0

Falsos Conejos : imergindo no novo álbum!

Falsos Conejos hoje radicados em SP, falamos com Leandro sobre essa nova fase da banda e do disco mais recente.

Nova fase do Falsos Conejos , hoje estabilizado em Sp ,como foi essa fase transição Argentina pro Brasil?

Foi longa, começou em 2009 com a primeira turnê que fizemos no Brasil, na 7a tour (2013) eu acabei ficando. Teve muitos aprendizados nesse processo, foi difícil mas agora a banda está no seu melhor momento criativo e com um puta show.

O que mudou na banda,com a entrada de 2 novos integrantes, formas de pensar ,agir , compôr?

É muito diferente compor pro Matias (batera original de Conejos) do que pro Serginho (batera atual), já que eles tocam de formas distintas. Um é mais técnico e o outro mais rockeiro e sem muita firula. O Matias geralmente, levava as minhas ideias pra uma pegada mais experimental e o Serginho costuma simplificar elas.

Também mudou muito a forma de compor, nos primeiros discos, quando eu fazia uma música, só pensava se a ideia era massa ou não, se gostava do som, ja era, “musica nova”.

Atualmente tem alguns conceitos que servem de base pras composições, e eles são rígidos pra caralho, essa limitação faz que seja mais difícil a tarefa mas ao mesmo tempo ela fica muito mais divertida, desafiadora e o resultado estético é muito mais interessante, profundo e autêntico.

A entrada do Fábio foi muito positiva, ele é um puta músico, puta baixista e um cara muito inteligente e sensível, quem estiver a fim de prestar atenção pode aprender muito dele. Mas a maioria das músicas que estamos tocando agora, já tinham sido compostas antes dele entrar, então ainda não tem muita influência no aspecto compositivo. Mas as próximas com certeza vai ter e eu torço pra ele se envolver nas composições e arranjos.

Na última década ou até mais, o cenário não só nacional de som instrumental teve um crescimento muito considerável ,ao que se deve isso?

Não sei, cara. A minha aproximação a música tem muito mais a ver com os aspetos estéticos e “arquitetônicos” do que o conhecimento das cenas, as tendências, os mercados, etc.

Talvez seja pelo fato das pessoas não gostarem de ter alguém “explicando” com uma letra a emoção que a musica intenta transmitir…   ou a grande influencia da musica eletrônica (que é mais instrumental do que cantada). Ou que, a caída da indústria da música, fez que os músicos desencanem de virar milionários e se preocupem mais por fazer a música que eles gostam… sei lá?

Onde vcs se enquadram nesse movimento instrumental?

Nos enquadramos lá no fundo, num cantinho a esquerda.

Nos falem desse novo registro do grupo, é verdade que as canções foram criadas na Argentina e foram tomando forma por etapas por aqui?

Não todas mas o conceito e várias músicas foram criadas em Posadas (Provincia de Misiones, Argentina) e terminei de fechar as musica aqui em SP. Teve uma que foi composta 100% em SP mas seguindo aquele conceito que criei na Argentina.

Audição disco novo

Qual foi a principal inspiração para compor tais faixas ? 

Também não sei, aliás nem sei se essa tal da inspiração realmente existe. Pra mim ela é tipo a felicidade ou a moral, enxergo elas mais como conceitos normativos e hierárquicos do que coisas que acabam ficando presentes na hora de criar música.

Acredito sim no trabalho, na análise, em estudar, em refletir sobre as ideia e decisões estéticas, e realmente me preocupar por criar algo que ninguém fez anteriormente.

Mas sim teve um desafio que eu me fiz que poderia ser pensado como inspiração: as músicas novas tinham que ser mais simples e mais profundas ao mesmo tempo. Tinham que ser mais experimentais e ao mesmo tempo que as pessoas consigam entender elas mais fácil. Algo como limpar a música de vícios de músico, aquela coisa de falar muito pra não dizer nada.

Meio como o Darwin conseguiu fazer, explicar uma das coisas mais importantes e complexas da vida, de uma forma que qualquer pessoa consegue entender.

E outro cara presente foi o Picasso, ou a forma que ele trabalhava. Ele criava e desenvolvia as personagens dos seus cuadros primeiro e depois as juntava num quadro só. “O Guernica” e “Las Meninas” foram feitas dessa forma. O último disco “-_” (2018)  foi construído dessa forma e o próximo “_-” (2019) também. São composições diferentes mas têm os mesmos personagens musicais.

Como foi criada a simbologia do título e também da enumeração das faixas?

Surgiu duma pergunta que uma vez me fiz. Se você dedicou a tua vida a música, se você faz “música pura”, sem palavras, por que tem que por uma palavra pra nomear uma peça musical? por que estou obrigado a contaminar com palavras o “bagulho”??

E aí surgiu a ideia de usar símbolos para fugir desse padrão.

O Falsos sempre frequentou festivais do circuito , por onde vcs não passaram , e que gostariam de participar?

Tem 3 palcos que eu bato punheta: o Rec Beat, o Goiânia Noise e o Sesc Instrumental (que eu já toquei mas com Malditas Ovelhas).

Tem o Raro Zine Fest também que gostaríamos muito de tocar mas nunca acaba rolando. Esse tal do German é muito vacilão…   : D

O que planejam para breve?

Terminar de ensaiar o próximo disco que já está composto, gravar e lançar ele, tomara que seja pronto. Acho as musicas muito foda, estou muito ansioso de ouvir elas prontas.

Considerações finais

Pele debuto con un pibe.

Facebook

Instagram

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *