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Ulular : Hiënaz e seu novo álbum!

Hienaz, falam do seu mais recente álbum “Ulular”, sonoridade, planos e mais!
 
Como foi que surgiu o grupo?
 
O grupo foi formado em meados de 2015. Quatro de nós éramos colegas nos tempos de faculdade: Du (baixo), Peter (guitarra), João (guitarra) e Beto (bateria); e chamamos o Flavio, um amigo de infância do Du para cantar. Montamos a banda inicialmente com um repertório predominantemente de covers para tocar em bares por São Paulo. Em 2016, o focamos mais em composições próprias e tivemos novas demandas que, por conta disso, João e Beto deixaram a banda. Foi então que Tommy, também um colega de faculdade do Du e Peter, foi recrutado como baterista e Flavio assumiu a segunda guitarra além dos vocais principais. Foi a partir dessa adaptação na formação e do foco nas composições próprias que o Hiënaz de hoje ganhou forma.
 
Por que Hiënaz?
 
Um ataque de hienas é surreal e extremamente agressivo. A hiena é um animal meio desengonçado e renegado no mundo animal mas absurdamente poderoso, principalmente em grupo. Basicamente, escolhemos o nome Hiënaz para representar essa ideia de todo esse poder que pode estar presente em um ser aparentemente comum, um “underdog”. Estilizamos a grafia para deixar com a nossa cara, de banda mais pesada e suja.
 
 
Como tem sido os últimos shows da banda?
 
A produção do álbum tomava bastante da nossa atenção, então durante todo o processo fomos um pouco mais conservadores na agenda de shows. Durante esse último ano, aceitamos convites para shows na Casa do Mancha e na Avenida Paulista – e a gente ficou bem satisfeito com essas apresentações. Agora para promover o lançamento do álbum temos mais algumas coisas em mente para fazer shows legais.
 
Nos falem do single mais recente:
 
Mulher de Branco foi uma música que figurou em uma coletânea da Fuzzy Cracklins junto com a Fuzzrious e que depois disso lançamos como nosso primeiro single. É uma música de mais de 7 minutos de diversas variações de andamento, ritmo e atmosfera, com uma pegada elaborada, e que mostra em geral boa parte do que a gente é capaz. Achamos que essa música resume muito bem o tipo de som que nos propomos a tocar.
 
 
Como está sendo o processo do novo álbum?
 
O álbum demorou um pouco para ficar pronto. Começamos o processo com o Rubens Adati, do Inhamestúdio, um grande amigo nosso e que montou um esquema bem legal. O estúdio ficava fora de São Paulo, e durante o processo de mixagem casar as agendas e os deslocamentos ficou bem mais difícil, então decidimos finalizar no M6 Studio. Levamos as captações e fechamos a mixagem e a masterização, com o Cello Nascimento, outra figura muito talentosa e gente boa. 
 
Para quando há previsão de lançamento?
 
22/11/2019, o álbum saiu em todas as plataformas digitais. 
 
 
O que podemos esperar dele?
 
O Ulular é um álbum conceitual que fala sobre a jornada da própria juventude e a relação do jovem que passa a assumir responsabilidades mais maduras dentro da sociedade deturpada em que vivemos hoje. As músicas exploram temas como paranoia, estresse, depressão, drogas, ganância, libertação, em ordem cronológica e coesa, de maneira que todas as faixas formam uma história. Nossas músicas são marcadas por estruturas pouco convencionais, variações de ritmo e atmosfera. Apesar de fazermos parte da cena de stoner rock de São Paulo, nosso som foge um pouco do padrão do gênero, sendo bastante original. Possuímos influências de bandas como Alice in Chains, Black Sabbath, Kyuss, Corrosion of Conformity, Soundgarden, Stoned Jesus, Mastodon, Black Label Society, entre outras.
 
Quais os próximos planos?
 
Nos aproximar bastante dos selos de rock underground brasileiros e estreitar ainda mais nosso relacionamento com as outras bandas da cena, para que mais oportunidades de shows apareçam e a banda consiga crescer ainda mais. Acima de tudo, queremos continuar passando nossa mensagem principal de que no mundo bizarro em que vivemos hoje, é normal se sentir errado, diferente ou inconformado.
 
Fotos por Yasmin Balbino 
 

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