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Visões periféricas : Jhou Bastos!

Jhou Bastos, mostra o mapa do rap paulistano, com suas rimas, ele fala sobre suas novas e velhas canções.

Quando começou teu interesse na música em geral?

A música sempre se comunicou diferente comigo, meu primeiro contato registrado com  um instrumento musical foi em 96/97 (eu tinha 2 anos de idade)  minha familia tinha ido a um restaurante em Itaquaquecetuba que aos fins de semana tocavam  música ao vivo, no dia que eu fui não era dia de show porém, os equipamentos estavam no palco  (bateria, amplificadores, microfones e etc…; Minha tia ao ver minha feição olhando para os equipamentos me pôs sentado na bateria ela disse que eu curti muito pela minha expressão, em seguida ela pegou um microfone e me deu na mão, eu segurei firme parecia o destino sugerindo algo (haha).

Acervo pessoal

O rock , rap e o skate , sempre caminhou lado a lado?

Por mais que no Brasil a educação não tenha a atenção necessária para um desenvolvimento, a cultura urbana sempre teve representantes muito bons, talvez a falta de incentivo sempre foi o  maior combustível para o Rock Nacional, Para a cultura do Hip-Hop e o Skate. Eu diria que por esse motivo e outros ‘N’ motivos eles estão interligados na contracultura lado a lado resistindo.

Vc sempre esteve (está) em projetos musicais , como festivais e etc , quais os ativos e quais vc pensa em trabalhar?

Na verdade não, estou atuando ativamente na Música faz 5 anos, antes disso eu era um espectador normal cansado de esperar que alguém criasse um espaço ou um formato de eventos que me agradasse saka?.
Meu primeiro projeto foi o ”Skate Rock Fest” onde o conceito éra uma festa noturna onde as pessoas pudessem andar de skate nos obstáculos ouvindo shows ao vivo de bandas/artistas com estrutura profissional, open bar com preço acessível de consumação e deu muito certo. Hoje eu atuo fixamente no Hip Hop Salva junto com o Submist e o Dj Nego Will onde temos uma estrutura de equipamento profissional e abrimos espaço para grupos de Rap em ascenção com divulgação na tv Minuto nos ”metros de toda São Paulo” através da nossa parceria com a ”Cultura Leste”.

Foto por Monomito Filmes 

Como é ser lado leste de SP? Onde vc buscou referências nas tuas rimas?

È tenso, é perigoso é incerto mais, ao mesmo tempo é motivador, é poético é sincero.
Eu busco referências nas pessoas locais e regionais, nos trabalhadores que acordam cedo pegam o trem cheio que é o meio de transporte mais usado em nosso bairro para o Centro de SP, busco ideias nos artistas e bandas locais, pois eles compartilham dos mesmos problemas que eu por estarem no mesmo bairro saka?.

Como foi trabalhar no Teoria do tempo?

O EP Teoria do Tempo resumindo foi o meu primeiro trabalho gravado. minhas primeiras experiências com home estúdio, FruitLoops, programas de gravação, interface, monitores, meu primeiro feedback de gravar e ouvir minha voz, e foi um período de extrema importância, pois foi quando  eu conheci o ”Mousin” e seu Home estudio ”CuboMágico” nos damos muito bem desde o inicio, gostamos das mesmas coisas, bandas, músicas, skatistas, filmes e games. Eu via ele fazendo os beat’s  desde o processo de buscar samples, kit’s de bateria até gravar, mixar e etc..; o Ep Teoria do Tempo  nasceu da nossa amizade e sinergia e foi meu primeiro passo na música.

O quê te serviu de experiência do teoria pro visões?

Tudo, desde a escolha dos beats, composição de letras, formas de lançamento, artes visuais, clipes conceitos, erros para não repetir, Teoria do Tempo foi uma escola para mim.

Como foi a produção do visões periféricas?

Foi sincera, intensa e particularmente necessária para mim, eu estava em uma fase ruim na minha vida sem emprego sem expectativa de progresso sem auto estima e com a fé fraca, foi nesse período que conheci o Allvez.
No período que conheci o Allvez ele tinha saído do seu grupo o TemaRap e estava meio desacreditado do corre de produção porém, ele é teimoso igual eu e buscou inspiração no fracasso pessoal pra trabalhar em algo novo,  viramos muito amigos em pouco tempo, nossas ideias batiam e o que era pra ser uma música  se tornou ”O Álbum” na minha opinião. Com exceção da música (2017) todos os instrumentais foram criados pelo Allvez que também participou do processo de qualidade das minhas letras, muitas metáforas, assuntos políticos, culturais e cotidianos foram o enfoque das letras, coisas pessoais de vida mesmo.

A captação do áudio, mix, Master e produção geral fico por conta do Maestro ”Gustavo Trivela do Vale” guitarrista da banda The Bombers. Ele somou demais no disco, corrigindo erros, me ajudando a entender a  extensão da minha voz, e me dando muito incentivo em todas as minhas metas, sou eternamente agradecido a ele.

A foto + design de capa/contracapa ficou por conta do Guilherme Amarante, guitarrista da banda Social Mirror.

O artwork do full álbum em vídeo lançado exclusivamente no youtube foi elaborado pelo Werick Jambo com pitacos meus e do Allvez. até então ninguém na ZonaLeste tinha usado esse formato de full album, as músicas se conectam entre si sem precisar trocar ou passar a música manualmente!! (idéia que tive ouvindo o álbum sinopse do Kamau) quis ilustrar esse efeito em vídeo e 70% das imagens usadas foram gravadas por mim dando mais autenticidade no processo criativo, além  das colagens do Antônio Abujamra e Mário Sergio Cortella que dispensa comentários.

Foto por Guilherme Amarante

Fale do single lançado em 2019

”Minha Natureza” foi uma música criada através do meu contato com o Brancola membro do grupo de rap Rabiscologia e dono do Estudio Comum, o beat e gravação foi por conta dele, e fiquei muito feliz com o resultado. o clipe ficou por conta Do Gaff e do Fenich donos da marca audiovisual Vortice, e gravei exclusivamente no meu bairro com amigos meus, quem quiser conferir no youtube ja esta disponível!!

Nos fale sobre o recém lançado clipe 16 de maio, e fale da letra dela

16 de Maio é a data do meu nascimento e a música que fecha o álbum Visões Periféricas, ela fala sobre minha quebrada Vila Santa Inês-Ermelino Matarazzo, conta minha história, os lugares onde colava o que fazia, falo dos meus amigos, sonhos de época.
O roteiro do clipe foi escrito por mim e quis passar pelos lugares onde tiver um convívio forte.

Quem produziu o clipe?

Foi a Monomito Filmes, altamente profissionais, e éticos, se você quer produzir um clipe de alta qualidade recomendo!.

Quais os próximos passos?

Atualmente tenho 2 Singles gravados no lodo estúdio em processo de finalização, 1 single com o Brancola também  finalizando, e estou trabalhando firme na minha primeira mixtape com o Allvez e vai contar com 14 músicas inéditas, coisas diferentes estão por vir.

Considerações finais

Bebam agua, andem de skate, leiam muitos livros e façam muito amor, pois precisamos disso, ouçam minhas músicas disponíveis nas plataformas digitais e clipes no youtube, vlw rapaziada da Raro Zine e aquele salve pra geral do Itaim/São Miguel/Ermelino/Itaqua/Itaquera/Guaianases e Penha.

Foto principal por Guilherme Amarante 

 

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