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Jupta : um pouco de paz antes que tudo acabe!

Falamos com o pessoal do Jupta, sobre o recém lançado disco , clipe, e futuro!

Como resolveram formar o grupo?

Flores : Nós três viemos de outras bandas, que nem sempre seguiam nossas influencias. A vontade de fazer um som nosso, com nossas raízes nos uniu e logo no primeiro ensaio encontramos o caminho, que viria se tornar a Jupta. Eu e o Marcus não tínhamos muito contato, mas em um show do Far From Alaska ficamos conversando bastante na fila e logo de cara já veio o lance “vamos montar uma banda?”. Com o Henrique foi quase o mesmo, mas o show era da Scalene.

Como adotaram Jupta?

Flores : O nome precisava ser diferente, único e de alguma forma transmitir nossa identidade.
Nós 3 gostamos muito de assuntos ligados ao espaço, principalmente de Júpiter e sua mitologia. “Zeus! O maior planeta! Por que não?” (risos)

Nos contem mais sobre os singles lançados antes do álbum

Marcus: Os singles foram como um tira-gosto do que a mistura de nós três poderia ser, e realmente nos mostraram encontrando o alicerce para o primeiro disco, tanto nas composições das letras, como na parte instrumental. Brincamos que os singles são como Ying e Yang, que mostram duas faces quase opostas da banda, Contramão sendo mais enérgica e explosiva e Palavras bem mais tranquila e menos densa.

Foto por Leonardo Brito Brahemcha

Como foi criado o vídeo clipe

Flores: Inicialmente nem pensávamos em Helena, mas a situação cada vez mais polarizada e a cultura em baixa nos fez escolher ela de cara. Como é a mais “crua” e rápida, pensamos em algo simples, mas enérgico. Exteriorizamos também a questão do julgamento que artistas vivem em suas rotinas. Um clipe sem firula, mas com foco na mensagem.

Dia 07/06 foi lançado o álbum, falem um pouco dele

Flores: Podemos dizer que as mensagens que colocamos nele são as mesmas que se tivéssemos um diário. São experiências que vivemos e vemos em nosso dia a dia. Hoje em um mundo tão polarizado e ácido, é muito difícil conseguir ser e fazer o que realmente queremos.
Muita confusão, muito barulho e muito desgaste emocional, tudo (muitas vezes) em um único dia! Tem hora que só queremos um pouco de paz em meio ao caos. Sentimos que muita gente também está vivendo com essa angustia, e achamos legal compartilhar nossa visão do mundo nesse momento.

Onde vocês buscaram referência pra composição do disco?

Marcus: As composições do disco são uma mistura das primeiras musicas feitas na mesma época dos singles com composições mais recentes, algumas feitas até na fase de pré-produção, semanas antes da gravação. Acho que trabalhamos com um processo de osmose:

Tudo que ouvimos acaba passando para o nosso som voluntariamente e involuntariamente.Tem bastante influência de Duos, precisamos ter uma cozinha bem forte pra segurar a onda já que temos “menos” elementos instrumentais, porém não queríamos perder o conceito mais espacial que gostamos. Não economizamos nas referências que usam muito sinth e vamos seguindo naturalmente as coisas que estamos ouvindo. Eu estou numa fase mais garage rock (o que já afetou algumas músicas do disco).

Nos falem sobre cada canção e particularidades

Genesis e Ozônio:
Marcus: Esse é nosso grito de evacuação da terra, deu ruim galera! O clima meio apocalíptico de hoje em dia nos dá diversos motivos para querermos ser abduzidos ou pegar um foguete e mudar de planeta. Flores – sim, e ela também é uma conversa entre criatura e criador. Como que alguém deixa “as coisas” ficarem do jeito que estão hoje? É sobre nosso tamanho e lugar no mundo.

Cada Vez Melhor:
Marcus; Nosso rock “pauleira”, fala muito sobre como nossa saúde mental é afetada na exposição nas redes e mídias sociais. As relações, a rapidez das informações e a bagunça que isso vira. A busca sem fim em querer ser visto. Seguindo a temática das duas primeiras musicas, também se lembra do apocalipse pedindo “um pouco de paz antes que tudo acabe”.

Docinho:
Marcus: É uma música de amor, porem reversa. Um desabafo de uma paixão que não deu certo, uma sátira talvez.

Helena:
Marcus: Sobre a polarização e cegueira intelectual/racional. Hoje quase ninguém quer mais o bem comum, mas sim que o seu lado ganhe o discurso. Toda via Helenão.

Labirinto:
Marcus; Um instrumental maravilhoso composto em parceria com nosso irmão Léo Brahemca. Fizemos para um vídeo que rodamos na pré-estreia do clipe de Contramão e gostamos tanto que resolvemos colocar no álbum.

Tarja Preta:
Flores: Inspirada em fatos reais! Hoje a depressão já é a doença do século, e cada vez mais amigos e conhecidos meus vem sofrendo disso. Sofri na pele, e da ultima vez aconteceu o que relato na musica: Não houve uma troca de olhar, apenas uma receita de uma tarja preta para o doutor lucrar com a comissão. No fim encontrei ajuda comigo mesmo, mas infelizmente muitas pessoas não conseguem e vão “na onda” dessas drogas que estragam a nossa vida.

Silencio:
Marcus: É outro lado de “Contramão”, nosso primeiro single. Flores – Nela o leque aberto em “Tarja Preta” e “Cada Vez Melhor” sobre a saúde mental é fechado. Enquanto em nosso primeiro single o personagem se “rebaixava” por um desejo, agora ele já sofre as consequências e se questiona se tudo aquilo valeu a pena.

 

Foto por Isabelle Dadalto

Como surgiu a gravação com o Chapola?

Marcus; Algumas bandas de amigos aqui da cidade estavam gravando com ele e estávamos a procura de um produtor. Fomos procurar saber como estava rolando o processo e os resultados e vimos que valia uma conversa. Acionamos nosso Sugar Daddy e produtor executivo, Jota Wagner, que fez o meio de campo apresentando o nosso projeto para o Chapola e marcamos um primeiro encontro. A reunião rolou e de cara já deu liga. O Chapola é um cara fantástico e abraçou nossa causa e nossas ideias malucas (também acrescentou as dele e fez tudo funcionar). Foi uma experiência incrível, desde os ensaios de pré-produção até as últimas sessões de master.

Há pretensões de lançamento físico? show de lançamento?

Flores:  Vamos lançar o material físico, mas vai ser um pouco diferente do que está nas plataformas de streaming, com faixas ao vivo e extras. Ainda estamos planejando, mas o objetivo é um material que valha cada centavo gasto nele. O show de lançamento está marcado para o dia 28/06, em um festival novo no Cristo Redentor de Campo Limpo Paulista!
Não tem como dar errado ter como padrinho do disco o próprio Cristo, né? (risos)

O que planejam pra breve?

Flores: Para este ano o plano é divulgar o álbum de todas as maneiras possíveis, e claro com muitos shows. Uma live session está a caminho também para integrar o material físico. Para o próximo ano, estamos desenhando uma turnê com os Estratosféricos, que produzem “viagens” visuais através de projeções mapeadas.

Foto principal por Isabelle Dadalto

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