0

Criando lendas com o The Spacetime Ripples!

Falamos com os mineiros do The Spacetime Ripples, sobre a experiencia do disco Legend of creation, turnê pelos Eua, e a pausa que será dada em breve pelo grupo.
 
Nos falem de como foi essa fase de transição de Tempo Plástico pra The Spacetime?
 
Essa transição aconteceu quando a gente estava gravando o que seria o terceiro álbum do Tempo Plastico. Vimos que a pegada das músicas era outra e as letras em inglês nos fez sentir que aquele era um novo projeto e precisava de um nome novo mesmo tendo os mesmo integrantes na formação. 
 
A banda sempre foi preocupada com a questão da identidade visual de artes dos trabalhos ,como surgiu tal relação?e quem criou os trabalhos?
 
Ter uma identidade visual que dialogasse com o som sempre foi importante pra nós. Muitas vezes a pessoas veem a capa do álbum antes de ouvir  o som. É uma construção de um todo. Somado a isso, o Claudio guitarrista da banda é artista plastico e formado em publicidade, o que também ajuda muito. 
 
As nossas ultimas artes foram feitas pelo Shiron que além de fazer artes incríveis também tem o projeto musical Shiron The Iron. Ele é amigo e parceiro e sempre achamos que a linguagem dele tinha a ver com o nosso som. Não atoa fizemos um show juntos no Festival Chacoalha em 2018. Essa afinidade facilitou para que ele ao ouvir o álbum chegasse muito facilmente em símbolos que nós achávamos que tinha a ver com a fase da banda.
 
 
Legend of Creation , é um belíssimo álbum ,como foi o processo do mesmo
 
Durante 3 meses a gente se reunia diariamente de segunda a sexta pra compor. A gente ouvia juntos muito bandas como Kyuss, Black Sabbath, Stoned Jesus. Toda essa pré produção foi a acompanhada pelo Michel Kuaker produtor musical. A gente gravava alguns ensaios e mandava pra ele já ir conhecendo as músicas. O estúdio dele é em São Paulo. Então alugamos uma kombi, colocamos todo nosso equipamento e fomos passar uma semana em São Paulo pra gravar tudo de uma vez. O álbum foi mixado pelo próprio Kuaker que tem dentre os mais recentes a gravação do novo projeto Tape e Scandurra (Silvia Tape e Edgard Scandurra) EST, Vespas Mandarinas e Brother Of Brazil. 
 
Esse trabalho gerou críticas positivas ,como vcs reagiram?
 
É sempre bom ver que tem gente ouvindo e gostando do nosso trabalho. É ótima a sensação de estar comunicando nossa visão de mundo. O Legend of Creation fez nossa música chegar em partes do mundo que a gente nem podia imaginar. O canal Stoned Meadow of Doom também foi essencial pra isso. E ai as pessoas tem muitas referencias e opiniões diferentes. É muito legal ver a percepção das pessoas sobre nosso som. Mesmo os que falam mal parecem ter ouvido para falar, então é valido. 
 
Contem um pouco do conteúdo das faixas do álbum
 
Legend of Creation é um álbum de stoner rock. Riffs bem marcantes, com bastante grave e a cozinha firme e pulsante.  As letras trazem elementos da cultura brasileira, questionamentos e claro nosso estilo de vida. A música Legend of Creation além de fazer uma alusão ao surgimento do The Spacetime Ripples mas também trás como inspiração da lenda da Umbandista da criação do universo. O álbum também trata de problemas sociais como o preconceito nas músicas “Freedom Fight” e “Against the Wall”. 
 
 
Como foi criado o clipe?e o lyric vídeo?
 
A ideia do clipe surgiu durante o Festival Chapa-o-rama onde fizemos o lançamento do álbum Legenf of Creation em BH. Numa conversa com a galera do Rock Generator de Ouro Preto surgiu a ideia de grava o clipe na Casa da Opera de Ouro Preto que é um teatro do ano de 1700. Também não foi a primeira vez que fizemos parcerias com Drag Queen. Havia essa vontade de quebrar essa barreira do universo do rock, muitas vezes muito machista. Fomos apresentados para a maravilhosa Vitoria Monroe Queen e ficamos muito empolgados com a personagem que ela faz. Tinha tudo a ver com o que a gente junto com Damen Bugenhein que dirigiu o clipe tinhamos pensado. 
 
 
O lyric video surgiu das nossas horas de imagens gravadas durante a tour de 45 dias nos Estados Unidos. Como viajamos mais de 7000km, passamos por paisagens muito bonitas e diversas que deixavam a gente alucinados durantes as viagens. Na época a gente resolveu filmar tudo do celular meio sem saber o que aquilo podia virar. Foi com esse material que fizemos o lyric video e tambem um mini doc da tour. 
 
 
O disco gerou uma tour nos EUA ,falem dessa trip pela terra Do Tio Sam e da experiência de atravessar de Motorhome lá?
 
Em 2016, ainda como Tempo Plastico participamos do SXSW em Austin no Texas.  Lá conhecemos o pessoal da banda Manhigh e começamos a sonhar numa possível tour juntos. Um ano depois estavamos rodando por 23 cidades em 6 estados durante 45 dias de tour. Alugamos um motorhome juntos e assim fizemos todo o percurso. Foi uma grande aventura cheia de surpresas e alguns imprevistos mas que com certeza gerou muitas histórias e talvez alguns neurônios a menos. Rs
 
A banda registrou um doc sobre essa viagem ,como foi?
 
A gente ia filmando tudo que rolava com go pro e celular mesmo. Estávamos viajando junto com a Manhigh que é de lá dos Estado Unidos. Ai a gente se ajudava nas filmagens. Na verdade como a gente passava 100% do tempo juntos, a gente tinha que se ajudar em tudo mesmo. 
 
 
Há intenções de novas tours? E canções e álbuns estão no radar?
 
A banda vai cumprir alguns compromissos ainda este ano e deve entrar em stand by. Os integrantes vão se dedicar a novos projetos até o fim do ano pelo menos. 
 
 

Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *