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O electrorock do Hate Moss!

A conexão feita entre Brasil e Itália e atualmente Londres , é o pano de fundo pra essa conversa com Tina e Ian ,sobre Hate Moss.

Nos contem do início do projeto e de como conciliar Itália/Brasil , é difícil?

TINA: O inicio foi uma mistura de brincadeira e programação séria, lembro do Ian ele estava no Brasil para sua turnê com um projeto solo e me mandou um mensagem “vamos fazer uma banda eu e você, chamada HATE MOSS, pega o nome no facebook e no instagram!”.
Falando de conciliar nos conciliamos Italia, Brasil e também Londres onde moramos e na verdade todos esses lugares são perfeitos quando você tem a possibilidade de viajar tocando entre dois trens, faz parte do nosso equilíbrio.

Vcs passaram por vários cantos , como foi e qual a experiência que fica?

TINA: Foi uma experiência mesmo, enquanto muitos lugares pra nós são novos;  nós ficamos maravilhados, mas ao mesmo tempo incertos do que vai acontecer, se as pessoas vão gostar, se o show vai ser bom, mas por enquanto todos lugares foram maravilhosos e nos ficamos mais que felizes.

Senão nos falhe a memória ano passado vcs se apresentaram no Locomotiva Festival e também em Campinas?como foi?

TINA: Foi um dia maravilhoso, feliz e triste ao mesmo tempo. Locomotiva era o show mais importante da nossa primeira tour e aconteceu no mesmo dia de Campinas que era o último show da tour integral. Uma sensação doce e amarga. Felizes por ter tocado nesses palcos e tristes porque era a fim da tour.

Qual é a diferença das primeiras canções que surgiram e primeiro single pro EP mais recente?

IAN: As diferenças são a nível mais de precisão e impacto que temos agora, devido a várias horas de ensaio. Digamos que agora estamos mais redondos ao vivo e consequentemente na gravação também.

Nos falem da sonoridade que vcs buscam explorar 

TINA: Um trato do Hate Moss é a decisão de misturar eletrônico e analógico, então a sonoridade som inspiradas para artistas que nós gostamos, mas também sonoridade do folclore do lugares que visitamos e da nossas raiz Italo-Brasileira.
Tudo sem esquecer a afinidade punk (filosoficamente falando). Somos uma band Diy e não temos muito tempo pra poder dedicar ao instrumento porque a maioria do tempo vai embora no trabalho de todos os dias, na organização do booking, do selo que temos, da press etc,  então tentamos fazer o máximo que podemos com o nivel que alcançamos. Isso se transformou até agora num LO-FI Electroclash Garage com um pouco de prog (acho ehehe).

Como vcs conheceram o baixista Iury e qual a importância de um terceiro integrante nas performances ao vivo?

TINA: Conhecemos Iury em Palmas, a gente compartilhou o palco no Tendencies Rock e ele mostrou muito interesse no nosso projeto, trocamos idéias e agora vamos fazer uma turnê juntos! Pra mim a presença do Iury não tem que ver com importância, mas com enriquecimento e possibilidade de criar um show mais rico e envolvente.

IAN: Como tocamos muito com bases e loops , acho que a presença do Yuri vai nos dar possibilidade de improvisar mais ao vivo. Sendo ele um musico bom fica fácil pra nós fazermos umas loucuras de noise em quanto ele segura o bass ou o contrário por exemplo.

Qual a diferença do mercado europeu e brasileiro pra música que vcs exercem?

TINA: Essa pergunta é bem difícil ahah. Por enquanto não tem uma diferença marcada, pra mim a primeira vez em que fomos ao Brasil foi maravilhoso ver como a cena underground que representa , e recebemos também muito apoio por sermos uma banda estrangeira.

IAN: Banda estrangeira sempre tem uma facilidade em capturar a atenção do público; dito isso acho que mesmo assim em todos os circuitos “under”, tem uma movimentação e um fervor muito mas maneiro isso além de ser no Brasil , na Inglaterra ou na Itália. Em referência ao mercado, em todos os lugares é difícil conseguir se sustentar sendo músico dessa categoria.

Este ano vcs voltam ao país pra uma nova tour, qual a expectativa da turnê, e pretendem chegar a outros locais, ou será um itinerário parecido a com a turnê antecessora?

TINA: O itinerário ainda está sendo planejado, mas vamos visitar também lugares da tour passada. A expectativa é boa, estamos bem felizes de tocar novamente no Locomotiva e também tocamos no Goiânia Noise com bandas muito legais.

IAN: Tocaremos também em lugares onde nunca tocamos e cidades onde mesmo as bandas brasileiras não sempre alcançam, e acho que essa vai ser a parte mas bonita da tour.

Quais os próximos objetivos da banda?

TINA: Agora iniciamos uma tour pelo Brasil, Portugal, Espanha, Itália e México e queremos seguir com mais show depois, então o próximos objetivos é tocar o quanto mais possível!

IAN: NoPoker se chamaria “All in”, estamos tentando e colocando tudo nesse projeto com a idéia de fechar show em todos os cantos e continuar gravando , experimentando e compartilhando nossas experiências.

Considerações finais

Agradecemos a possibilidade de dar essa entrevista e esperamos vocês nos shows , em cima do palco pulando e dançando com a gente.

Abraços!
Tina, Ian e Yuri.

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