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The Secret Society : mistérios de uma sociedade!

Conversamos com o The Secret Society sobre seu videoclipe, singles, palco com grandes nomes e muito mais!
 
Porque Sociedade Secreta?
 
Quando decidimos montar a banda em 2017, a gente queria um nome enigmático, ritualístico, oculto. Como descrito em nosso release, as sociedades secretas são antigas na História e atravessam os séculos cheias de mistérios, Maçonaria, Illuminati, Rosacruz, Thelema, Sociedade Teosófica….   Apenas os iniciados têm acesso a rituais, códigos e conhecimentos que não devem ser compartilhados fora desses grupos. 
 
Quais foram as principais influências pra formar a banda?
 
Os três integrantes da TSS já se conhecem de longa data e tem uma longa história dentro da cena musical curitibana. Eu fui fundador em 1986 da banda Epidemic, considerados os pioneiros do Thrash Metal no Paraná, no mesmo ano, Fabiano Cavassin fundou o Abaixo de Deus, banda que fazia uma fusão interessantíssima de estilos que iam do punk ao funk. Em 1992, após o fim do Epidemic e Abaixo de Deus, eu e o Fabiano unimos forças e formamos o Primal…, banda de metal com influências de industrial e pós-punk que durou até 2011, e teve uma carreira bem prolifica com diversos lançamentos em CD, video-clipes, etc. O baterista Orlando fez parte da Primal… a partir de 1999. Temos um caldeirão de influências dentro da TSS, Thrash Metal, Hard Rock, Pós-Punk, Gothic Rock, Industrial, Prog, etc. acho que é isso que torna o som da TSS tão peculiar.
 
Como vcs se definem musicalmente ?
 
A ideia de ter um estilo definido é limitante e não nós agrada, temos influências diversas e gostamos de estar livres para experimentar sem se prender a rótulos, mas podemos dizer que somos uma banda com grande influência de pós-punk, com o peso do metal e a melancolia do gothic rock.
 
 
Vcs optaram pelo lançamento de 3 singles , como foi o processo?
 
A banda foi formada no início de 2017 e passamos praticamente o ano todo em processo de composição de repertório, fizemos nossa estréia ao vivo em Dezembro de 2017, e entramos em estúdio Janeiro de 2018. As músicas escolhidas foram Fields Of Glass e Deciduous (que foram as duas primeiras escritas) e The Architecture of Melancholy (que virou video-clipe). 
 
O que buscaram transmitir através dessas canções?
 
Nas três canções disponibilizadas simultaneamente, a The Secret Society procurou seguir a trilha da união do vigor do hard rock com o pós-punk soturno, menos dançante e percussivo. A canção que inaugura os trabalhos promocionais chama-se “The Architecture Of Melancholy” e reforça o lado sombrio e soturno do trio, Os versos foram inspirados pelo cemitério de Modena, do arquiteto italiano Aldo Rossi. Com versos que aludem ao texto final do filme Blade Runner – O Caçador de Androides (“All those moments will be lost in time/ Like dust in the Wind”) e o rock industrial alemão do Einstürzende Neubauten (“Collapsing new buildings/ Houses made of lies”).A segunda música é “Deciduous (Le Feuilles Mortes)”. A temática principal é a passagem do tempo, que também marca forte presença nestes versos. Aqui Guto realiza uma metáfora da passagem das estações do ano, ao falar sobre a sucessão dos outonos e compará-la com a finita existência da humanidade. São as folhas que caem, a beleza que se esvai, a carne que apodrece, a morte. Em um dos mais bonitos trechos da letra, Diaz cita o prefácio do livro Memórias Póstumas de Braz Cubas, escrito por Machado de Assis: “To the first worm/ Which gnawed the cold flesh of my corpse/ I dedicate, as a token of loving memory/ These posthumous memoirs”.

Por fim, “Field Of Glass”. O “rastejar sobre campos de vidro” como sendo um momento de grande dificuldade, incertezas e mudanças que alguém esteja passando. Depois da vinda da chuva – e posteriormente do sol e do arco-íris – chegam o alívio, a limpeza e a libertação.

Como foi desenvolvido o clipe?
 
O clipe foi feito em parceria com o diretor Raphael Moraes, apresentamos a letra da música e a temática que gostaríamos de abordar, e ele desenvolveu o roteiro. A letra trata basicamente da morte, traçando um paralelo entre o cemitério dos mortos (lápides, túmulos, jazigos) e os edifícios dos vivos (onde as pessoas passam boa parte do tempo isoladas e solitárias). No clipe, o diretor traça a linha tênue entre esses dois lados, com a atriz Viviane Maria personificando a melancolia e passeando livremente pelos territórios.
 
 
Como foi estar no palco com Uli Jon Roth e Dee Snider ?
 
Foi uma honra e uma satisfação enorme dividir o palco com dois monstros do rock e do metal mundial. Eu particularmente sou muito fã da fase inicial dos Scorpions, e sempre tive o Uli J. Roth como uma referência quando se fala em guitarra. Dee Snider é um gigante no palco, ele se entrega completamente ao show, o novo álbum, For The Love of Metal, é uma verdadeira aula de Heavy Metal.  
 
 
O que pretendem pra breve ? 
 
Estamos em estúdio desde Maio gravando nosso primeiro “full album”. o álbum de inéditas intitulado “Rites Of Fire” está sendo produzido e arranjado pelo músico Luciano Nunes e está programado para lançamento entre agosto e setembro de 2019. Músicas como “Beyond the Gates”, “Mephistofaustian Transluciferation” e “Rites of Fire” (que já vinhamos tocando ao vivo desde 2018) estarão ao lado de novas composições como “Rubicon” e “Chariots of the Gods”.
 
Considerações finais
 
Para o lançamento do álbum estamos preparando a gravação de mais um videoclipe, e várias apresentações para promover o disco, algumas datas ainda estão sendo fechadas, mas podemos confirmar dia 20 de outubro no Chile com a Tarja Turunen, e a tour sul americana com o The Sisters Of Mercy em novembro, que vai passar por diversas capitais no Brasil, Chile e México.
Para conhecer mais sobre a The Secret Society acesse nossos canais no YouTube, Instagram e FaceBook e também todas as plataformas digitais.
 
Todas as fotos por Raphael Moraes
 

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