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Os últimos serão os primeiros : Herculoid’s!

Sandro Santos fala um pouco sobre a trajetória da banda, canções, discos e mais!

A banda veio do término de outro projeto de vocês, como surgiu realmente o grupo?

A banda teve sua primeira formação no início dos anos 90, onde três colegas de escola resolveram formar um trio experimental que não teve continuidade, porque o um dos três (o Vinícius) se mudou para outro estado, o que levou, o Fabio Alessando e o Sandro Santos a começarem a procurar novos integrantes, sendo que o Sandro, já tinha experiência de ter tocado em uma banda (chamada Sthômia, que tocava um som calcado em Joy Division, New Order, Dead Kennedys, Echo and the Bunnymen e Replacements) como baixista e eu (Fabio Alessandro) só possuía uma bateria simples e aquela vontade de tocar.
Foi indicado ao Sandro Santos, um vocalista chamado Peterson, que possuía uma voz gutural e rasgada, através dele foi chamado um guitarrista chamado Paulinho, um cara esquálido como East Bay Ray, para assumir a guitarra. Este foi o início, com o nome de Pachenga(nome de uma dança tirada do filme , fizemos muitos shows com as laranja Freak, Sycho, Groo Brothers, Qual (que depois virou Maria do Relento) e Mequetrecs Suplicantes, é importante citar que nessa época os shows eram escassos e a pessoa que produziu todos os shows da Pachenga foi a Simone (que é irmã do Plato Divorak  (https://www.facebook.com/platodivorak)  que com seu grande empenho nos proporcionou momentos inesquecíveis até a saída do Sandro em 1993, que possuía outras ideias, pois não conseguiria pôr em prática, foi assim que nasceu à Herculoid’s. Um trio que possuía eu (Fabio) na bateria, Sandro no baixo com um pedal distortion, Peterson no vocal, mais tarde ele começou a tocar guitarra. Depois de muitos shows em bares, centros comunitários, teatro de Arena, onde lança sua demo intitulada canções de ninar (através do projeto 10 mil e uma noites) e na casa de amigos, eu (Fábio) saí da banda por problemas pessoais, mas a banda continuou na estrada
com suas esquisitices, bebedeiras e doideiras no palco.
Continuação de Sandro: Com a saída do Fabio, foi um back pra mim e pra banda, pois além de meu amigo de adolescência e de muitos shows memoráveis e ilários, seja na Pachenga ou na Herculoid’s  https://www.facebook.com/herculoidshardcore, substituí-lo foi uma tarefa quase impossível, mas com a entrada na bateria do Claudiomiro (Miro) que atualmente é baterista da banda Laranja Freak https://www.facebook.com/LARANJAFREAK/ e o baixista Alex Chumbo atualmente na banda Mercado Público https://www.facebook.com/pg/bandamercadopublico/about/  assumiu o contra baixo da banda, enquanto Sandro Santos assumiu os vocais, Peterson assumiu a guitarra. Mesmo com shows memoráveis, a banda sofreria mudança de idéias e ideais, o seu vocalista (Sandro=eu) mudou seu direcionamento social, musical, virando SXE e anti-álcool, sofrendo grande influência de bandas como Personal Choice, Chico Science e Nação Zumbi, Killing Chainsaw, Garage Fuzz, Pin Ups, Resist Control, Mickey Junkies, Soutien Xiita, Saffari Hamburgers, Drivellers e Cigarretes. Esse novo direcionamento ajudou no desenvolvimento musical, mas prejudicou a socialização dentro da banda, pois seu vocalista não estava mais disposto a bebedeiras e doideiras ilícitas.
Devido a estas mudanças compuseram novas canções, bem mais pesadas, rápidas e gritadas, no pior inglês tupiniquim, realizaram shows em Esteio, Sapucaia, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, através do Projeto 10 mil e uma noites, com bandas como 10K Pnr, Carcinosi, Penitence, Sorrow of dream, Sol, Avatar, Simplesmente Cecilia, Moto Mojo Junkie, o que gerou o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=xBFKs9irmKU ,  histórico filmado por Peter da Porc’s Cutlet https://www.youtube.com/watch?v=4GFo_0D7qNs  na antiga Embaixada do rock em São Leopoldo nos anos 90’s. Após estes shows a banda encerrou suas atividades devido ao não comparecimento de seu guitarrista para um show ao qual nem avisou de sua ausência, mesmo sem ele, realizamos o show, mas já no palco antes do show conversamos e encerramos as nossas atividades em 98 e 99. Cada um seguiu seu caminho, Miro com a Laranja Freak, Alex Chumbo com a Mercado, Peterson com a Tumour e Sandro como baixista da 10k Pnr.

