0

Disque Nove Zero Nove!

A banda está de cara nova, com adição de 2 novos integrantes e com a promessa de novos registros musicais.

Uma nova etapa na trajetória da banda aconteceu agora, como foi essa transição de integrantes pro grupo?

Mudança de formação é sempre um processo desgastante, tanto para a banda, quanto para o público. 
Porém, felizmente, a transição deu muito certo e estamos bem alinhados quanto aos nossos objetivos, sonoridade. 
Isso tem refletido nos shows, com o público abraçando a nova formação de uma forma muito calorosa, o que tem nos deixado muito felizes.

Como vcs vêem agora a banda musicalmente com vocal feminino?

O que é um vocal feminino? Se for um vocalista nascido no sexo feminino, vemos a banda da mesma forma de antes, porque o sexo do nosso vocalista não influencia na visão musical que temos da banda. Agora, se você quer dizer um vocalista mais feminino, vemos que a banda evoluiu musicalmente. Mergener se identifica como transgênero não binário e transita do extremo feminino para o extremo masculino com a mesma facilidade que um camaleão muda de cores. Nesse sentido, sim, a banda mudou musicalmente, porque ganhamos mais equilíbrio e versatilidade. Dos guturais mais rasgados e másculos às vozes mais românticas e femininas, Merg nos oferece um pouco de tudo e de tudo um pouco. Hoje, podemos subir em um palco grande para entregar a performance mais pesada que conseguimos e, no dia seguinte, fazer um pocket show acústico e sutil, com igual confiança no fato de que temos músicos com toda a capacidade para dar conta de formatos diversos de show. Então, musicalmente falando, o vocal feminino nos abriu um leque muito maior de possibilidades.

Vcs fizeram shows já com essa nova formação, como foram?

Já fizemos alguns, sim, mas o primeiro continua sendo o mais especial.  Estreamos aqui no Rio e recebemos uma chuva de carinho e apoio do nosso público, que fez questão de tornar aquela noite emocionante. Não tínhamos anunciado os novos integrantes, então foi todo mundo pra lá sem nem saber o que esperar, e a resposta não poderia ter sido melhor, acolhimento total e a sensação de que o trem estava nos trilhos novamente. Um alívio!  

Foto por Larissa Zanchetta

Há planos de gravação em breve? EP ou Full álbum?

Já temos três músicas novas gravadas com os vocais do Merg e estamos definindo datas e estratégias pra o lançamento. O que já está decidido é que vamos apostar no formato single, trabalhando uma por vez pra aproveitar ao máximo o potencial delas. É assim que as coisas funcionam hoje. Em paralelo, estamos nos preparando pra gravar mais. Com a formação estabilizada, é hora de reunir material, escutar o que cada um tem pra começarmos a lapidar. A ideia é voltar ao estúdio o quanto antes.
 
Nessa estrada com a banda vcs já tocaram com várias bandas em algumas oportunidades, qual o sentimento que fica?

É sempre uma oportunidade de aprender. Conhecer de perto outras bandas é uma grande chance de trocar, acumular vivências. E vale pras consagradas com quem já tocamos, tipo Sepultura, Ratos, e também pra molecada que hoje tá pogando no teu show e amanhã, quando tu percebe, tá dividindo o palco contigo. Em 10 anos de estrada a gente já viu muito disso, e é gratificante demais! 
 
Voltemos um pouco na história da banda, como foi gravar o álbum de estreia?

A banda já tinha 7 anos de estrada e contava com um EP que, apesar de ter propagado o som, ainda não era o registro fiel do que se fazia palco. A gente juntou essas músicas a algumas inéditas na época e gravou com produção do Paulo Jeveaux, um trabalho que consumiu alguns meses entre pré-produção e gravação, mas que valeu muito a pena. A resposta foi ótima nas plataformas de streaming, oportunidades surgiram e, o principal, algumas das músicas “novas” que incluímos hoje são obrigatórias nos shows, por escolha do público. Agora estamos ansiosos pra responder a mesma pergunta falando do que vem por aí.  

Foto por Larissa Zanchetta

A banda tem vários registros audiovisuais, como foram concebidos?

A gente dá muita atenção a esse aspecto do nosso trabalho, e é uma sorte termos, desde meados de 2015, uma parceria muito proveitosa com o Gabriel Gomes, baixista da Verbara, que também responde pela Screamin’ Produções. Além de ser um bom amigo, é um nome talentosíssimo da nova geração de diretores, que vem firmando seu nome, inclusive, além dos limites da cena alternativa. Não fizemos nenhum clipe sem sentar e discutir ideias e conceitos com ele, e torcemos pra que as agendas permitam a continuidade dessa parceria. 

O que planejam pra breve?

Lançar muito material novo, tocar no máximo de lugares possível, e comemorar a queda de Jair Bolsonaro e sua gangue. Quem vem nessa com a gente?

Foto principal por Fábio Mazzeu

Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *