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O além dos muros de jornais : Genomma!

Felipe Schadt, vocalista do Genomma, fala conosco sobre o videoclipe lançado e do álbum que será lançado em breve.
 
Como surgiu o grupo?
 
Eu e o guitarrista (Jeckson Fernandes), fomos apresentados por um outro amigo em comum. Eu estava montando uma banda e precisava de um guitarrista. Assim que conheci o Jeck, nos unimos aos outros dois (baterista e baixista) e montamos a Genomma. Isso foi em 2009. De lá pra cá, muitas alterações rolaram na banda. Primeiro, chamamos um outro guitarrista, pois eu, como vocalista, não gostava de tocar e cantar ao mesmo tempo. E por um bom período nós fomos cinco. Foi com essa formação que realizamos a nossa primeira apresentação que rolou num festival chamado “Pop Festival” que acontecia em Jundiaí-SP. Esse festival colocavam 10 bandas autorais para competirem umas contra as outras. Com 15 minutos de palco, tínhamos que, obrigatoriamente, apresentar uma música autoral pelo menos. A Perfeito Lugar, primeira música da banda, foi a que tocamos junto com outras duas do U2. Passamos para a final naquela ocasião e assim a banda tinha sido “batizada”. De lá pra cá, algumas mudanças aconteceram. Logo após o festival, contamos com a presença do Thiago Foratori no baixo, que assumia a posição e se manteria até hoje. Alessandro Ribeiro, o guitarrista base, deixou a banda em 2011 e voltamos a ser apenas quatro. Mais recentemente, Bruno Camargo, assumiu a bateria após a saída de Matheus Rapanha. Depois disso, fechamos o grupo e começamos a trabalhar no lançamento do CD.
 
O que impossibilitou pra banda gravar um disco nestes 10 anos de trajetória?
 
A banda teve três momentos importantes. O primeiro a gente se contentava em ser uma “banda de garagem”. Sem nenhum tipo de gerenciamento ou planejamento, vivíamos ensaiando e tocando quando dava. Fazer sucesso era um sonho impossibilitado pela falta de planejamento e ação; 
 
O segundo momento foi quando decidimos agir de alguma maneira. Queríamos tocar nas casas de Jundiaí e percebemos que o caminho era se render ao Cover. Montamos um Set List e fomos vender o show. Tocávamos mais, é verdade, mas deixamos as autorais completamente de lado; 
 
Por fim, o terceiro momento foi quando, depois de ficarmos dois anos em hiato, percebemos que se quiséssemos algo na música, deveríamos investir todas as nossas energias nas composições autorais. Isso foi em 2015 e começamos a trabalhar nas composições. O resultado imediato disso foram os três singles DNA, Eu não serei seu caos e Muros de Jornais.
 
Como surgiram os 3 singles?
 
Assim que decidimos dar foco total para composições próprias, conhecemos nosso produtor, Windi Ribeiro, dono do Windi Studio. Foi com ele que começamos a trabalhar melhor o estilo das nossas músicas. Isso porque nós já tínhamos cinco músicas compostas e gravadas, porém nunca lançadas que intitulamos Genomma 5ingles. Desses singles, três estão presentes no álbum que lançaremos em setembro. Mas o fato era que nós queríamos algo novo, novas composições, novas ideias, novas sonoridades, por isso decidimos lançar três músicas novas do que lançar os singles antigos. E o Windi foi primordial para isso, pois ele nos apresentou novas possibilidades.
A composição das músicas foi feita durante os dois anos de hiato da banda. Assim que voltamos a trabalhar, apresentei para o resto da banda essas três músicas. Imediatamente começamos a construí-las. 
Na verdade não iríamos lançá-las separadas, mas percebemos que não teríamos o álbum pronto tão cedo. Para mostrar para as pessoas que existíamos ainda, resolvemos disponibiliza-las.
 
O disco já tem título definido e é um disco conceitual ,como se aprofundaram nessa idéia?
 
O Além dos Muros de Jornais surgiu de uma angústia minha que me acompanha desde a adolescência: “o que significa o amor?”. As músicas são um passeio por essa angústia tentando entender o amor em suas mais variadas formas. Cada música apresenta uma reflexão sobre essa pergunta. Há músicas com tom mais crítico, outras com tom mais filosóficos, mas todas passam por essa mesma temática.
 
O álbum já possui capa e data de lançamento?
 
Já sim. Ele será lançado em setembro, um mês antes de completarmos 10 anos.
 
Como foi rodar o vídeo de perfeito lugar?
 
Foi algo muito interessante, pois o produzimos com orçamento zero. Convidei alguns amigos e apresentei a música. A ideia era encontrar parceiros que acreditassem a apostassem no projeto do clipe. Felizmente encontramos essa turma e foi uma produção muito bacana. Eu mesmo dirigi o clipe, pois sou professor de Comunicação Social e tenho uma básica experiência com produção audiovisual. A atriz, Bianca Ferreira, foi minha ex-aluna de jornalismo e o editor, Lucas Oliveira, meu atual aluno de Rádio e TV. Na verdade, toda a equipe foi ou é meu aluno.
Foram dois dias de gravações. O primeiro gravamos um piloto e, um mês depois, após correção no roteiro e adaptações, gravamos a versão definitiva. Mais um mês foi necessário para a edição e finalização. Isso para dizer que, mesmo sendo uma clipe simples, sem muita produção, deu trabalho do mesmo jeito. Mesmo assim, foi uma experiência excelente.
 
 
O que esperam desse lançamento?
 
Duas coisas: fechar um ciclo que já dura dez anos e nos apresentar para as pessoas.
Estamos ávidos para partir para uma nova jornada musical com a Genomma, mas para isso, precisamos encerrar essa primeiro. Além disso, esperamos conquistar alguns corações com as nossas músicas e apresentar nosso trabalho para o máximo de pessoas possível.
Falem um pouco da campanha criada?
 
Quais os planos pro futuro?
 
A curto prazo esperamos fazer uma turnê regional para divulgar o nosso disco. A turnê já tem nome, se chamara Perfeito Lugar – 2009-2019. A ideia é fazer shows na região de Jundiaí e Campinas nesse semestre. Para o ano que vem, queremos expandir a turnê para a cidade de São Paulo e, quem sabe, ir para outras cidades mais distantes. Além disso, temos planos para participar do circuito de festivais de música em 2020
 
 
 
 
 
 

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