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Rock puro e sem gelo : Carbônica!

Batemos um papo com Will , sobre o Carbônica, seus materiais, clipes lançados, projetos e mais.

Como surgiu o Carbônica?

Começou em 2007 em Guarulhos, na ideia de fazer um som autoral com nossas influências de disco-punk, post garage mais uma infinidade de ideias que permeavam nossas mentes; e também com a vontade tocar rock em português.

Porque Carbônica?

Queríamos um nome que carregasse nossa identidade, somos uma banda que circula muito nessa metrópole de São Paulo, tocando nos bares, nas ruas, na calçada. Nas gravações e nos shows colocamos samplers que captamos da cidade, sirenes, buzinas, coisas desse tipo. A ideia é colocar essa emissão carbônica no som, que é quente, inflamável, Carbônica

Como foi gravar o debut?

Muito massa gravar esse disco, conseguimos colocar algumas das músicas que a galera mais gosta dentre os 3 EP’s que já havíamos lançado e mais 5 música inéditas que falam muito do que vivemos hoje neste momento cinzento do mundo. A gravação das inéditas ficou por conta do nosso quarto Carbônica, Leandro Souza que nos acompanha a muito tempo e já foi baterista da banda, em seu estúdio chamado Pedra Que Canta

Como foi excursionar pro nordeste e trazer na manga logo depois o álbum tr3s 

Podemos dizer que foi foda! e que queremos mais! Espantoso chegar em muitas cidades que nunca havíamos pisado antes, e a galera cantar nossas músicas. Por lá tivemos o convite do selo e festival DoSol pra gravar um EP com pessoas que admiramos muito Anderson Foca e Yves Fernandes ambos da banda Camarones Orquestra Guitarrística

Nos falem dos vídeoclipes que vcs criaram até aqui?

Temos 3 videoclipes que gostamos muito, o primeiro da música “Se a cidade parar”, que na verdade é um curta-metragem com direção do cineasta André Okuma, que admiramos muito. Em “Até no caos” temos a direção de Isabelle Andrade. A fotografia ficou maravilhosa, mostrando a banda em ação e também nosso dia-a-dia em uma oficina mecânica. O mais recente foi da música “Inflamável”; que é a música que abre o disco novo.

Criamos uma experiência em 360° onde o espectador usando um óculos de realidade virtual pode se sentir dentro de um show nosso, em uma apresentação na Avenida Paulista.

Como foi produzir o “inflamável”  e sua história de crowdfounding

Inflamável foi nosso segundo EP, e foi produzido e gravado por nós mesmos do começo ao fim. Estávamos com grana curta, mas querendo colocar o disco no mundo, foi aí que pensamos em tentar um financiamento coletivo pela primeira vez, sem saber se realmente haviam mais pessoas interessadas que esse trabalho. E para nossa surpresa passamos a meta inicial de arrecadação que havíamos pedido e com isso conseguimos perceber o quanto nosso trabalho era bem visto e querido por nossos fãs e amigos. Ainda sobrou uma grana para  fazermos a masterização do álbum com o produtor californiano Brendan Duffey.

Nos falem dos formatos lançados do novo álbum

Além do streaming, lançados o álbum nas queridas fitas k7. Tínhamos centenas de fitas com gravações de rock que ouvíamos na adolescência e a ressignificamos. Fizemos uma arte com papel jornal, pintamos as fitas de vermelho. Limpamos as gravações antigas e colocamos cinco faixas de cada lado =) Quem ainda tem um deck em casa, ou gosta de um souvenir, gostou muito. 

Como foi produzido o disco?

Escolhemos com a galera que segue a banda cinco músicas dentre os primeiros 3 EP’s que retrata a identidade da banda ao longo dos 10 anos de estrada. E produzimos mais cinco novas músicas com momento atual que estamos vivendo, passamos seis dias no estúdio Pedra que canta no litoral de São Paulo, com uma praia e cerveja entre um intervalo e outro para tirar a poeira da garganta.

Além de tocar , e fazer todo o corre com a banda , vcs são muito ativos , falem do projeto “música na rua”

Sim, encabeçamos um coletivo/selo,  e uma das ideias que surgiram para comemorar os 10 anos de banda, foi o projeto Música Na Rua, que circula com apresentações musicais ao ar livre por bairros de Guarulhos, nossa cidade natal. Além das apresentações está rolando uma série de oficinas sobre produção artística e musical para artistas iniciantes, onde compartilhamos um pouco do que aprendemos na estrada, como fazer um release, press-kit, como funciona o mercado da música, um papo reto para saber como colocar sua música na rua.

Como surgiu Clam?

Surgiu inicialmente como um coletivo de artistas na cidade de Guarulhos, em 2007. A vontade foi criar uma cena de rock/arte na região, que estava viciada apenas em modismos. 

Fizemos muitas ações coletivas para promover a cultura local, como shows na rua, teatros, galerias e bares. Em 2012 montamos um estúdio e criamos o selo CLAM Discos onde produzimos além do Carbônica, trabalhos de outros artistas. Atualmente temos um espaço cultural chamado @escotilha.sp no Bixiga em São Paulo, onde realizamos shows e exposições. Lá também funciona nosso estúdio.

Quais os próximos objetivos?

Queremos muito circular mais pelo interior de São Paulo e pelo Brasil para divulgar o disco novo.

Considerações finais

Nosso disco novo está disponível em todas as plataformas digitais, ouça e compartilhe com quem gosta de rock puro e sem gelo.

Fotos por Isabelle Andrade

https://www.instagram.com/carbonicarock/

http://www.carbonica.com.br/

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