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Festival lésbico feminista chega à 4 a edição marcado pela pluralidade!

Mesclando diferentes expressões artísticas e trazendo debates sobre raça, classe, gênero e sexualidade, o Dyke Fest acontece dia 31 de agosto em São Paulo

Criado por mulheres lésbicas com o objetivo de fortalecer a cena underground LGBTQI+, o Dyke Fest promove sua 4 a edição ressaltando a importância da união frente ao avanço do conservadorismo no Brasil. O festival tem como tema “Hardcore contra a lesbofobia”, no entanto, esta é sua edição mais plural, trazendo bandas de outros estados que passam também pelo metal e pelo indie rock, além de exposições como a “Mulheres Adultas Têm Pelos” e uma roda de conversa interseccional sobre privilégio branco. O DykeFest acontece no próximo sábado, 31 de agosto, na Associação Cultural Cecília, em São Paulo.

Miêta (MG)

Destaque na nova cena mineira, Miêta retoma as sonoridades shoegaze e indie dos anos 90 em seu elogiado disco de estreia. A banda queer carioca Tuíra traz um pop punk, hardcore melódico e indie, com letras potentes que navegam por temas políticos e afetivos. Também se apresentam as bandas Sânias e Crime Caqui, de Sorocaba, e Rastilho, de São Paulo.

Crime Caqui (SP)

A roda de conversa tem como tema “Branquitude, privilégio branco e racismo”, e será mediada por Bárbara Aguilar, vocalista da banda mineira Bertha Lutz. “Falar sobre visibilidade lésbica é também falar sobre as intersecções de raça, gênero e sexualidade. Fazer parte de grupos socialmente vulneráveis e marginalizados não isenta lésbicas brancas de cometerem e reproduzirem violência racista. A proposta do bate papo é criar uma reflexão ativa e coletiva sobre esse tema”, afirma Bárbara.

Rastilho (SP)

As exposições que ambientam o espaço ficam por conta das artistas Erika Araújo e Marianne Crestani, e do coletivo Underline, com o trabalho “Mulheres Adultas Têm Pelos”. As projeções visuais ficam por conta da artista Concha.

Também haverá venda de comida vegana produzida por mulheres e exposições de serigrafia por Empodera Distra, ilustrações por Thamú Candylust e livros com a temática lésbica pela Editora Malagueta.

Tuíra (RJ)

O festival vai coletar doações de alimentos não perecíveis para compor cestas básicas que serão doadas ao coletivo Mulheres da Luz. Esse coletivo busca garantir às mulheres em situação de prostituição do centro de São Paulo o acesso a políticas públicas e a defesa dos direitos humanos.

O Dyke Fest foi criado por Natália Pinheiro em 2017, e é realizado em agosto, mês em que é celebrada a Visibilidade Lésbica no Brasil.”Queria fazer da minha atuação como produtora uma extensão da minha vida e de meus posicionamentos políticos. O Dyke Fest é uma forma de falar sobre feminismo através da ótica das mulheres lésbicas que querem pensar gênero, sexualidade, identidade, classe, raça", define Natália.

Para quem levar doações o valor da entrada será de 10 reais. Para as demais, o valor será de 15 reais. O evento tem início às 15 horas na Associação Cultural Cecília, que fica na Rua Vitorino Carmilo, 449, na Barra Funda, em São Paulo.

Foto principal Marcela Guimarães 

Serviço
Dyke Fest #4
Data: 31 de agosto
Horário: 15 horas
Local: Associação Cultural Cecília
Endereço: Rua Vitorino Carmilo, 449, Barra Funda, São Paulo (SP).
Valor da entrada: R$ 10,00 (para quem levar 1kg de alimento não perecível) e
R$ 15,00 (para quem não levar alimentos)

Contato:
Natália Pinheiro
(11)97668-5927 – nati.ribeiro.pinheiro@gmail.com
Instagram: @dykefest_
Facebook: https://www.facebook.com/events/1106724253048731/

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