Qual era a proposta musical desde o início?

O convite do Sandro me pareceu estranho, tocar em uma nova banda. Mas por que não fazer na Pachenga? (Eu, Sandro respondo, o que não se pode mudar, deve ser deixado pra trás) Mas o som que ele queria fazer era diferente, mais pesado, com letras que expressavam seus sentimentos e emoções.
Em 2001 em uma reunião dos velhos amigos, começamos a conversar sobre os bons momentos que tivemos e matutando a idéia de voltar a tocar juntos, acabamos montando a Coice, que tinha os mesmos componentes de sempre, Sandro, Fabio e Peterson e um novo integrante o Eduardo, indicado pelo Peterson para os vocais, com essa formação fizemos alguns shows, que era declaradamente uma porrada de peso, pois a idéia era tocarmos músicas pesadas com um vocal melodioso, que transbordar-se sentimento através das letras, mas devido a saída do Peterson, findamos as atividades da Coice, e pensamos em montar uma nova banda e rearranjar alguns músicas da Coice, deixando-as mais melódicas, menos pesadas, mais indies para tocar em um novo conceito e retornamos com o nome de Trimbou https://www.youtube.com/watch?v=Ph5rC8EWaV4 . Com o já falecido Eduardo,em 2015 devido a um aneurisma.Com o Eduardo assumindo o vocal, guitarra e letras, Sandro guitarra, backings e letras e o Daniel no baixo e backings e Fabio Alessandro na bateria. Fazíamos um som alternativo, indie e melodioso. Sandro saí da banda 2011 e a Trimbou segue seu caminho efetuando apresentações , mas devido ao falecimento do Eduardo, a banda finaliza suas atividades, mas deixa alguns registros como fotos https://www.flickr.com/photos/33674520@N03/ e um show no youtube do projeto chamado alternative Attack com canções como good moments, six seconds, good days, lost yours, try, i don’t what’s true, I look at you e brand new day https://www.youtube.com/user/ales0uza fizemos shows com bandas como badhoneys, days of hope, chickelets, Vianna Moog, Bleff e megadrivers https://www.youtube.com/watch?v=Y-AwoWdLv1Q&amp=&list=PL737A229CF8EA06F5
Em outubro de 2015 ressurge a Herculoid’s com uma nova formação, já que alguns dos integrantes não tinham tempo para esse novo projeto que era para ser apenas um show para lançamento do Documentário Sub Underground https://www.youtube.com/watch?v=cwv7eZYG9vg , que tinha entrevistas e histórias de bandas que conhecíamos. Juntamos alguns dos integrantes da primeira e da segunda formação. Com Miro na Bateria, eu Fabio no Baixo, Sandro no vocal e Peterson na guitarra e tocamos no teatro de arena no lançamento do documentário e tomamos gosto pelo retorno e voltamos a tocar.

Nos fale do Evolução parte 1 e 2:

Peterson não tinha tempo para a banda e não aceitou as letras em português e o Miro deixou claro que seria apenas um show e que seu principal projeto era a Laranja Freak. Então eu (Fabio) e o Sandro com uma vontade enorme de compor e fazermos novas músicas, dessa vontade, o meu filho George assumiu a bateria, e nós três produzimos 8 faixas. Gravamos todas com letras em português, mas ainda não tínhamos a banda da forma que desejávamos naquele momento, sendo assim chamamos nosso amigo André com suas influências oriundas do Trash, que parecia, ao meu ver, a base necessária que a banda precisava naquele instante.

As composição dos EPs evolução não precisavam de uma segunda guitarra, mas vimos que para a evolução, como o próprio titulo diz, das composições seria preciso uma segunda guitarra, foi ai que chamamos o Daniel que de uma forma precisa, enriqueceu as nossas novas músicas. Para mantermos uma ligação com a antiga Herculoides e a nova Herculoid's, fizemos o EP Último, que possuí duas músicas antigas e duas novas composições da banda. Então após conversas e discussões, decidimos efetuar o lançamento de dois EP’s com de quatro músicas intitulado Evolução um e dois e o EP chamado de o Último, que mostra a transição da banda em suas composições tanto instrumentais com literais.

