formação, mas Merg e André já tão nesse barco ha uns anos, uns 4 acho, não lembro hahahaha
 
Como anda movimentação musical da região de vcs? E onde vcs se enquadram?
 
Leo :  Tá rolando. Já esteve melhor, já esteve pior… a sensação hoje é que tá numa onda ascendente, de cadim em cadim. Rolou uma carência de picos e com alguns gêneros tendo mais visibilidade rolou uma enfraquecida pesadinha, mas a galera resiste e algumas produtoras tem trazido umas boas inspirações e fomento pra galera. Acho que música como resistência no momento político agora é essencial também, fervilhando do underground mesmo.
E onde a gente se enquadra é uma pergunta capciosa hahahah na cena, vez ou outra estamos tentando dar moral pro eventos e até encabeçando alguns principalmente no sul do estado, mas não temos muito a barreira de gênero musical. Por mais que a gente seja colocado no balaio do stoner, a gente não tem essa identificação clara dentro da banda não, nem a limitação, a única coisa que eu acho que é consenso é a gente puxar mais pra “noventera” e tentamos dar nosso apoio na cena além desse rótulo de gênero nosso aí.
 
 
Como surgiram as primeiras canções?
 
Leo: Do início das eras, era crise. Aliás, quase sempre é alguma crise né… difícil não falar de conflito quando se escreve.
Mas antes tinha uma ar mais jovem, até pela galera que era da banda e uma vivência super leve, e o fato de ter muito do hardrock tinha o ar mais curtição hahahaha
Ao poucos foi grunjando e bluesando, ficando mais deprê, no geral, mas eu costumo puxar pra umas letras menos conexas e Merg faz isso com mais bluesidade, mais entendível também.
O In-between mostra bem a transição (fora a primeira música que foi refeita mais pro fim)
 
Como optaram por gravar um full álbum logo de cara?
 
André: Nós tínhamos muitas músicas de diversas fases da banda (iniciada pelo Leo em 2010) e desse tempo até o lançamento do álbum a banda passou por diversas formações durante esse período de composições. Achamos que seria interessante compilar todo esse históricos nas canções que viraram o “The In-Between” (inclusive o nome do álbum remete justamente a isso, a estar bem no meio de revisitar as canções de diversas fases e encontrar o caminho da banda) com um fio condutor sendo o elo de ligação entre as músicas e seus climas característicos. 
 
 
Nos falem sobre o processo de composição/gravação/lançamento do mesmo
 
André: Como eu disse na pergunta anterior, várias músicas de muito tempo faziam parte do material, e a gente já tocava há algum tempo, então foi mais uma questão de afiar e compilar o material. As 2 últimas músicas que fechamos pro álbum foram “Heavy Rain” que foi a primeira canção que Mergener apresentou pra gente, e “The Arsonist”, música do Leo que terminamos a composição praticamente durante a mixagem hahaha A gravação rolou de forma bem intensa, pois eram muitas músicas e a gente dividiu em 4 dias. Nos trancafiamos no estúdio Jukebox (em Volta Redonda) e usamos 1 dia pra cada instrumento e 1 pras vozes. Foi mixado e masterizado por mim (Andre Leal) e pelo Kleber Mariano, no Jukebox mesmo. O lançamento rolou em parceria com nossos amigos da Dinamite Records. 
 
Quem criou a estética gráfica do álbum?
 
Andre: Toda a parte gráfica/visual da banda é feita pelo Leo. Ele não só faz as artes do disco, EP como também assina as artes dos merchs. 
 
Como surgiu o videoclipe de Mama?
 
Surgiu da falta de grana hahahhahaha a gente tinha pouco mais de 50 reais e a GoPro de um amigo que ofereceu… resolvemos confiar na edição e fazer o esquema 2 copos de vinho pra cada take.
No fim das contas a gente matou um galão de cantina da serra e umas brahmas e conseguimos fazer vários takes, um pior que o outro que resultaram naquele clipe vergonha alheia lá hahahahha
 
Ano passado vcs fizeram um giro por Sp ,e inclusive passaram pelo Rarozine Fest ,o que marcou pra vcs nesta oportunidade?
 
André :  Foi a primeira vez da Carbo no estado de SP e foi um fim de semana bem legal de reencontrar e conhecer novos amigos. Nessa tourzinha também que começamos a experimentar algumas idéias que se tornaram 2 músicas do nosso próximo lançamento. O show do Raro Zine Fest tá inclusive entre os shows que mais gostamos da história da banda hehehe. Essa gira também teve perrengue, o carro estragou após o primeiro show (no Pico do Macaco) e infelizmente tivemos que cancelar o show de Mogi (inclusive tamo doido pra tocar lá) e o Rafa Chioccarello do Hits Perdidos colou no show e deu maior força nessa volta tenebrosa com o carro zoado haha
 
 
Vcs prometem pra 2019 ,novos singles , falem dessa idéia
 
Acabamos de lançar o The Tower, que é o primeiro de uma série de 3 EPs nessa temática do Tarot. São meio que uma carta pra cada integrante da banda – A idéia é lançar mais um no fim desse ano e mais um no meio do ano que vem.É como se dedicassemos um EP pra cada um gritar sobre o que tá matando e isso tá sendo muito interessante pra gente experimentar. The Tower é a carta de Merg.
A gente tá super empolgado, não só com os lançamentos períodicos, os shows por vir e as idéias, como também de ver as novas influências que a gente incorporou e que tão sendo bem legais de trabalhar nas músicas novas e no palco. Eu acho muito empolgante ver as transformações 
 
 
O que podem antecipar sobre esse lançamento?
 
O sucessor do The Tower será The Wheel of Fortune. É a carta associada a mim, (Leo). Acho que no The Wheel of fortune os contrastes são maiores, talvez? Não sei ao certo, é algo meio intuitivo hahahah
As influências mais visíveis do The Tower são um bocado diferentes, as músicas não se parecem, mas acho que vai rolar uma transição suave entre os eps, ainda é familiar. Acho que só consigo ser muito vago nessa pergunta hahahaha
 
 
O que planejam pra breve?
 
Tocar. O período de estúdio é bem legal, mas é no palco que a coisa ganha o sentido completo. Ir mais longe do que a gente foi com o in-between e batalhar o espaço.
E lançar um clipão cremoso já já do nosso “feat”. Vai ficar chocrível hahahaha
 
Considerações finais
 
German, muito obrigado pelo espaço e mais uma vez parabéns pelo trabalho, bicho. Espero que curta o lançamento e que gente volte pro Rarozine e em ritmo de festa hahahah
Valeu demais!
 

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