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Escrevendo com sangue : Marginal Gris!

Falamos com uma das pessoas que vem distribuindo o Rap aos quatro cantos da cidade de SP, e ao país, Marginal Gris, conta sobre o processo do seu trabalho e a mensagem que busca retratar.

Como começou tua jornada no rap?

Comecei a fazer em 2012, lembro que foi quando Mahin apareceu com as primeiras batidas. antes disso ja ouvia rap por causa do skate. 
Tive bandas de hardcore/punk e mesmo enfurnado nessa cena acabava escutando algumas coisas do rap.

Onde vc buscou referência pra sonoridade do projeto?
 
Creio que nas coisas da rua, samba, skate, pixo…
Acho que meu rap tem muita influência direta do punk na forma agressiva de se expressar.
Desde muleque que a musica sempre esteve presente, primeiro com o samba e com as modas de viola, depois o skate acabou sendo a porta de entrada pro underground. Também vejo muita influência na literatura e cultura pop dos anos 90.

O que vc curte abordar nas canções?

Eu bebo muito na infância, gosto de mesclar essas memorias com o cotidiano.
Acho que meu som é um mix de raiva, tristeza, melancolia e esperança.
As vezes me perco naquilo que to escrevendo, gosto dos acidentes que a escrita produz, muita técnica e muito controle as vezes atrapalham.
 

Fale um pouco do trabalho de “Escrevendo com sangue” ,como feito , composto

Cara, era uma época de muitas descobertas, não tinha muita noção do que estava fazendo.
Tinha algumas bases esquecidas no meu HD, roubei mais duas na net e comecei a gravar as guias no quarto.
Lembro que escrevi as 6 musicas em 9 dias, eu mesmo editamos no Audacity e um outro parceiro do rock masterizou.
São quatro bases do Mahin que ajudou na mix também. Enfim tava com muita ansiedade pra colocar algum material na rua e foi isso, tenho muito carinho por esse trampo, primeiro filho você sabe como é rsrs

“Escrevendo com sangue” foi o debut?

Sim

O que ele repercutiu ?

Primeiro provou pra mim mesmo que era possível fazer, isso ja foi um grande passo.
Infelizmente toquei pouco esse trampo, creio que 2 meses depois de lançado eu acabei indo morar no Chile pra trabalhar, então não divulguei muito, mas valeu muito a experiência e acabei conhecendo outras pessoas do rap por causa desse Ep.

Como foi trabalhar com a Sick TV no clipe de ‘Pandemônio”?

Porra, minino Xopô é parceiro de longa data do hardcore, ele ouviu o som e quis fazer o clipe na camaradagem mesmo, e o resultado nos agradou muito, ainda mais por ser um primeiro clipe. Tivemos algumas conversas e fomos pra rua ver oque rolava.
Espero fazer outros mais com ele no futuro.

Vc tem lançado bastante material audiovisual , qual é a importância pro teu trabalho esses registros

Hoje em dia a importância é total, parece que se não tiver o clipe ninguém da atenção pro trampo.
Cada dia mais a questão estética  sobrepõe  todo resto, gosto de clipes de musica também , porém prefiro a música rsrs.
Acabamos juntando uma grana pra investir em equipamentos pra produzir nossos próprios trampos e seguimos com essa idéia, @powpowpao é quem dirigi e edita os clipes da @zeroerro que é nosso selo.

Como foi produzir “Noite suja”?

Outra época, já mais consciente.
Morava no centro de Sp nessa época e creio que muito dessa atmosfera se vê nas musicas.
O centrão sujo, os bares, e o calor que fazia foi oque eu tentei passar nas letras, muito influenciado pelos textos de Plinio Marcos.
A gente precisa mostrar uma qualidade melhor no segundo EP e acho que conseguimos, é meu xodó até então.

Quais os próximos objetivos ?
 
Seguir gravando e melhorando as composições, tocar, tocar e tocar, temos várias musicas novas pra soltar, porém tudo depende de planejamento e grana pra investir.
O mercado é cruel, ainda mais pensando como pensamos e fazendo esse tipo de som mais agressivo, bom é oque sabemos fazer e creio que assim seguiremos.
 
Considerações finais
 
Queria agradecer o interesse no trampo,
Escutem @zeroerro e odeiem a policia.
Bebam água e comam raízes, raízes são importantes.
https://www.youtube.com/zeroerro  se inscrevam no canal da firma. 

 

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