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AJNA: apresenta “War Crimes”!

Atravessar os anos 90 e voltar novamente a ativa, AJNA retoma suas atividades e pelas palavras de Elizabeth Queiroz (Tibet) , nos conta sobre tudo isso.

A banda tem bastante de história, como foi retomar as atividades?

AJNA: Estamos na estrada desde 1990, estreamos no Dama Xoc, uma casa noturna muito legal que tinha em São Paulo. Demos um tempo de 10 anos e voltamos em 2015, com nova formação. O AJNA hoje é formado por Elizabeth (Tibet) Queiroz, nos vocais, Lucas Pelarin, na guitarra, Nando Simões, no baixo e Ivo Rocha, na bateria.

O que vocês notaram de diferente daquela época para dias atuais?

A cena está muito diferente, antes chamávamos as bandas cover, para abrir nossos shows, hoje as bandas autorais abrem para banda cover. O Rock autoral nacional perdeu muito do seu poder nesses 10 anos, as gerações não se renovaram, principalmente a nível de composição, para essa galera nova é mais fácil tocar a música dos outros do que compor suas próprias músicas e por causa disso agora tem muita banda, quase todas tocando cover. Mas no legitimo rock, honesto e autoral prevalecem as mais antigas que nunca abandonaram o barco e lutam até hoje para atingir o grande público, cada vez menos exigente.

Falemos do novo trabalho War Crimes, como foi o processo de composição /gravação?

Desde da nossa volta em 2015, estávamos trabalhando nessas músicas novas, são músicas muito elaboradas, com muitas partes e arranjos, até chegar nessa versão que foi gravada. Misturávamos músicas do antigo CD, Mirror, em nossos shows, era como tentar recuperar aquela energia antiga do AJNA e colocar elementos mais atuais e
modernos.

Os trabalhos de produção e conversações desse EP, começaram em meados de 2018, com audições e pré-produção de Marcelo Pompeu (Korzus), que já havia produzido anteriormente um trabalho com o AJNA, no CD “Mirror ”e lançado no ano 2000 pelo selo Destroyer. As gravações aconteceram no final de 2018 e começo de 2019, assim como as finalizações, mixagens e colagens que ficaram a cargo de Heros Trench, (Korzus), que sempre deixam sua marca forte na sonoridade, característica do Estúdio Mr.Som.

As letras são criadas por quem?

As letras e também as linhas de harmonia e melodia vocal são feitas por mim.
Na época eu ainda tocava guitarra na banda, desde o primeiro álbum do AJNA, Fatal Bright, lançado em 92 pelo selo Dynamo. Os arranjos instrumentais são meninos que fazem.

Como foi trabalhar novamente com Pompeu e Heros Trench?

Temos uma amizade de mais de 30 anos, já abrimos algumas vezes para o Korzus, e já curtimos muita balada junto. Ele conhece bem minha voz e consegue arrancar todo meu potencial dando sugestões e dicas. Puta produtor. O Heros, é aquele mago dos botoezinhos…kkkkkk… arruma tudo no lugar, dá uma sonoridade honesta para banda sem perder o peso e nem a característica do AJNA, que é bem diferente das bandas de hoje. O AJNA não thrashmetal, é uma mistura de metal com hardcore e com vocal feminino groove total.

Qual o conceito do álbum e capa?

War Crimes é uma música pesadona que dá nome ao disco e que inspirou a arte da capa feita pelo baterista da banda, Ivo Rocha. “War Crimes” é uma porrada sonora, moderna e radical cuja a letra aborda as atrocidades e os crimes de guerra cometidos pela humanidade durante os conflitos mundiais. Imigração, xenofobia, guerras,
refugiados, campos de concentração, etc. Lembrando que mesmo gerando essas atrocidades, também somos vítimas dos nossos próprios desejos de poder e de dominação social. Essa faixa teve a participação especial do Marcelo Pompeu, nos vocais. Tá bem legal !!!.

Como surgiu a ideia do CD PEN CARD?

Na boa, esse é o 4 cd do AJNA e de olho no século XXI, lançamos esse EP “WAR CRIMES” no formato CD PEN-CARD, de 4 gigas, priorizando a tecnologia, a modernidade e a facilidade do mundo virtual. Como um veículo moderno e que facilita a compilação de material promocional, como os lyrics vídeos, que já estão sendo produzidos e serão lançados brevemente, fotos, releases, biografia, press note, links do site e das páginas da banda, além das quatro faixas em formato MP3, e WAVE. Tá um Luxo!

Quais os próximos objetivos?

Próximos objetivos é lançar os lyrics vídeos até o final do ano. E se possível a partir do ano que vem voltar a compor e gravar novas músicas e fazer bons shows.

Considerações finais

Quero deixar um recado para todas as bandas que estão na estrada e batalhando por dias melhores: nunca desista dos seus sonhos, continue lutando pelo que você acredita! Espero que o mercado e cena rock melhore e que o público dê mais valor ao rock nacional, honesto, verdadeiro e sem firulas.
Quero agradecer ao Raro Zine, pela entrevista e parabenizar pelo excelente trabalho prestado rock nacional. Aproveitando deixando aqui com vocês nossos links. Se inscreva em nosso canal do Youtube e nos siga nas redes sociais…
Valeu galera !!!!

Todas as fotos Cátia Rock (Bolívia Rock)

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https://www.youtube.com/watch?v=HSpRaMz3OKo

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