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Carvel : explorando o deserto!

Carvel, falam do EP, novo disco e muito mais!
 
Como vocês formaram o grupo?
 
Guilherme: Em um primeiro momento, o grupo foi formado entre amigos de colégio, que deram início a carreira da banda e gravaram juntos seu primeiro EP, lançado em 2016. De lá pra cá, a banda alinhou suas perspectivas profissionais e optamos por reformular nossa estrutura para o lançamento desse novo CD. Fizemos um processo seletivo entre músicos de Campinas e região e tivemos uma surpresa muito boa quando encontramos o Murilo (baterista) e o Victor (baixista), que têm um perfil exatamente alinhado ao que procurávamos, e já tínhamos até cruzado caminhos similares anteriormente.  Hoje temos metade da formação original, representada por mim, e pelo Lucas (guitarrista) e a outra metade da formação totalmente nova, trazendo um tempero especial para esse novo momento.
 
Podemos achar um ponto de equilíbrio entre o primeiro EP e o disco que sai em breve?
 
Apesar do EP “Descubra” ser um trabalho com músicas que fizemos quando éramos muito jovens, e ainda estávamos procurando nossa identidade musical, escrevemos sobre reflexões e problemas que tínhamos no nosso dia a dia. Da mesma forma, nosso próximo álbum é o resultado da interação que temos com o mundo a nossa volta, porém de maneira mais madura, do ponto de vista musical e humano.
 

Como foi tocar ao lado de grandes nomes nacionais?

Tocar ao lado de artistas que nos inspiraram, e nos fizeram entrar no mundo da música, não só nos traz muito orgulho como também, nos motiva o tempo todo a evoluir e seguir nosso sonho. Ver de perto todas as nossas referências, além de ser um grande aprendizado, nos mostra que nossa caminhada apesar de árdua, pode nos gerar resultados incríveis, só depende de continuarmos trabalhando firme.
 
Como foi/está sendo a produção do novo álbum?
 
A produção do novo álbum foi uma experiência muito desafiadora. Diferente do nosso primeiro EP, que trabalhamos com um produtor contratado, no novo álbum, toda a produção ficou por conta da própria banda, ainda na formação antiga, com a participação do nosso ex-baterista, João Gabriel Diamantino. Após a conclusão desse processo, realinhamos os interesses da banda e optamos por mudar a nossa formação, o que fez com que adiássemos o lançamento. Mesmo assim, estamos muito felizes com o resultado e aprendemos muito com todo esse processo, nos desenvolvendo como músicos e profissionais.
 
 
O que se pode esperar desse registro?
 
As pessoas podem esperar um álbum muito mais maduro, pensado de maneira concisa. Musicalmente com início mais leve, e liricamente mais reflexivo; E uma segunda parte mais subjetiva, com letras e ritmos mais pesados e intensos, representando todo o processo que a banda passou na formulação e concepção do álbum. Além disso, temas mais densos foram explorados, que vão desde a polarização de ideias e o comodismo até a depressão e a opressão social, porém sempre retratando um viés de superação desses obstáculos.
 
Nos falem sobre o clipe de “Deserto”
 
O clipe de “Deserto” foi pensado de duas maneiras: uma forma de mostrar a nova formação da banda e sua nova fase de modo mais intimista; Mas também expor, por meio de uma visão mais metafórica, a superação da depressão, ora com um jogo entre claro e escuro, ora expondo e ocultando os integrantes, visando reforçar a mensagem de que nós passamos por momentos difíceis, mas possuímos força para enfrentá-los. O clipe exigiu 6h de muita energia e repetições, mas ficamos extremamente contentes com o resultado, em grande parte pelo ótimo trabalho do Victor Oliveira e sua equipe, que lidou com esse projeto de forma extremamente profissional.
 
 
Quais os próximos passos?
 
No futuro próximo, iremos realizar o lançamento do álbum e novos clipes de duas músicas. Além disso, estamos planejando uma tour de divulgação desse trabalho com possível parceria de outras bandas autorais que tiveram projetos lançados recentemente.
 
Considerações finais
 
Hoje vivemos um período difícil no rock autoral. Vivemos um período onde muitos pararam de procurar o que é lançado em sua região, pararam de frequentar eventos menores, e preferem dizer que o rock não é mais uma potência. O rock nacional (e a música brasileira no geral) está mais vivo do que nunca, com infinidade de ótimas bandas e artistas lançando trabalhos autorais independentes a todo momento. Fica aqui o nosso apelo a todos para somarmos, seja como ouvinte, seja como banda, com a finalidade de levarmos a mensagem de cada um, um pouco mais adiante
 
Fotos por Lucas Argenton
 
 

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