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Ninguém é santo : Mattilha!

Um papo com Gabriel Martins,fala sobre a trajetória da Mattilha, discos , EPs, da videografia e mais!
 
Quando e como começaram o grupo?
 
A banda surgiu em 2010, com o Victor Guilherme e o Ian Bueno, se trombaram através de amigos em comum ali na região da Pompéia, em São Paulo. Muita coisa foi acontecendo e a banda passou por algumas formações até chegar na atual.
 
Qual era a experiência de vcs pré ‘Ninguém é santo”?
 
Eu (Gabriel) entrei na banda no começo de 2013, a banda estava num processo de composição do primeiro álbum (Ninguém é Santo), eles tinham feito poucos shows de 2010 à 2012, nesse período, lembro de entrar na banda numa semana e na outra já entrar em estúdio, e na seguinte, já pegarmos a estrada pra fazer um show no interior. Começamos a rodar bastante, pegando uma bagagem essencial naquele começo. Antes do álbum, lançamos um single, e depois, um EP homônimo com 3 faixas. O primeiro single rodou na 89 FM, pela primeira vez nosso som rolou numa grande rádio. Ano seguinte, lançamos o disco. 
 
 
Como foi gravar esse disco?
 
Tinha sido minha segunda experiência em estúdio, pra maioria da banda, a primeira. Éramos bem novos, o mais novo com 17, o mais velho com 22/23. Gravamos o ‘Ninguém é Santo’ no ChoqueDb Studio, na Pompéia, com nosso parceiro Gú Big, aprendemos muito ali, tivemos a participação do Paulão do Velhas Virgens e do Paulo Coruja, da Cracker Blues. Esse play foi a sequência do EP que havíamos lançado no ano anterior. Lançamos o disco junto com a primeira edição do nosso próprio rolê, o ‘Canil Fest’, que segue firme e forte indo pra sexta edição ! No início da turnê, o Andrews Einech (baixo), entrou pra banda. 
 
O que vcs curtem abordar nas canções?
 
Falamos do cotidiano, de paixões, sufocos, angústias, glórias, perseverança, tudo o que pulsa, o que sentimos, vivemos, de verdade, escrevemos. O primeiro álbum (Ninguém é Santo), é mais aquele lance quando o cara tá caindo no mundo, se descobrindo, um outro conceito. À partir do EP ‘A Carne é Fraca’, de 2016, tudo mudou. O álbum de 2018 (Crônicas do Underground), segue nessa mesma linha.
 
 
Desde o primeiro disco até o mais recente, vcs lançaram inúmeros singles e sempre se preocuparam com a parte estética das capas de cada um , como foi trabalhar em cada um deles?
 
Sim, nos preocupamos sempre com cada detalhe de tudo. Lançamos tudo com muito carinho, é nossa vida ali pra todo mundo ouvir e ver. A gente sempre pirou em lançar uma capa diferenciada pra cada tipo de trabalho que lançamos. Eu sempre briso no contexto da letra, com a energia que a música sintetiza, conectado a alguma obra que eu goste, um filme, um livro, alguma série. Então, faço um ‘resumo’ da obra nessas ideias e acaba saindo as capas. O ‘Ninguém é Santo’ é uma homenagem a ‘Cães de Alguem’ do Tarantino, o single ‘Bico Sujo’, uma brisa com ‘Stranger Things’, o CDU,  com ‘Breaking Bad’, e por ai vai (risos). Nossos últimos 3 trabalhos foram feitos pelo Maurício Leone.
 
Como foi gravar o EP 
 
Foi uma baita experiência. Gravamos esse trampo no Mr.Som Studio, com o Marcello Pompeu e Heros Trench, do Korzus. Crescemos ainda mais, tiramos um som muito mais maduro, mais visceral, outro conceito, ali foi o início do que somos hoje. Gravamos um EP de 4 músicas + 1 single no Mr.Som, saímos dessa experiência diferentes. 
 
 
Nos falem dos vídeoclipes já editados pela banda?
 
Temos 5 vídeo clipe oficiais, mais alguns webclips e muitos lyric vídeos haha. Gravar clipe é sempre uma experiência cansativa, mas é muito gratificante ver o resultado final, o esforço e o trampo de muita gente em volta, se tornando um baita trabalho de  qualidade. Temos clipe com mais de 100.000 plays no YouTube, isso é muito massa. O nosso último, foi em parceria com os amigos do Sioux 66, se chama ‘Sem Tempo Ruim’, joga no Tube aeeee! Esse ano lançaremos mais um ou dois 
 
Como foi gravar com RZO?
 
Foi uma experiência do caral**! Eu sempre pirei nas misturas entre o rock e o rap desde moleque, Aerosmith com Run-D.M.C., Public Enemy e Anthrax, Pearl Jam e Cypress Hill (…). O Dj Cia tinha curtido ‘Qual é o seu Veneno’ da Mattilha, depois de um tempo, os convidamos pra fazer uma versão desse som, com os beats do Cia, rimas do Sandrão, e as nossas brisas ali, o resultado ficou pesado, tem em todas as plataformas pra quem quiser conferir. Depois disso, fomos chamados pra participar de uma versão de ‘Mun-ra’ do Sabotage, outra baita momento! 
 
Nos falem do mais recente álbum
 
O ‘Crônicas do Underground’ foi nosso último play, lançamos em Agosto de 2018, estamos em turnê divulgando esse álbum, já se foram quase 50 shows, passando por várias cidades e estados diferentes. Recentemente, dividimos o palco com os Raimundos na minha cidade natal (Mococa/SP), essa turnê diz muito do que quisemos representar em cada letra desse álbum. Ele foi gravado na LoudFactory, com nossos irmãos Wagner Meirinho e Tiago Pardal, uma das melhores experiências da vida gravar com esses caras, o resultado não poderia ter sido melhor. Tivemos a participação do Fábio Laguna (Angra, Hangar), Cyz Mendes (Titãs, Turne), Marcos Marques, João Paulo Corsini e André Luiz (Going Home/Gran Mother Glasses). O Roger Katt (batera), entrou no começo dessa turnê. Somando esse último trabalho, estamos chegando a quase 4 milhões de plays nas plataformas digitais, pro underground, é coisa pra caralh*** (risos).
 
 
Há planos de novos registros?
 
Estamos na reta final da turnê de divulgação do Crônicas do Underground, já compondo os nossos novos materiais. Iremos lançar um novo single / clipe nos próximos meses. Nos próximos shows já começaremos a tocar música nova. Vâmo colar !!!
 
Quais são os próximos objetivos?
 
Estamos no processo de composição dos novos trabalhos, estamos focados nisso, além de termos iniciado nosso projeto acústico, começamos a fazer também shows acústicos, isso vai desencadear num trabalho muito massa, tudo isso, em meio ao final da turnê do nosso último trabalho. Em 2020, completaremos 10 anos de banda, vai ter álbum novo, projetos novos, turnê nova e tudo que tiver direito, aguardem ! 
 
Considerações finais
 
Salve galera do Raro Zine, valeu pela oportunidade, tâmo junto !!!!!! E aquele salve pra todo mundo que acompanha nosso trabalho, tem muita novidade pesada chegando até o fim do ano, e no próximo, 1 década de Cachorrada, é festa o ano inteiro !!! Positividades pra geral
 
Fotos por Anderson Brito

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