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Tudo está queimando : Vidro !

Vidro, o quarteto sueco que usa seu nome em português, dividiu um split com o Cankro, e pra divulgar esse lançamento a banda vem ao Brasil, inclusive em SP, é uma das grandes atrações do Festival Cidade 2019.

Lucas Lima e banda , falam conosco.

Qual era a experiência musical de vcs antes do Vidro, já haviam tocado juntos anteriormente?

Nunca haviamos tocado juntos anteriormente mas todos ja tocaram em bandas anteriormente. O Lucas no Brasil e na Suécia, a Melody nos EUA e na Suécia, a Vendela na Inglaterra e o Staffan na Suécia. Citando algumas: Kurt i Kuvös (Suécia), Diagnosis? Bastard! (Suécia/Inglaterra), Trots (Suécia), Avalanche (Brasil), Huvudtvätt (Suécia), Queer’d Science (Inglaterra), Bad Nerve (Suécia).

Quais as bandas /sonoridades que ajudaram a moldar a identidade musical da banda?

Difícil citar uma banda ou outra já que a gente ouve muita coisa diferente e o vem fazendo há muito tempo. Todas as coisas que ouvimos na certa nos ajudam a soar da forma que o fazemos. A gente não analisa demais o som que fazemos também não. O que sair saiu.

Na demo de 2017 , de qual forma queriam soar?

A gente gravou as 8 músicas que tínhamos até então. Tudo ao vivo com um gravador tosco de mão em um ensaio. Uma semana antes do nosso primeiro show.

Foto por Zäta Zettergren

Como é a Suécia (Estocolmo) atualmente no circuito que vcs tocam? há estrutura ?

Muito bom. Tem muito show e muita banda nova com várias pessoas de todas as idades organizando muita coisa.

Um dos pontos interessantes do grupo , é cantar na língua natal , foi natural optarem por isso? ou cogitaram ir para o inglês?

Sim. Nunca cogitamos o inglês.

Quais as bandas locais que vcs recomendariam pra nós aqui no Brasil pra ouvir e conhecer?

A lista é longa: Axe Rash (Estocolmo), Leper (Umeå), Hag (Malmö), ilska (Estocolmo), Power Face (Estocolmo), Nonplus (Malmö/Copenhagen), Dream Warriors (Umeå) e Spraut (Uppsala).

Tendo o Lucas (brasileiro) na banda , vcs se aproximaram de algumas bandas específicas nacionais?

Talvez algumas bandas mais atuais que poderiam passar batido acabaram recebendo uma atenção extra por causa de mim. Como por exemplo o Rakta e o Cankro, ambos de São Paulo. Mas a expectativa maior é conhecer todas as bandas que irão tocar com a gente durante a nossa tour no Brasil.

Foto por Andrey Rodionov

Como foi a experiência de fazer o Allt Brinner ? nos falem sobre a edição tanto em vinil como cassete

O disco foi gravado 6 meses depois da demo. Fizemos tudo ao vivo, inclusive voz. Tínhamos um fim de semana marcado em um estúdio em Estocolmo mas gravamos tudo em 4 horas.

O selo que lançou o LP (Kink Records, da Alemanha) já havia lançado o disco de uma outra banda minha e gostou do que ouviu e topou fazer. O disco saiu em Janeiro de 2019 e foram prensadas 500 cópias. Estamos levando as últimas cópias pro Brasil. Vamos fazer uma segunda prensagem em Agosto de 2019.

A fita K7 saiu uns 4 meses depois. Um punk de Kiev que tem o selo Voice From Inside entrou em contato e falou que queria lançar o disco em Cassete. Foram feitas 100 copias.

Como nasceu a parceria com os paulistanos do Cankro pro lançamento desse split? e como foi o processo de gravação dessa faixas do split

Eu conheço o Iran do Cankro de quando eu morava no Brasil e ia tocar em São Paulo com o Avalanche e o Alliance. Quando o Vidro decidiu fazer a tour no Brasil ele se dispôs a ajudar com uma data em São Paulo. Depois, conversando, descobrimos que tanto o Vidro quanto o Cankro tinham estúdio marcado e queriam lançar coisa nova. Aí a ideia do split veio naturalmente.

Gravamos 6 músicas novas durante um fim de semana em março de 2019. Mais uma vez tudo ao vivo. Desta vez em Strängnäs, uma cidadezinha próxima.

Pra esse split vcs lançaram ,um videoclipe , nos contem sobre registro

Quando o LP saiu, eu fiz uns vídeos com algumas das músicas. Mais pela diversão da coisa e pra explorar outros terrenos. Quando fizemos essas músicas novas eu decidi fazer a mesma coisa com uma das músicas.

Não existe um plano ou ideia maior do que a vontade de querer criar coisas e explorar outros formatos. Se eu consigo achar tempo pra fazer, eu faço.

Foto por Ia Hammar

Quais as expectativas pra tour no Brasil?

Estamos muito animados. É uma coisa meio surreal, um de nós nunca nem viajou para fora da Europa e eu achei que nunca mais tocaria no Brasil. É animal o punk poder nos proporcionar isso. A gente está ansioso para ver todas as bandas novas por aí e tocar em lugares que nunca antes tocamos. Encontrar velhos amigos e fazer novos. E eu quero mostrar pro resto da banda de onde vim e como cresci.

Quais os próximos planos da banda?

O split com o Cankro vai sair em vinil pela Byllepest da Noruega até o fim do ano. Fora isso o plano é continuar tocando e gravando.

Considerações finais

Nos vemos em breve.

Foto principal por Ia Hammar

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