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Soco na Fuça : uma noite inspiradora!

Saímos do nosso reduto tranquilo e pacato de Atibaia, pra uma noite que com certeza seria intensa, na companhia da Desmorto que arriscava suas primeiras gigs fora da zona de conforto da nossa região, embarcamos numa van, com representantes da juventude bragantina e atibaiense.

Rumamos a SJC , numa viagem tranquila, sem bad trip.

A isso das 21:00 chegávamos a já clássica Hocus Pocus, casa icônica do Vale do Paraíba,mas pra nós era nossa estréia em ver shows por lá.

Logo a primeira a banda era a Desmorto, quarteto de Atibaia, que vem agitando a cena local com seu próprio festival , Disgraça Fest, elaboram um Hc poderoso ou Fast Core como eles denominam, baseado em contestação política.

Uma banda coesa, que vem melhorando cada dia mais, e achando com certeza sua identidade entre o peso e o brilho de riffs cortantes.

Além de varias faixas, já cantadas pelos amigos da banda, uma que não pode sair do set é a homenagem ao Sujeito A lixo, banda emblemática da cidade natal da banda.

Na sequência veríamos pela terceira vez no ano , em menos de 2 meses, o som despojado, gostoso do Orgasmo de Porco, entre riffs da linha ‘Crossover”, a banda descia o reio em faixas da sua trajetória.

A presença de palco  e escrachada do Caverna (vocal da banda) , com seu corote em mãos, fazia alegria dos jovens, cuspindo e dançando ao som da sua banda.

Orgasmo mais uma vez, fez um show empolgado na linha do Abbey Roça (de setembro).

No fim, cerveja , rock e diversão.

Nesse meio da insanidade, o Lo Fi foi se misturando ali no palco mesmo , com o Orgasmo.

Com Lobo tocando ao lado de Marcelo, o Lo Fi, foi mandando seu Hc/punk esporrento de tempos passados.

Com uma linguagem sonora mais direta, Paulinho (guitarra do Orgasmo) assumiu o baixo, e desceram a lenha, em faixas mais antigas do grupo.

As 2:00 da matina quem subia ao palco era o Brazattack, quarteto de Brazlândia (DF) , trouxe seu HC nervoso ,baseando seu setlist com o registro ‘Oposição Cotidiana”.

Ter saído , la do Centro Oeste do país,e passarem por aqui, já por isso mereciam uma mênção honrosa nesta resenha.

Bandaça, pesada , rápida.

Além disso teve um espaço pra uma versão do Manger Cadavre?.

Quem fecharia a noite , era o Surra.

Culpados de executarem um dos melhores no país, era nítido, que o público queria vê-los.

Com grandes álbuns já na boca do povo, o Surra, fez o papel com louvor.

O ponto alto, sempre com suas críticas ácidas ao governo brasileiro, a falta de emprego, o descaso com a classe pobre e trabalhadora do Brasil.

Peso, rapidez, recado dado na lata, dedo na cara.

Aqueles riffs de guitarra que falam como uma letra.

No palco , o esperado, stage dives como deve ser, um show de música rápida.

Nata , subiu ao palco , cantou e terminou com stage dive.

 

No fim , todos sobreviveram, foi uma noite foda, parabéns a todas as bandas , público e especialmente ao Soco na Fuça por nos receber! Até a próxima.

Todas as fotos por Bajul Marotta 

https://www.instagram.com/cycoself/

 

 

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