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O que pensar, dizer, sentir, fazer : O Candido!

O Candido deu voz ao projeto de Matheus Candido, e falamos com eles sobre isso.

Como surgiu o projeto? 

O projeto começou em novembro de 2018 com a função de arranjar e gravar as composições de Matheus Candido. A banda foi formada por amigos convidados sem o objetivo de se manter uma formação fixa, mas com o surgimento de uma agenda de shows surgiu a necessidade de se estabelecer membros permanentes. 
O Candido é: Matheus Candido (voz, teclado, violão); Jaquie Livino (baixo e backing vocal); Matheus Mantovani (guitarra e backing vocal); João Siqueira (sintetizadores e violão); Rafael Esgalha (bateria).

Porque O Candido?

Por conta do sobrenome do compositor que motivou o início do projeto, além de ser uma palavra que condiz com a estética apresentada nas músicas. 

Foto por Gabriela Franco

Como foi a estreia nos palcos? E como foi passar pela Av.Paulista na capital de SP?

O primeiro show aconteceu no quintal da república Linha 2 na cidade de Tatuí logo após uma ceia de natal. Foram apresentadas as músicas que estão presentes no EP para um público composto por amigos, num ambiente reservado. Na passagem da banda pela Av. Paulista o EP foi executado na íntegra, junto de novas composições. O show aconteceu num domingo quente e foi uma experiência muito rica pelo contato com um público novo.

Como foi produzido o EP de estréia?

O EP de estréia foi produzido ao longo de três dias, durante o feriado da Proclamação da República, também nos fundos da República Linha 2. Com a ajuda de estimados amigos, emprestando equipamentos, mão de obra e conhecimento, as gravações fluíram com tranquilidade. Das quatro faixas presentes no trabalho apenas Em Português havia sido pré arranjada, os demais arranjos foram desenvolvidos durante o processo de gravação. Com exceção de alguns elementos inseridos durante a pós produção (backing vocals e percussões), as faixas foram captadas ao vivo. 

Foto por Tiago Candido

Porque do título? 

É o nome de uma das faixas do EP e frase que, de certa forma, representa as diferentes impressões e sensações contidas nas músicas. 

Quais foram as inspirações pra criação dessas faixas?

Tamborine ::: Tamborine surgiu de uma jam session e posteriormente foi desenvolvida durante a gravação do EP. É uma faixa instrumental que abre espaço para improvisos. O nome é uma referência à um doce mexicano de tamarindo.
“Saudade :::  A letra da canção surgiu durante um fim de semana passado em São Paulo. Nesse período encontrei com uma amiga e bebemos pelo centro da cidade, colocando as novidades em dia. Chegando no apartamento onde minha família estava escrevi o poema que trata tanto sobre amizade, quanto sobre romance. Chegando em Tatuí coloquei a letra na música que tinha composto um tempo atrás, numa tarde muito bonita. 
O que pensar, sentir, dizer e fazer ::: Tanto essa música quanto Saudade foram compostas na afinação de sol aberto, o que fez com houvesse uma liberdade maior na criação já que eu desconhecia acordes nessa afinação. Cada verso dessa música trata de um tema diferente, o primeiro é um questionamento sobre um amor vivido, onde nada foi certo mas os espaços onde ele habitou ainda eram recorrentes no período da composição. Já o segundo trata sobre a vontade de emocionar por meio do canto; o terceiro foi um comentário sobre a atual situação do país, e o quarto sobre atitudes do passado. 
Em Português ::: Essa canção foi uma divagação diante de um comentário que uma amiga fez sobre não ter sido levada para casa na bicicleta da amiga dela e um amigo nosso sim.” – Matheus Candido

Todas as faixas, com exceção de Tamborine, já haviam sido compostas por Matheus Candido.

Foto por Laio de Almeida

Há planos de um novo EP para 2019?

Sim, será gravado em julho do mesmo ano no estúdio da Fatec Tatuí, com uma equipe de alunos. 

Quais os próximos objetivos?

Gravação de videoclipe, divulgação do novo EP, fazer mais shows e trabalhar mais músicas. 

Considerações finais

Agradecimentos às irmãs Fontolan, Flávia e Fernanda; ao Artie Oliveira; ao Pedro Contente; à família Candido Soares; à Alice Ribeiro e Gabriel Yamanka; aos moradores da República Linha 2.

Foto principal por Alex Santos

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