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O aroma sagrado do Nag Champa!

A mensagem hardcore, Nag Champa , fala sobre o material lançado, e todas as frustrações e sentimentos refletidas em canções.

Como surgiu o grupo?

A ideia surgiu pelos idos de 2009 quando o Alberto, inventou de organizar uma Gig punk/hardcore na cidade. Ele conheceu uns meninos de SP(Itapira) que tinham uma banda chamada Turn The Page, e que faziam um som bem nessa pegada das bandas Dischord. Foi alguns meses após esse show que começou a surgir os primeiros riffs. Essa ideias ficaram engavetada e a primeira formação como banda mesmo só se materializou por volta de 2015/2016 quando o Klebson , o Vitor, o Leonardo Mariani (Baterista do Parte Cinza, mais conhecido como Leo Carioca) e Bernardo Loureiro apareceram.

Esse primeiro embrião de banda com o Leo, o Bernardo, Vitor e Klebson foi fundamental para o desenrolar do NAG como banda. Foi uma época incrível e com certeza, o gatilho pra coisa toda.

Porque Nag Champa?

A ideia de usar o nome Nag Champa (Aroma Sagrado) surgiu a partir da marca de Incenso perfumado utilizado nos templos hindus e budistas da Índia e do Nepal. Aquela caixinha azul vintage do Incenso com a logo vermelha virou enfeite de cabeceira do Alberto.
Tinha também um lance meio espiritual, com esse nome. Na época o Alberto praticava Yoga e às vezes colava num rolê de meditação budista. Essa coisa toda de alguma forma influenciou.

Quais as principais influências da banda?

As guitarras é muito influenciada pelas bandas do selo Dischord (Embrace, One Last Wish, Rites Of Spring, Fugazi) , bandas do selo da Subpop (Superchunk, Seaweed, Sonic Youth, Husker Dü), do Selo Revelation Records (Supertouch, Burn, Give, Shelter!!! ), de bandas nacionais (Colligere ). A gente também transita na vibe de bandas mais comerciais como o U2, a guitarrinhas do The Edge no álbum “Boy” e hora ou outra no Jazz e experimental. 
As letras e poesias da banda tem forte influência dessa filosofia existencialista do Camus, do Sartre, a Literatura russa do Dostoievski , Milan Kundera, os textos do coletivo Crimethinc, no cinema, do filme Clube da Luta, daquela animação Walking Life do Richard Linklater, onde o jovem personagem não consegue acordar de um sonho e conversa sobre os vários estados da consciência em discussões filosóficas. 

Temos acompanhado ,que o grupo teve uma sequência de shows no passado bem bacana , como está essa agenda em 2019? quais os anseios de excursionar?

A gente fez um show de verão do Fest da Revolution Summer pela Oxenti Records com os amigos do Make It Stop. Foi bem bacana a experiência, e a ideia é se manter tocando nas Gigs sempre que possível.
A gente quer tocar no Nordeste e talvez no Sul, mas é provável que só role depois de lançar algo novo.

O disco teve apoio de selos pra lançamento ou foi totalmente independente?

Esse primeiro álbum teve o apoio dos amigos da Gota Records de Volta Redonda e da Oxenti. 

Como foi gravar o album?

Foi bem loko, por que a banda já havia se dissolvido, e na época só sobrou o Alberto e o Kleb. Eles tiveram que gravar quase todos os instrumentos. O meninos da Gota ajudaram muito mesmo, gravando parte dos instrumentos e produzindo o álbum. Foi estranho ir fazendo a coisa, e ir percebendo e preenchendo os vazios. Quando a banda se dissolveu a gente tinha apenas umas 4 músicas semi prontas, mas acabamos gravando mais 3 ideias, que acabamos definindo no momento. 

Quem criou estética do álbum e como foi criado esse conceito?

O arte foi produzida pelo nosso amigo Filipe Mesquita. Ele é um ótimo artista e foi pegando a ideia a partir das nossas impressões e ouvindo as letras. A ideia do Girassol com a Espiral e o caminho de pedras com as essências, os cactus, tem um lance simbólico em todos aqueles elementos. Na época do lançamento ele teve uma tendinite crônica. Foi tenso demais a sua recuperação/tratamento. Essa arte envolveu muita dedicação da parte dele, e ficamos muito impressionados com o resultado final. Somos muito gratos.

Há intenções de lançamento de novos materiais?

Sim. Estamos fazendo canções novas. Dessa vez temos uma banda completa, com músicos de verdade, o Ernesto assumiu o baixo e o Matheus(Sagui) assumiu as baquetas, e estamos fazendo as coisas juntos. A coisa tá fluindo muito melhor. Na época fizemos o que deu pra fazer. 

O que esperam pra breve?

Tocar nas Gigs, planejar alguma tour fora da cidade e lançar coisa nova. 

Considerações finais

Agradecemos muito a oportunidade da entrevista, agradecemos também a participação de todas as pessoas que tocaram com a NAG, e que deixaram sua marca/assinatura/sua memória (Leo Carioca, Bernardo, Danilo, Guilherme e Vitor), e esperamos vê-los nas Gigs.

O Nag é mais do que apenas uma banda. É um projeto de amizade e de experiência de vivências.

Aguardamos ansiosos pela Revolução.

Fotos por Leonardo Avelino

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