Como foi gravar o Último?

O EP Último foi a forma que encontramos de ligar a Herculoides dos anos 90 com a Herculoid's atual. Tínhamos duas músicas prontas gravadas e finalizadas da mesma leva de composições do evolução. Então pegamos duas músicas antigas (as que considerávamos boas) e gravamos. Das músicas antigas só tínhamos o registro de uma fita cassete, que na época foi gravado no melhor e acessível estúdio que tinha em Porto Alegre, o estúdio Underground na Av. João Pessoa. O nosso novo projeto para 2020, é pegarmos as músicas desta demo, rearranjarmos e gravarmos todo o set list https://www.youtube.com/watch?v=xBFKs9irmKU ao qual tem grande parte neste vídeo e algumas canções inéditas que com o fim da banda acabaram não entrando nos shows seguintes, como fuck friends e outras, a ideia é beber desta fonte e voltar ainda mais pesado e arrastado do que agora, utilizando as raízes da banda através desta fonte musical inexplorada e esquecida em algum momento de nossas vidas passadas.

Onde vocês buscam inspiração para as composições?

O Sandro tinha algumas músicas e letras que compôs após sua saída da Trimbou, o qual se somavam-se mais de 10 músicas que seriam para um disco que ele planejara, para um projeto chamado sevendaysseven https://myspace.com/sevendaysseven/music/song/eu-terei-que-esquecer-78655276-86622602 estilo Garage band , o qual ele liberou apenas 8 músicas. Com o George montamos a bateria e a base para ter uma idéia de como ficaria, e gostamos do resultado. Sempre preocupados em não fugirmos do estilo das composições antigas do Peterson e do Sandro Santos, nos espelhando e nos inspirando através da própria história da banda e suas origens.

Mas com a entrada do André e o Daniel para as duas guitarras, já com o set list pronto, era necessário apenas ensaiar e acertar as guitarras. Em poucos meses saímos do estúdio e fizemos o que mais gostamos, que é tocar ao vivo independente do público ou local.

Os três EPs foram produzidos por mim (Fabio), Sandro e George, já ás músicas do primeiro contava também com composições do André Bittencourt e Daniel, levando as a ganhar proporções que flertam com uma proposta fora do Hard Core perderem assim um pouco do peso, que é a principal característica da banda, e partindo para influências de Metal.

Em dezembro de 2017, foi lançado os singles Um dia melhor https://www.youtube.com/watch?v=Myl8ZqAx7cQ&feature=youtu.be e Vou esquecer esse momento https://www.youtube.com/watch?v=6K8ITsTnX88&feature=youtu.be . E no início do ano lançamos a  single Pense https://www.youtube.com/watch?v=Ood202j1kmQ&feature=youtu.be

Vocês estão em processo do Álbum Primeiro, como está o andamento?

O Álbum , a princípio, era para conter oito músicas, e tínhamos mais cinco músicas que seriam para um Álbum Split a ser produzido e lançado na Europa com nosso amigo Leandro (Monga) da banda Pietá que estava morando na Itália. Preferimos zerar as composições após nosso dois guitarristas saírem da banda por terem outras prioridades. O Adriel, que é um formidável instrumentista nos ajudou na regravação das guitarras nas treze músicas, alcançando assim um Álbum perfeito. Em dezembro de 2018, entrou na banda o Sagaz no lugar do Daniel e em fevereiro o Arthur entrou no lugar do André . Em quatro meses foram tirado dezenove músicas.

O que planejam em breve?

Vamos lançar este ano o álbum Primeiro, pretendemos fazer uma festa de lançamento somente para convidados de zines, amigos, mídias afins. Vai ser uma festa parti privada aonde planejamos chamar amigos pra tocar e celebrar essa bela noite de forma inesquecível.
Estamos tocando o primeiro em shows aos quais somos convidados e vendo como funciona as canções ao vivo no palco, planejamos tocar essas musicas durante um bom tempo, mesclando com todos nossos Eps e singles.

Considerações finais:

Agradecemos a oportunidade de falarmos um pouco da nossa história, agradecemos do fundo do peito. Herculoid’s agradece muito mesmo.
Sandro, Fabio, George, Arthur e Sagaz.

https://www.facebook.com/herculoidshardcore/

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