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A paranóia do Woslom!

Com anos de estrada, percorreram vários festivais pelo mundo.Pelas palavras de Fernando Oster, fala sobre seu recente lançamento, turnês gringas, discos e mais!

Material novo na praça ,Paranoia ,3 faixas e uma versão ,como foi chegar até esse novo repertório e como foi escolher a canção do Ac/DC ?

Olá Rarozine, aqui é Fernando Oster, batera e um dos fundadores da banda. Bem tínhamos em mente desde o inicio de concepção dete EP que faríamos 3 ou 4 músicas mais a versão do ACDC, já que esta foi para a participação na Coletânea …For Those about to Brasil da Secret Service Records. No fim, acabamos fazendo 3 sons novos, mais diretos e sem firulas.

Esse material foi lançado apenas digital , há intuito de material físico? E o como vcs as plataformas digitais pra banda?

Desde o inicio a ideia era sempre ser Material Digital, já que estamos nesta nova onda do momento. Se pintar físico será no futuro para alguns colecionadores apenas, veremos….
Bom, não somos muito efetivos em midias sociais, deveríamos ser mais, pois esse é o futuro e não há como fugir dele. Mas todos os nosso trabalhos estão lá certamente.

O que podemos sentir de diferente ou semelhante no Woslom do novo EP pros materiais antecessores?

Acreditamos que este EP é uma continuidade do nosso trabalho. Cada vez mais conseguimos dar a nossa cara ao nosso trabalho.

Foto por Edu Lawless

O Woslom tem uma discografia bem importante na minha concepção , “Time to Rise” ,”Evolustruction” ,como foi pra vcs registrarem eles?

Sem esquecer do último, A Near Life Experience, o qual nós consideramos nosso melhor trabalho até então. Mas falando dos outros 2, o Time to Rise foi algo mais ocasional, mais primário mesmo, sem intenção nenhuma. Queríamos registrar um trabalho. Já o Evolustruction foi algo criado com toda uma concepção, houve um planejamento muito intenso e cuidadoso, tudo foi discutido e pensado para que conseguíssemos praticar o nosso melhor.

A banda registrou alguns vídeoclipes ,como foram feitos e criados os conceitos dos mesmos?

Sim, temos alguns videos e muito orgulho de todos eles, visitem nosso canal para conferir. Toda a produção de video é nossa, aliás, toda a produção de tudo que envolve a banda é nossa mesmo. Somo uma banda DIY e adoramos isso.

Alguns clipes como o Purgatory e o ultimo Paranoia teve uma produção bem nossa mesmo, inclusive com sugestões na edição e pós-produção de efeitos. Até a captação de imagens já chegamos a fazer como no caso da Underworld of Aggression que produzimos lá na Alemanha.

Como surgiu a idéia do DVD?

O DVD foi uma ideia para termos um material no meio dos ciclos entre o Evolustruction e o A Near Life Experience. Ele é basicamente o Evolustruction mas em formato de video com todas as faixas produzidas com um video clip ou lyric video.

Em alguns momentos considerei o Woslom ,uma banda mais europeia do que brasileira (rsrs) ,devido ao contato direto de vcs lá ,como foi a primeira vez que foram?

Já fizemos diversas tours por ai, mas para a Europa foi aonde mais nos adaptamos. A Europa é um local muito metal, existe um circuito enorme por lá durante o ano todo.
Com certeza é um local aonde iremos muitas e muitas vezes no futuro. A primeira vez que fomos foi em 2012 e tudo foi novidade para uma banda novata. Hoje já sabemos como as coisas funcionam e temos muitos, mas muitos amigos lá.

Dentro dessa trajetória vcs foram voltaram algumas vezes pra lá ,quais shows/festivais destacariam ?

Ahh cara, com certeza, já fizemos mais de 100 shows por lá e vou citar alguns aqui.
Tocamos com o Entombed na Suécia e foi animal, emprestamos nosso backline pra eles.
Fizemos também um festival na Bélgica em 2016, Summer Rock e um na Alemanha no mesmo ano que foram sensacionais. Um show em St Petersburg na Russia em 2014 foi surreal também. O Meltdown no norte da Alemanha em 2014 também foi inesquecível.
Agora em 2019 fizemos o SWR Barroselas abrindo o primeiro dia no palco interno com muitos conhecidos na plateia, foi bem especial.

Foto por Edu Lawless

Como vcs tem visto a movimentação do metal como um todo aqui no Brasil e na Europa?

Olha, eu costumo dizer que as coisas acontecem lá na Europa para depois de algum tempo se adaptarem por aqui. Cada ano que passa nascem novos festivais europeus no verão naquele clima de acampamento, stage, comida/bebida, encontro com os amigos e de todos os tamanhos, desde os gigantescos Hellfest, Sweden e Wacken, até os menores para 500/1000 pessoas que nós já tocamos em alguns.
É algo que tem que ocorrer aqui no Brasil com mais frequência, é para aonde nós temos que migrar. Porém há um investimento pesado em se fazer um festival, os headbangers precisam se juntar em coletivos, grupos e correr atrás, conseguir patrocinio, verba pra colocar a ideia pra funcionar. É algo bem dificil e que parece ser uma utopia, mas é para onde deve ir, ficar dando murro em ponta de faca e fazendo underground em casas fechadas virando madrugada é algo que já não funciona mais. O publico quer algo novo, quer mais, quer algo diferente. Minha recomendação é sempre que se espelhem no que acontece lá pra aplicar por aqui.

Quais os próximos planos?

Também estamos na busca de tentar nos reinventar pra seguir em frente e traçar novos objetivos. Possivelmente vamos vir com um quarto trabalho para 2020 e tentar buscar locais que ainda não estivemos.

Considerações finais

Obrigado pelo espaço e para os leitores do Rarozine, pedimos que visitem nossas redes sociais e ouçam nossos trabalho no Youtube ou Spotify, já que este é o futuro da música!

Foto principal por Thyago Emmanuel 

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