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Atrás das linhas inimigas : Black Lines!

Os goianos do Black Lines agora numa fase nova, apresentam o mais recente single, e falam do futuro!

Conheci a banda no primeiro single, como foi esse começo pra vcs?

O começo eu digo sempre que foi bem difícil, mas divertido também, acho que todo começo de banda é. O primeiro single teve uma visibilidade bem acima do esperado pela gente, com ele já tivemos alguns convites, tanto para festivais como para tocar com outras bandas, acho que esse foi o marco inicial para a real atividade da banda, conciliar ensaios, produção do EP, shows e os trampos de cada um da banda foi difícil, mas prazeroso de ser feito.

O grupo teve alterações na formação, como ele se encontra atualmente?

O nosso baixista e vocalista (Pablo Miranda) foi tentar a vida na gringa, se mudou para Dublin com a esposa, são irlandeses agora (rs). Bem com isso a banda teve uma alteração relativamente grande, eu (Caíque Lacerda) que era apenas guitarrista e backing vocal, assumi o vocal principal e nosso amigo Cauê Marcel assumiu as baixarias. O Leo (Leonardo Giordani) e o Thallão (Thalles Martins) continuam na batera e guitarra respectivamente.

O que vcs enxergam que mudou musicalmente do primeiro single ao mais recente?

Mudou basicamente a forma com que experimentamos as coisas novas, apesar de manter um som homogêneo ao seu todo, todas as nossas músicas mudam bastante de uma para outra, algumas são mais setentistas, outras mais roqueiragem, até pesadas e densas. Eu diria que esse single novo é nossa música mais eufórica, não deixando de ser pesada e com muito riff de guitarra é claro.

Vcs participaram de alguns festivais aí por Goiânia, nos contem sobre isso?

Os festivais aqui em Goiânia sempre foram janela para se descobrir novas bandas e eu só tenho a agradecer por isso. Acho até por ser uma forma mais democrática de se conhecer sons novos e com o público mais diverso, são sempre nossos shows preferidos de fazer, é sempre bom ver a galera mais nova que geralmente cola nos festivais, batendo cabeça, pulando e cantando as músicas junto.

Qual a experiência de estúdio pré EP Witches Dance?

O Witches’ Dance ajudou muito a construir a banda, foi ali, enquanto gravávamos e produzíamos esse EP que a banda começou a amadurecer. O som começou a ganhar característica, exatamente uma mescla do que cada um de nós queria fazer ali, todas as influências absorvidas e transmitidas em algo que era nosso. Gravamos no mesmo estúdio que fizemos as músicas, no Resistência aqui em Goiânia, sempre com o apoio e produção do Lucas Rezende e do Francisco Arnozan.

Como foi trabalhar nesse álbum e como surgiu a participação do vocalista do Dogman, Haig ?

Foi complicado, mas gratificante, ele foi feito aos poucos, sem pressa. Basicamente gravando uma música inteira de cada vez, muitos são contra isso porque prejudica timbragem e etc., mas na verdade nunca ligamos para isso, afinal como eu disse, todas as músicas são diferentes umas das outras e sempre foi a intenção principalmente nas guitarras em usar nuances e texturas diferentes de timbre para cada uma, respeitando o que nós achávamos que a determinada música pedia.

Quanto a participação do Haig veio de um convite do Pablo, ele sentia que aquela música (Mills) pedia mais que um vocal sujo e rasgado e particularmente gostamos muito do resultado.

Como foi criado o conceito da arte do EP

O conceito da arte do EP tem muito do conceito com que foi trabalhado o próprio álbum que tem como uma das principais referências o filme “The Witch” de 2016. É um filme que transmite muito das referências que queríamos passar com a banda, tanto no Stoner Rock como do Doom Metal, esse misticismo é algo que realmente nos agrada. Essa capa foi feita pelo Pablo (Pablo Miranda), nosso antigo baixista, que ainda prometeu ainda nos acudir quando o assunto for as artes dos nossos futuros trabalhos.  

Nos falem sobre a produção do videoclipe

O clipe que lançamos de “The True South Americam Badass Rock ‘n Roll” foi uma parceria com um amigo nosso, o produtor e filmmaker João Paulo Cardoso. O conceito era bem simples e foi uma experiência muito massa para a banda, até porque era a principal forma que teríamos para mostra a nossa cara basicamente. Já estamos discutindo ideias para mais um e ele deve sair como primeiro single do álbum que pretendemos gravar esse ano.

Recentemente lançaram “My First Time With The Devil”, como foi a produção desse single?

Esse single foi a última participação do Pablo e foi gravado para ser um presente de despedida. Era uma das nossas primeiras músicas que apresar de não ter ido para o EP, sempre gostamos muito e decidimos fechar esse ciclo gravando ela.

Além desse single há projetos de lançamento de novas músicas?

Temos projetos sim, estamos produzindo faixas para um full album que queremos começar a grava ainda esse ano. A produção ainda está bem no início porque tivemos uma fase de reestruturação da banda esse começo de ano, mas prometemos voltar em breve com um som ainda mais pesado e arrastado.

O que planejam para breve?

Para muito em breve nenhum lançamento ainda, continuamos fazendo shows mas estamos focados em produzir o álbum. Falando a verdade eu tenho certeza que esse ano deva sair alguma coisa, mesmo que seja algum material ao vivo, nós não conseguimos ficar parados muito tempo.

Considerações finais

Esse começo de ano foi um período de reestruturação e adaptação para gente, mas não paramos a banda, estamos cada dia mais trabalhando duro para que logo tenhamos sons novos para mostrar. Os resultados dos materiais lançados foram bem gratificantes e eu posso prometer que a Black Lines tem muito o que oferecer ainda e que logo tem material novo para a galera.

Fotos por Flavio Souza 

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