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A montanha : o mais novo single da Um Quarto!

O quarteto paulistano, acaba de finalizar seu mais recente registro, intitulado de “Montanha”, conversamos com eles pra saber do processo.

Como foi que a Um quarto surgiu , e desde o princípio qual era a intenção com a banda?

A Um Quarto nasceu do fim da banda Branca de Neve em 2012, onde o Arthur, o Cerresi e Lucas Dias, o antigo baterista, tocavam juntos com Daniel Flamarion, o Cuba.

Depois disso o Gabriel Dogo assumiu as guitarras e continuamos nessa formação até 2015, neste ano, outro Lucas assumiu a bateria, o Valotto, estamos com a mesma formação até hoje.

Desde o início todo mundo pirava no QOTSA, e sempre pensamos em fazer um som nessa pegada stoner, mas em português, hoje em dia a gente não pensa mais tão focado em um estilo específico, mas a gente continua tendo essa parada de fazer um som que a gente vai gostar muito de ouvir.

Nessa trajetória vcs tocaram várias bandas do país , qual a experiência que fica?

Conforme foi passando o tempo e o número de shows aumentando, percebemos como cada banda influenciou em nossa performance no palco. Dividir o palco com jonathan doll, overfuzz, bears witness, applegate, guaribas, monstro amigo, cattarse e tranco entre tantas outras da cena independente foi primordial para nosso amadurecimento musical. Como fazíamos shows com diversas bandas de estilos musicais diferentes ajudou neste crescimento musical pois não ficamos apenas em um só tipo de padrão de influências.

5 anos de banda , o que ocasionou essa espera até o aguardado momento do single

Na verdade a gente nunca ficou esperando, desde sempre nós tentamos gravar de diversas formas diferentes, fizemos de maneira independente no sítio do Chico Pessoa e na garagem do Arthur Amaral, depois gravamos com o Cris, Yann e Otto no estúdio Mameloki.

Esse single foi gravado com o Gil Mosolino na Casa do Mancha e ele mixou e masterizou tudo.

Falem um pouco do single 

A composição sempre parte de um riff nos ensaios que o guitarrista Gabriel ou o baixista Cerresi trouxeram. Neste single, estávamos tocando uma jam e o riff principal apareceu. A partir daí, fomos construindo o resto da música. Depois de mais ou menos um mês nos reunimos com o Gil na Casa do Mancha e gravamos os instrumentos em camadas.

No momento temos alguns singles engatilhados que gravamos no estúdio Mameloki e está sendo finalizado pelo Gil.

Como foi a escolha pra produção do Gil (Applegate)?

Somos amigos do Gil desde antes do começo da Applegate. Ele sempre acompanhou nosso trabalho e vice-versa, e isso acabou sendo uma escolha natural.

Qual a expectativa mediante o lançamento?

Na verdade a gente não criou muita expectativa, haha. Estamos MUITO felizes por termos lançado um som depois de tanto tempo de banda.

Em 2016 , vcs vieram ao Rarozine Fest em Bragança Paulista , o que se recordam deste dia?

Esse festival foi um dos primeiros rolês que a gente tocou fora da grande São Paulo, o Ícaro Souza da Tranco estava substituindo o Cerresi no baixo.

Esse foi um show sinistro, a gente tocou com All Fight For All, I Am The Sun e Hammerhead Blues. A galera nesse dia tava sedenta por uns shows rock, e com certeza é um rolê memorável que vamos lembrar pra sempre.

Rolês no interior sempre muito fodas, a galera se envolve demais e parece que os shows saem melhores.

O que podemos esperar pro futuro do grupo?

O que a gente espera é voltar pros palcos e lançar o resto do material gravado, também estamos pensando em novas músicas para compor o setlist dos shows e, a partir disso, tentar chegar em lugares novos, explorar o Brasil, passar por festivais com o Bananada, o Morro Stock, e outros festivais maneiros.

Quem sabe um álbum? Algum dia? hahaha

Fotos por Carol Gobatto

Resenha do single :

Há tempos esperávamos um registro da banda, já querida por nós, desde os tempos do Raro Zine Fest em Bragança Paulista, de lá pra cá , sempre pegamos no pé , pra que saísse algo dos caras.

Enfim, essa hora chegou.

O baixo presente , traz a cadência da faixa, completamente com uma sonoridade mais próxima ao Doom, mas cheia de experimentações sonoras, que mostra que a banda vai além.

Vocal soturno, dando uma melancolia a faixa, posterior a isso , a canção cai em efeitos espacias belíssimos, até que explode entre os instrumentos.

Uma boa amostra da banda é Montanha, esperamos que os próximos singles, não demorem 5 anos pra ouvirmos.

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