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Em busca do metal da morte : Açoite!

Açoite lançou seu album de estréia e pudemos conversar com eles, sobre esse material .
 
Como se formou o Açoite?e porque do nome?
 
Olá! Muito obrigado pelo espaço! O Açoite se formou em 2017 entre Espantalho, Carrasco e Invasor com a ideia de juntar as nossas já afinidades pessoais com as musicais. Em 2018 , Necromante para os vocais e o time fechou. Nossa ideia foi procurar uma linha de som primitivo calcado nas antigas tradições do metal da morte brasileiro das primeiras gerações.
 
Nos falem um pouco das influências , já que na sonoridade do grupo vemos várias coisas oitentistas
 
As influencias são das mais diversas. Desde o progressivo/hard dos anos 70 até as bandas underground que tocam conosco hoje em dia. Mas, o que fica mais perceptivel em nosso som é a influencia das primeiras experiencias do heavy/death metal no terceiro mundo. Dorsal Atlantica, Sextrash, Taurus, Virus, Vulcano, MX, Mutilator, Explicit Hate, etc. Além de Motorhead e Iron Maiden.
 
 
Antes do álbum , já havia experiência de demos ou EPS?
 
Sim, há uma demo nossa gravada no Manillar 1.0 em 2018 (https://acoitedeathrash.bandcamp.com/ ). Além disso, todos nós já tinhamos alguma experiência prévia com gravação com nossas outras bandas (Absoluto Poder, Hellish Grave, Harpago, Regressor, etc)
 
Como foi desenvolver o debut álbum?
 
Por incrível que pareça, foi extremamente prazeroso e natural, não houve pressão e nem muito estresse. Tinhamos nossa própria sala de ensaio, o que ajudou bastante no processo. Além disso, o Carrasco é uma máquina de dilacerar riffs satânicos por segundo… provavelmente ele já tem uns dez albums de metal da morte escritos na cabeça dele. Hail
 
Quais as temáticas que vcs buscaram abordar no álbum?
 
As temáticas giram em torno de nossa realidade e contexto em 2018 no âmbito pessoal, político, econômico e situacional. Queríamos cuspir em toda essa hipocrisia conservadora e cristã que assola  com força nossa realidade e que reflete na nossa pobreza terceiro mundista. As musicas também tratam um pouco de filosofia, historia, anticristianismo e depressão, tudo dentro desse contexto. 
 
Nos falem da importância dos selos de apoio pra lançamento e quem são?
 
Vou chover no molhado, mas o apoio dos selos é essencial para viabilizar e materializar a arte subversiva do underground. É inviável para bandas pequenas e sem dinheiro ficar bancando 100% da própria prensagem, além de ter que correr atras sozinhos de divulgação/distribuição e etc. Ainda mais na nossa realidade de trabalho 40h. No nosso caso tivemos o apoio da Helldprod (Portugal), lançando em Tape, World War Now Records (Canadá), lançando em CD e Ataúde/ Anti Herói/ Dor Presente (Brasil), em Tape. Em algumas semanas vai sair o CD nacional via Cianeto e PNCDD.
 
O disco saiu no exterior também , comentem
 
O disco saiu em Tape me Portugal (Helldprod) e CD no Canadá (World War Now). Nós somos imensamente gratos tanto ao Pedro quanto ao Chris, respectivamente, por apreciarem nosso pedaço de som infernal e se interessarem em divulgar isso mundialmente. Diretamente do terceiro mundo espalhando o caos.
 
 
Quais os planos de divulgação?
 
Totalmente DIY. Os selos tem ajudado a arranjar algumas reviews/entrevistas, mas em geral nós mesmos corrremos atrás de tudo no que se refere a divulgação.
 
Considerações finais
 
Obrigado pelo espaço! Pau no cu de deus, foda-se o presidente, fodam-se os conservadores. Arrebentaremos suas cabeças! 
 
 
 
 
 
 
 

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