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(Resenha) Kool Metal Fest : sobrevivendo no inferno!

Enfim chegava o grande dia , a expectativa era imensa , pelo tremendo porte do evento.

E do aclamado line up .
 
Nós como mero mortais , do role oldschool dos festivais toscos , ficamos felizes de ter dentro desse time , 2 (Eskröta e Surra) das 6 bandas que já tocaram no nosso festival.
 
Histórias a parte , rumamos da nossa cidade Atibaia com destino ao Carioca Club , berço do pagode paulistano , mas que nos últimos anos vem abrindo espaço pra eventos de cunho “rockeiro”(odeio essa palavra).
 
Pra nos redimirmos da mancada , de ter perdido a edição anterior no dia 27/10 (por motivos de saúde), era hora de se divertir pelo Fest perdido e por este.
 
Chegamos bem antes da abertura dos portões , e víamos a movimentação que já era grande.
 
Bom , chega de papo furado , logo de início , nas bancas de merch , encontramos inúmeras pessoas , pessoas queridas deste rolê , e 3 delas , eram as responsáveis pela abertura do festival.
 
A Eskröta subiu ao palco , pontualmente , como um relógio inglês, e chamou a responsabilidade pra si , riffs Death/Thrash , baixão pulsante , a volta da Miriam ao seu posto de batera.
 
Pra mostrar canções do excelente”Eticamente questionável” , o trio foi coerente do início ao fim
 
 
 
Um dos detalhes , em cada canto que fiquei durante o show delas , as pessoas cantavam as letras , isso é sensacional pros dias atuais.
 
Eskröta – Episiotomia
 
Também pra divulgar o split com Afronta lá do Ceará , mandaram Burn the poor https://www.youtube.com/watch?v=Pie6l61jCoo
 
Pra uma das faixas , foi chamado o Jhou (Cerberus Attack ,  pra assumir as baquetas ,que  já foram dele no período que a Miriam esteve fora do país.
 
Pra fechar , convidaram toda mulherada pra cantar encima do palco , e cantar mulheres , um final lindo .
 
Eskröta : Mulheres 
 
 
Na sequência viriam os paulistanos do Cemitério , que tem como frontman Hugo Golon , o homem multi facetado das mil bandas (hahaha)
 
Depois de ter tocado na edição anterior do Kool Metal Fest  , ele voltava desta vez com o Cemitério.
 
 
Acostumado a quinteto , me soou um pouco distinto , mas confesso que os 3 shows mais recentes que vi , foram em quarteto do grupo
 
A temática do horror e filme b é a atração da performance da banda , as letras inspiradas em Zé do caixão , e clássicos do terror dão vazão as idéias de Hugo
 
Faixas como Sexta feira  13 , A volta dos mortos vivos , entre outros , divertiram o público , que viram ali , a pegada Death com este conteúdo de letras.
 
Cemitério : 
 
A banda que mais tem atravessado o país , e também turnês fora , foi incumbida de ser a terceira do Fest
 
O Surra , trabalhando encima do seu álbum mais recente Escorrendo pelo ralo , fez todo mundo abrir rodas , gritar junto , e invocar as pessoas pro palco.
 
A postura política da banda , é com certeza o ponto alto do grupo , onde pega cada um em cheio , se identificando com cada situação.
 
 
O conteúdo te faz refletir diariamente , sobre o que a população deve decidir pra vida e pros próximos anos no Brasil.
 
A acidez está em todo lugar Bom dia Senhor , Escorrendo pelo ralo , Mais um refém.
 
Surra – Mais um refém
 
Surra – Escorrendo pelo ralo
 
Surra – Virou Brasil 
 
Léo (guitarra ( traz a rifferama pro palco , e fazendo do Surra , aquele som bonito de Thrash crossover de se cantarolar 
 
Entre encontros e desencontros , demos frente com os culpados pela cobertura oficial do evento Steph Ciciliatti e Roberto do canal Flashbanger (do qual somos fãs, assumidamente , sem medo de ser feliz)
 
De volta ao palco , Nervosa assumia a bronca.
 
Com a capacidade de agradar a todos , Fernanda lira , já chamava a galera pro mosh.
 
 
Fazendo um som calcado no Death /Thrash , dos tempos áureos desse estilos , tocar em trio , também as deixa a vontade e obviamente criam referências com bandas clássicas.
 
Várias faixas do mais recente disco , o trio que é um dos que mais viaja do país , era hora de aproveitar um destes momentos em terra Brasilis.
 
Velocidade , peso , garra , simpatia , isto é um pouco do que elas emanam no palco.
 
Nervosa 
 
Pra uma situação não muito favorável , o Krisiun , pegava o fim do show da Nervosa e antecipava os Headliners .
 
Difícil?? Não , para o Krisiun , a banda mais excepcional do Death metal nacional , exemplos aqui e na gringa.
 
Com Alex avisando com o habitual grito “O Krisiun está aqui” , foi começando , a aula de peso , rapidez , agressividade do trio.
 
Com um excelente álbum em mãos , eles faziam de olhos fechados , o que muitos almejam a vida inteira.
 
Dedicados ao metal , a vida inteira , eles representam não só no estilo , mas pros apreciadores de bandas em geral , a coerência e respeito com o metal.
 
Krisiun – Blood of Lions 
 
Krisiun
 
Um set num volume alto , selvagem, voraz , o repertório abrangeu inúmeras fases do grupo , citando aí entre as de destaque Blood of Lions e Black force Domain
 
 
Nas caixas , rolando Judas Priest incessantemente , o Brujeria entrou , e levou o público ao delírio.
 
Com os riffs pegajosos e beirando ao Industrial (culpa do Dino Cazares) . A banda tocava ali mais uma vez em SP
 
Shane ou Hongo mais conhecido assim pelos fãs , agitava seu baixo luminoso.
 
Ver a galera cantando as letras em espanhol , foi um dos lances mais interessantes , que demonstra o interesse em ouvir , ler as letras dia caras.
 
E foi dada a largada , pra tomar de assalto a beira do palco , com as mulheres tomando a frente e cometendo stage dives , os homens parece que se sentiram incentivados ao mesmo.
 
 
Com letras politizadas outras ligadas ao tráfico de entorpecentes , e obviamente outras sobre drogas , o Brujeria passeava pela sua discografia insana dos anos 90.
 
Um dos pontos altos , foi na brutal La Migra , que realmente foi empolgante, mas não faltaram clássicos como El Desmadre , Matando Gueros , Revolucion , Marcha de odio , Colas de rata (alusão a cocaína), entre outras.
 
Brujeria – El Desmadre
 
Brujeria – Marcha de ódio/Revolución
 
Brujeria – Colas de rata
 
Brujeria – Consejos narcos
 
Brujeria – Hechando chingazos
 
Geral no palco , cantando , tirando foto , selfie , filmando e fumando um com os caras , no fim parecia uma rave , com a versão de Macarena pra finalizar.
 
Saldo final : todos saíram vivos , todas as bandas foram excelentes, e quem realmente roubou a cena , foi a mulherada que representou demais , do começo ao fim , e que mostrou pra muito babaca , que o rolê é pra todos , no mosh , no stage dive , parabéns ao Kool Metal Fest, esperamos estar no próximo , até a próxima.
 
Agradecimento especial
Erick Tedesco (Tedesco Mídia)
Kool Metal Fest

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