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Na encruzilhada com : Superchiadeira!

Munidos do primeiro EP, conversamos com Superchiadeira, sobre a gravação deste registro, videoclipe lançado, sonoridade e mais!

Porque Superchiadeira?

O nome está associado ao estilo de som da banda. Desde o início procuramos fazer músicas poderosas, barulhentas e com muitos efeitos, com destaque para o fuzz. 

Como se juntaram ?

A banda começou em 2010. Participando de outras bandas eu (Japa) não me sentia plenamente satisfeito, então decidi formar a minha pra tentar seguir novos caminhos sonoros. Chamei os caras (Guimas e Rico) que eu tinha conhecido em outras bandas anos antes. O perfil e personalidade deles se encaixavam no tipo de som que eu pretendia fazer e felizmente, eles toparam . Do inicio ate gravarmos nosso EP, foi bastante tempo mas tivemos que amadurecer como músicos e como banda pra chegar nessas musicas. As coisas pra uma banda independente as vezes andam muito lentamente, então demoramos pra conseguir gravar mas pretendemos manter a regularidade agora.

Pra onde ruma a sonoridade do grupo?

Fazemos um som inspirado no stoner rock, blues rock e southern rock, com as musicas sempre guiadas pela guitarra. Nossa intenção é fazer uma sonoridade direta e pesada, com músicas baseadas em riffs e no groove. Tentamos fazer o som mais pesado possível, mas sempre dentro da linguagem do rock, sem cruzar a linha com o metal. As letras, são intencionalmente curtas e tentamos deixar tudo o mais simples possível, inspirado principalmente na estética do Blues. As letras falam somente de diversão, pois a intenção é também passar energia positiva através da letra, aquele sentimento roqueiro de que ouvindo um som, você sempre estará bem. Falamos sobre a mulher também, a maior inspiração que jamais vai existir. A escolha desses temas é uma maneira de desviar o foco da letra e do significado dela, deixando essa parte relativamente ¨fácil¨ (de compreender) e leve em comparação ao instrumental, que tentamos elaborar um pouco mais. Gostamos também do contraste do clima pesado do instrumental com a letra sobre diversão, aquela influência de Raimundos e Planet Hemp.

Como foi feito o EP de estréia ?

Gravamos no estúdio Mr. Som, do Pompeu e Heros do Korzus. Esses caras são muito gente fina e mandam muito bem, têm experiência de sobra e já gravaram muita coisa boa lá. Um disco do Ratos de Porão que eu (Japa) adoro (Guerra Civil Canibal) foi gravado lá muitos anos atrás e desde então, eu queria ter a honra de gravar no mesmo estúdio. Claro que nosso som não se compara com o Ratos de nenhuma maneira, mas eu quis buscar uma gravação com mais peso dentro dessa sonoridade stoner e ficamos muito felizes com o resultado. A bônus track ¨Joe¨ foi gravada meses antes, no estúdio Family Mob.

Quem criou a estética gráfica do mesmo?

Foi a Jasmine da Harley and J (#harleyandj), uma artista australiana. Conhecemos a arte dela através do Instagram. Vimos as ilustrações que ela fez pra outras bandas e curtimos muito o estilo. Ela tem um estilo minimalista e psicodélico, acho que casou bem com o stoner rock e com a proposta da banda. Na época em que estávamos procurando por alguém pra fazer a capa, vimos que o valor cobrado por ela seria mais acessível pra banda do que os brasileiros estavam pedindo e decidimos arriscar. Ela é responsável pela arte da capa e do nosso novo logo, com a garota deitada. São imagens que representam bem a estética do rock e ficamos bem contentes com tudo. 

Nesse álbum de qual forma queriam soar?

Buscávamos uma estética stoner pesada, bastante inspirada no space rock do Monster Magnet. Queríamos chegar em especial, na sonoridade do álbum Dopes to Infinity, que o Japa estava ouvindo muito nessa época. E juntos com o pessoal do estúdio o resultado foi excelente.

Como foi produzido o clipe de Joe?

O Japa já havia escrito o roteiro pra um clipe algum tempo atrás, mas só conseguimos filmar após conhecer a galera da produtora Loud Factory, Wagner, Desirré, Tiago e Mayara. Eles nos ajudaram muito e foram muito gente fina e competentes na execução. O roteiro não foi escrito com alguma música do Superchiadeira em mente, foi apenas uma história que o Japa achou que ficaria legal num clipe e fomos trabalhando nela. A escolha de Joe pra ser a música do clipe também não tem nenhuma relação com o roteiro. Escolhemos por ser uma música representativa pra banda, pois foi uma das primeiras músicas que fizemos e mesmo que ela tenha passado por várias transformações e versões diferentes ao longo dos anos, se manteve firme e forte com a gente.

Há planos de novas gravações?

Na verdade, estamos com um material quase pronto para ser lançado. As gravações sempre estão em nossas mentes, mas no momento estamos trabalhando e focando no lançamento desse material.

Quais os planos pra breve?

Estamos fazendo alguns shows, principalmente em São Paulo, em espaços como o C.I.A.M. e o Badaroska Stúdio, na zona leste, e em outros lugares, sempre que aparece algum convite ou entramos na organização de algum evento. Como já disse, estamos focando no lançamento de um novo EP, com cinco sons inéditos. Estamos colocando muita energia nisso. A ideia é divulgar o material e mais pra frente lançar outro clipe também. Além desse projeto mais associado com a banda, queremos também começar a criar vídeos e organizar shows de uma maneira mais justa. Nossa intenção é criar algo coletivo, um canal e eventos não apenas pro Superchiadeira mas pra promover mais bandas e a cultura do rock como um todo. 

Considerações finais

Gostaríamos de agradecer a oportunidade e o espaço cedido pela Raro Zine, lembrando que são atitudes como essa que fazem o rock sobreviver aqui no Brasil. Tem muita banda boa na cenário nacional e muita iniciativa legal atualmente, mas às vezes falta união. Seguimos apoiando o cena independente, sempre buscando fortalecer as bandas e os espaços que existem e que, de alguma forma, passamos a conhecer. Valeu mais uma vez ae!!!

Fotos por Rafael Melo

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