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Casulo : Gregor!

Gregor fala do Ep intitulado de Casulo, influências e novidades.

Quando surgiu o grupo?

A Gregor surgiu em 2016 depois que o Ralph (guitarrista) fez um anúncio em um grupo do Facebook e foi respondido pelo Lucas. Depois de trocar algumas mensagens e juntar os integrantes a primeira formação da banda saiu do papel (do virtual rsrsrs)

Onde Franz Kafka entrou na vida de vcs?

Surgiu em um momento fora do estúdio. A banda precisava de um nome, mas nunca conseguimos chegar a um acordo comum. Foi aí que em um tempo depois um dos integrantes veio com a ideia do personagem Gregor Samsa do livro “A Metamorfose”, do Kafka. Ele já tinha lido o livro e apresentou pra gente. Nós gostamos do nome pela sonoridade simples que contrasta com a força que ele carrega. É um nome enérgico.

Qual o motivo da escolha de tal personagem pra nomear o grupo?

Além de ser um nome sonoro, enérgico e simples a história do personagem do livro é tristemente cativante. As transformações que ele sofre no decorrer da história são paradoxos que não vou dizer todos, mas a maioria das pessoas passam. É algo humano, instigante, tal como a música, a arte e nossa música.

Quais as principais referências musicais de vcs?

O mais engraçado é que cada um traz uma coisa diferente. Tem coisa demais misturada. O Lucas trouxe umas paradas obscuras do indie do leste Europeu, como Soviet Soviet, ao mesmo tempo que a gente viaja em sons mais digamos “coloridos” como Tame Impala, Metronomy. O Diego Patiño gosta de um Indie mais encorpado, tipo Muse, que flerta muito com o eletrônico, e isso ele tem em comum com o Ralph, que é fanboy da FOALS, mas ouve rap o dia inteiro, gosta de blues e umas coisas antigas tipo David Bowie e Iggy Pop. O Diegão já é o cara das novidades. Tá sempre ouvindo umas bandas novas, é até difícil acompanhar o cara. Mas ele gosta muito de Angels and Airwaves, Interpol e bandas que não fazem parte do mainstream. O Jason é a enciclopédia da música mundial. Ele manja desde o grunge até um monte de banda folk, pop, o cara é foda. A gente ouve e se inspira nisso tudo aí.

Como surgiu o EP Casulo?

O EP surgiu da nossa necessidade de mostrar pro mundo o que a gente fazia ali no estúdio.
Nós lapidamos coisas do início da banda e juntamos com coisas mais novas, que foram compostas semanas antes da gente entrar no estúdio com o Braz Neme, nosso produtor.

Falem das faixas que ele contém

Casulo tem cinco faixas. Elas passam por todas as fases que tivemos na banda e culminam na faixa título, que foi a última a ser composta e a última que gravamos. As músicas falam de sentimentos diversos causados por situações cotidianas, que a gente vive ou viveu na banda mas que muita gente vive também. Um rompimento em uma relação que a gente acha que ia durar pra sempre, a busca de quem nós realmente somos, a saudade que sentimos de pessoas, momentos, o querer se encontrar, num relacionamento ou fora dele.
Coisas cotidianas. Fala muito de sentimentos. De transformação, por isso o nome Casulo.

Quem criou a arte do EP?

A arte foi criada pelo nosso guitarrista Ralph, que é formado em publicidade e estudou design gráfico também. Ele trouxe esse conceito de um coração servindo de Casulo para uma borboleta. Significa mudança, transformação, o sangue que entra no coração cheio de gás carbônico sai totalmente transformado e rico em oxigênio. A lagarta que entra em um casulo sai uma borboleta. O Gregor Samsa entrou no quarto homem e saiu barata, rsrsrsrsrs. A capa fala de transformação, mutação. Uma viagem.

Quais os próximos passos?

Nós estamos uma live que vai ser lançada logo menos. Gravamos uma versão ao vivo de O Caos e a Fé e ficou bem bonita. É uma música muito atemporal e ela combina bem com esse momento onde as coisas se misturam, tudo tá muito polarizado mas ao mesmo tempo a gente não sabe onde termina a religião e começa a política, onde a gente tá ali, agindo com a razão ou estamos só respondendo e reagindo movidos pela emoção. Logo menos ela está no ar.
Também estamos trabalhando em material novo, tem algumas músicas prontas, queremos gravá-las, tem coisas que precisamos lapidar pra ser gravado. Também queremos dar um passo além do mercado goianiense, então em 2020 está entre nossos planos tocar pela primeira vez em São Paulo, fazer uma mini tour, quem sabe. Estamos nessa luta aí, mas sabemos que o ano que vem promete bastante.

Considerações finais

Estamos muito felizes de estar conversando com vocês nesse espaço bacana e esperamos que o público goste da nossa história, ouça nossas músicas e chamem a gente pra tocar na cidade de vocês. Abração

https://www.facebook.com/bandagregor/

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