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Mundo cruel : Subeclipse!

O Subeclipse foi formado nos anos 90, e de lá pra cá , o mundo mudou,e a banda falou sobre isso.
 
Como foi pra vcs formar a banda lá nos idos dos anos 90?
 
Foi uma época em que muita banda surgiu em virtude do boom do grunge e dos Mamonas Assassinas, então todos queria fazer uma banda grunge ou engraçada.
A gente na época já queria fazer um som mais sério e variado.
Começamos com cover como 99% das bandas. E o legal era que as bandas não focavam só no Classic Rock, a gente esperava lançar música nova do Green Day, Pearl Jam, etc… para aprender e tocar.
 
O que mudou de lá pra cá na visão de vcs?
 
Putz! Tanta coisa…
Hoje o cenário de bandas basicamente se divide em 3. Bandas Tributos, covers variados e autorais. Na época praticamente não existia tributo e ao mesmo tempo aa bandas internacionais quase não viam para o Brasil. Então as bandas covers eram muito variadas.
Já o cenário autoral era muito difícil, era muito caro gravar, quase impossível prensar um cd, a divulgação era boca a boca através de fitas demo com gravações de ensaios. Até hoje tenho fitas k7 com demos da Subeclipse. 
 
Foto por Honesto Fotografias
 
Qual foi o motivo do primeiro material tardar a ser lançado?
 
Foram muitos, no começo foi porque era muito difícil mesmo e fora isto, a gente não tinha conhecimento técnico da coisa. Chegamos a gravar 1 single, mas além da não gostarmos muito da gravação, a gente não sabia como divulgar. Na época praticamente não tinha internet.
E depois, foi por questões pessoais mesmo, a gente trabalhava, estudava, tinha filhos e apesar de oficialmente a gente nunca ter parado. Na prática ficamos alguns anos sem fazer quase nada.
 
Como foi trabalhar no full álbum?
 
Era um sonho nosso, a gente queria um álbum inteiro com encarte e tudo. As composições a gente já tinha. O trampo foi gravar! A gente não tinha muita experiência em estúdio, então apanhamos um pouco. Tanto que a gravação parecia meio eterna, que nunca ia acabar. 
Gravamos em 2 estúdios o K9 no metrô Conceição em São Paulo e no Conspiração Records em Osasco.
 
Foto por Honesto Fotografias
 
O resultado ficou como o esperado?
 
Quando terminamos, achamos que tinha ficado. kkkkkkk
Mas, ouvindo depois, talvez faríamos alguma coisa diferente em algumas músicas. 
De um modo geral a gente gostou.
 
Vcs fizeram vídeos , falem um pouco da produção dos mesmos
 
A gente gosta muito desta parada áudio visual, se a gente tivesse mais grana faríamos um monte de clipes e capricharia mais.
A gente faz música pensando no clipe também. Rsrs
Nada Com Nada, a gente queria uma história mesmo de um cara não percebendo as coisas ao redor dele com a banda tocando no fundo. Com aquele clima.
Quase Caí, foi um vídeo sem orçamento. Kkkkk Mas, como a música saiu em uma coletânea (MUZO), precisaríamos de alguma coisa. Então, um amigo nosso gravou a parte do patins, e a ideia era o cara caindo várias vezes até acertar a manobra.
Mundo Cruel, a gente queria uma parada mais crua mesmo, como a música.
E Poesia Para Um Jovem Coração Apaixonado, a gente queria uma coisa mais “fofa” e por isso não dava para gente aparecer. Kkkkk
A Verdade que foi nosso último, gravamos na Av. Paulista.
 
Foto por Vinicius Pimentel 
 
Há planos de novos lançamentos?
 
Tem sim, a gente vai lançar os vídeos de A Violência Não Para – já gravamos, está em edição.
Culpado de Que? – Que vamos gravar na próxima semana
E Dorlores, que é a música nova. A gente fez o roteiro e vai caprichar nele.
 
Quais os próximos passos?
 
A gente deu uma pausa criativa. A ideia é lançar novas músicas e até o fim do ano um novo EP.
Estamos organizando tudo. Vamos dar uma caprichada, vai ter um produtor. E algumas participações especiais.
 
Considerações finais
 
Primeiro, agradecer o espaço. É muito difícil achar lugares em que a gente possa falar do nosso trampo. 
Segundo, que aguardem, depois da pausa, a gente volta com força total!!!
Obrigado!
 
Foto principal por Vinicius Pimentel 

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