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Cheiro de petróleo : Revel !

Nascida no inicio dos anos 2000, Revel está de volta ás atividades, e conversamos com a banda sobre essa retomada.

Como foi o começo do Revel lá nos idos de 2000?

Kleber: No ano 2000 a Grogs, banda que o Du fazia parte e a Corpo Seco, banda na qual eu fazia parte acabaram, e o Du e eu decidimos juntar forças, chamamos o Reinaldo pra guitarra que já era parceiro na Corpo Seco, que chamou o Marcio pro baixo. Um mês depois a Revel estava fazendo seu primeiro show. Nisso se passaram 3 anos tocando pelo interior paulista levando nosso hardcore que está registrado na demo “Crianças” (2000) e na coletânea “El Toro” (2000).

Qual foi o motivo do fim repentino?

Kleber: O que aconteceu foi que no final de 2002 nosso guitarrista foi se dedicar ao estúdio que abriu na época e teve que deixar a banda, e logo em seguida nosso baixista também deixou a banda e casou-se. Então paramos, e o Du logo depois foi morar em São Paulo.

Vocês voltaram praticamente 15 anos depois, como foi novamente alinhar isso tudo?

Du: Depois que eu sai da Irmã Talitha e voltei pra Agudos em 2011, já tinha vontade de voltar com a Revel e fiquei conversando sobre isso com o Kleber, mas não estava dando certo e acabou que entrei pra Romero e ele já estava na Sociopata, então só conseguimos retomar essa conversa em 2015. Fiz o convite pro Reinaldo mas ele não estava na pegada de voltar, e foi aí que chamei o Braga e o Birão, e os caras toparam na hora. Dai só foi entrar no estúdio e fazer o barulho.

Kleber: No começo de 2015, o Du me falou de voltarmos com a Revel, ele já tinha falado outras vezes. Não sei exatamente o porquê, mas naquele ano, naquele momento, acreditei que era a hora de voltarmos, e agora o som e a temática tem muito a ver com o momento político/social do mundo.

Foto por Reinaldo Moreira

Hoje vocês possuem projetos paralelos?

Braga: O Du, além da Revel, toca na Romero que é uma banda de punk rock com amigos de Bauru. Já possuem dois EPs lançados. Eu e os demais integrantes também tocamos na Sociopata, banda que completou 11 anos em 2019, também possui dois lançamentos, e começando a produção do terceiro trabalho em breve.

Como anda a cena local?

Kleber: A cena local é feita de altos e baixos. Agora penso que é o momento pra fortalecer, porque o público esta voltando a aparecer e tem uma nova geração. Está rolando alguns festivais e vamos em frente.

Du: Aqui em Agudos é complicado! Antigamente você tinha mais público, lugares pra tocar e organizar um festival. Hoje é uma puta burocracia idiota pra tentar fazer algo. Mas em meio a isso tudo, ainda aparecem bandas novas e um público que tá afim de fortalecer a cena local.

Como foi voltar e gravar o álbum?

Braga: Foi uma experiência muito foda, renovadora, por que aliou toda a crueza das raízes da banda com um som mais pesado e mais técnico em alguns momentos. Lançar o “Estrada Perdida” foi uma vitória para nós, por todos empecilhos que sempre passamos para lançar álbuns como da contribuição para a história da banda depois de muito tempo.

Kleber: Quando voltamos, construímos um repertório com sons antigos e novos, na hora de gravar o “Estrada Perdida” não foi diferente, gravamos sons antigos da primeira fase e 4 sons novos desse retorno da banda.

Da demo do começo ao álbum, o que podemos sintetizar?

Kleber: Quando gravamos nossa demo “Crianças” em 2000 a banda tinha apenas alguns meses e nunca tínhamos gravado. Fizemos tudo ao vivo, direto, mas com muita energia. Depois de 15 anos, quando já estávamos em outros projetos e participado de outras gravações, o “Estrada Perdida” é um resultado dessa história e experiência obtida.

Foto por Marcos Piva

Há planos de novos sons, registros etc?

Braga: Há sim, já temos alguns sons novos que estamos ensaiando, lapidando, e outros riffs que ando criando ou pensando. Creio que esse seja nosso principal foco no momento, gravar mais músicas e manter esse espírito de resistência.

Quais os próximos planos?

Kleber: Nossos planos, no momento, são tocar e divulgar ao máximo o “Estrada Perdida” e fazer novos sons já pensando no próximo álbum.

Considerações finais

Du: Quero agradecer a você German e a Raro Zine por toda correria, respeito e fortalecimento do underground nacional. Muito foda seu trampo, parabéns!!!! Obrigado a toda galera que gosta da Revel, obrigado meus amigos Kleber, Braga e Birão por acreditarem nessa volta e obrigado a você que esta lendo essa entrevista.

Kleber: Antes de mais nada agradecer a você pelo espaço e convidar a todos que ouçam “Estrada Perdida” e apoiem a cena local, nacional e mundial… nos encontramos em breve.

Foto principal por Luis Germano

https://www.facebook.com/revel.hc/

https://open.spotify.com/album/03LmtiTSazsn5PLxkJpGln

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