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Amorfo : o prazo que não venceu!

Amorfo, conversamos com os caras sobre os discos “Humanidade” e “Prazo Vencido” , estrada e mais!
 
Nos falem desse início do Amorfo lá por 2015 , integrantes , sonoridade , influências
Como adotaram Amorfo e qual seu significado?
 
Na época, Thiago (guitarrista) e Pacheco (baixo) iniciaram a banda, logo depois veio alguns amigos da região, os integrantes eram Didi (baterista), Leandro (vocalista), Diogo (guitarrista), Bruno (baterista) e Amanda (vocalista). Por fim, a banda fecha a formação com Alef (vocalista), Thiago (guitarrista), Álvaro (baterista) e Marcos (baixista). O nome da banda surgiu com Leandro, primeiro vocalista, e que significa “o que não tem forma determinada” ou “sem forma”, trazendo a metáfora e se caracterizando de fato no desastroso ser humano moderno e nos resultados catastróficos ambientais e sociais causadas por ambições lucrativas de figuras poderosas. Livros, documentários, filmes, fatos históricos, experiências vividas e outras bandas (inclusive as de amigos) são grandes influências. A sonoridade da banda  tem como base o Crüstpunk, fazendo a junção e flertando com outros gêneros como o Hardcore e Thrash.
 
Como vcs se sentiam musicalmente pra gravar “Humanidade”?
 
Foi uma experiência muito excitante pra nós, toda emoção e ansiedade de lançar o primeiro álbum nos tomava. Alef tinha chegado na banda apenas um há mês, tirando sons que já estavam prontos e compondo outros junto da banda, rendendo 9 faixas. Em seguida, gravamos o álbum no formato semi – ao vivo em 14 horas no Studio 1100 em Diadema. Naquele momento, musicalmente a gente se sentiu muito realizados e contentes com nós mesmo.
 
 
 
No primeiro disco houveram registros audiovisuais como Medo e Desvio , quem trabalhou no desenvolvimento desses clipes?
 
O primeiro registo foi de “Desvío”, um webclipe feito num smartphone por Alef, a partir de imagens gravadas em eventos, ensaios e em encontros sociais da banda. O segundo foi da faixa “Medo”, tendo a produção e direção de Di Scapino, em parceria com o Studio 1100 e com apoio do selo 1100 Discos. O desenvolvimento do segundo registro foi em conjunto, queríamos algo simples, que tivesse um clima de tensão claustrofóbica.
 
 
 
Qual é fator principal pra compor as canções ?
 
O cotidiano, as desigualdades e desavenças sociais frutos de um sistema corrupto, opressor e manipulador estão integradas num principal fator.  
 
 
O “Prazo Vencido’ foi lançado em 2018 ,um disco que foi citado por nós (Rarozine) , como um dos melhores do ano ,como foi essa etapa da gravação desse disco?
 
Somos muito gratos pela análise e a citação! 
O “Prazo Vencido” teve um novo processo, gravamos o álbum por pista e com metrônomo, e foi lançado pelo selo 1100 Discos. As composições começaram durante a longa tour de divulgação do primeiro álbum, neste meio tempo, fechamos a parceria com o selo, daí nos comprometemos com 12 faixas que fluiram naturalmente. Henrique somou muito com sua musicalidade e postura. Diferente do primeiro álbum, sentimos um amadurecimento. Nosso amigo Danilo Luna (ex – Inside War) foi o responsável por toda a arte do álbum.
 
O álbum recebeu boas críticas , como foi pra vcs?
 
O álbum teve críticas muito positivas, visando o amadurecimento na produção e na musicalidade da banda. Foi e ainda é muito gratificante e essencial pra nós todas as respostas, e todo o entendimento após a entrega da mensagem.
 
O que vcs sentem de diferente do humanidade pro prazo vencido?
 
O processo do “HUMANIDADE ” foi completamente cru e rápido. O “Prazo Vencido” teve uma produção maior e um amadurecimento interno de nos encontramos musicalmente, buscando texturas e ligeiramente de forma natural criando uma sonoridade característica da banda. 
 
Vcs tem tocado bastante atualmente no estado de SP , como tem aparecido todos essas gigs?e como tem sido conciliar as agendas já que no baixo quem ocupa o lugar é o Gustavo da Inside War?
 
Felizmente temos muitos convites na região de São Paulo, mas infelizmente nem sempre dá pra conciliar por vários motivos, como não ter a condição de locomoção ou qualquer evento pessoal que algum integrante da banda possa ter. Também temos uma parceira com a agência de marketing SUBMUNDO e o selo 1100 Discos que nos apoiam. O Gustavo é maravilhoso e muito atencioso, se disponibilizando, fazendo dobras em data com as duas bandas (Inside War e AMORFO), mas nós sempre buscamos conciliar tudo da melhor forma pra não haver nenhum desgaste.
 
 
Quais os principais objetivos da banda pra breve?
 
Vamos lançar um vídeoclipe em breve, e dizendo aqui em primeira mão, iremos disponibilizar um registro ao vivo da banda nas plataformas, e também um novo registro de estúdio está sendo finalizado. 
 
Considerações finais
 
Agradecemos de coração o espaço, o trabalho de toda equipe, este são uns dos únicos meios de mídia que as bandas independentes tem pra se comunicar e fazer divulgação, somos mesmo gratos. E também parabenizamos a Raro Zine por todo coletivo e coleta com os envolvidos no circuito independente. Aguardamos participar novamente divulgando futuros trabalhos. Um enorme abraço a todos, PMA!
 

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