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Ódio Social : levante!

19 anos de correria no mundo punk suburbano de SP , o Ódio Social conversa conosco sobre sua discografia, planos e obviamente a passagem pela Europa!
 
Quase 20 anos de punk rock ,qual é lado bom de tudo isso?
 
Leandro : Sim, são quase 20 anos de carreira.
Carreira esse pautada totalmente no underground e na cultura punk rock.
Eu como membro formador do OdioSocial me vejo hoje com uma responsabilidade enorme pois são muitas pessoas que seguem a banda e também compartilham das idéia ali propostas em nossas letras.
Muitas dessas pessoas se tornam próximas,mais tarde, acabam se tornando brothers dos membros da banda, esse com certeza e o lado Bom de tudo isso,fazer amizades!
Muitas vezes sinceras.
 
Obviamente nesse tempo de estrada , vcs tocaram com muitas bandas , destacariam algum momento especial pra banda?
 
Leandro : Destacar um momento especial não e fácil.
Mas um momento que veio agora assim de primeira foi tocar na festa da banda Uzômi.
Meu,foi demais,foi no bar Oasis no Rio,bem no centrão berço da boêmia carioca,acho que foi em 2015 mais ou menos,caramba foi animal!
Outro momento especial vivemos agora no dia 10 de agosto no Zapata onde comemoramos 19 anos de estrada com uma casa lotada.
Bandas clássicas e também novas estavam juntas na mesma vibe, vibe essa que era festejar junto conosco, foi bem foda ein.
Mas na verdade são alguns momentos especiais.
O lançamento do primeiro LP 12 polegadas por exemplo.
Confesso que quando vi o LP pela primeira vez escorreu lágrimas dos meus olhos.
São muitos momentos especiais na real hahahahah.
 
Como foi gravar o 7″ ? 
 
Leandro : Gravar nosso primeiro 7 polegadas e depois conseguir lançar e concretizar a correria pode se dizer que esse também entra como um momento bem especial.
Tenho muito carinho por aquele play.
Ele não tem nome,eu o chamo de ” EP da cabeça de macaco “
Eu o chamo assim.
 
 
O que vcs acreditam que haja de diferença ou semelhança do primeiro registro ao mais recente álbum?
 
Leandro : Meu hahaha não tem nem como esconder que a QUALIDADE SONORA e evidente,
Gravação, qualidade de instrumentos, de dinâmica de banda.
Não dá para condenar também né?
Era a primeira vez que entravamos em um estúdio para gravar, dadas as suas devidas proporções.
Para mim o primeiro registro do OdioSocial e um clássico.
A diferença e essa qualidade de gravação e evidente.
Agira semelhança tem que ser sempre a garra na hora da gravação, empenho sempre tem e muito.
Isso com certeza nunca mudou.
 
 
Quem são os artistas que vem trabalhando com vcs nos conceitos gráficos?
 
Leandro : Ultimamente quem está fazendo nossas capas e o Guilherme Bridon ele toca em uma banda em Florianópolis chamada PZZ(pogo zero zero) ele e simplesmente foda!!
Mas em breve teremos novos artistas conosco certeza.
 
Nos contem um pouco dos materiais já lançados na Europa
 
Fabio : Por lá, foram até agora quatro materiais oficialmente lançados:
 
– a tape Electric Session, que é uma demo que serviu como pré produção do EP 7″ (2015 Abekeit Records e Hardcaos Discos). 
 
– o álbum Jovens Mortos… que saiu por lá em 2015 na versão tape (Abekeit Records e Hardcaos Discos) e em 2016 na versão LP (Abekeit Records – Break The Silence Records).
 
– o split com a banda Killbite chamado Suas Torres Douradas Entrarão em Colapso que saiu em LP via Break The Silence Records e em tape pela Black Cat Tapes
 
– o mais recente álbum Levante, que teve sua versão LP lançada na Alemanha via Break The Silence Records e RedStar Recordings em 2018
 
Todos esses lançamentos já encontram-se fora de catálogo mas ainda temos conosco algumas unidades do LP Jovens Mortos… disponíveis pra venda
 
 
Vcs foram a Europa em 2 oportunidades ,como foram e o que o sentiram de diferença da primeira pra segunda viagem?
 
Fabio : A primeira viagem foi a realização do sonho de três manos que cresceram vendo documentários de bandas em tour como por exemplo o MTV Na Estrada – Ratos de Porão. Naquele momento tudo era novidade, tudo era diferente, as informações eram desencontradas e o idioma um empecilho, mas mesmo assim, na raça, sob pressão e em situação adversa, conseguimos em 45 dias agendar todos os concertos e agilizar de maneira totalmente DIY toda a correria necessária. Contamos com ajuda de alguns manos e um pouco do sorte também (inclusive com o clima que colaborou, por ser no inverno). Deu tudo certo, não passamos nenhum perrengue e foi sensacional.
Na segunda tour, tivemos a oportunidade de contar com o apoio de uma galera muito fmz, que conhecemos durante a primeira tour. Esses caras não brincam em serviço! Se tornaram grandes amigos e nos proporcionam uma situação bem tranquila em relação à toda a correria que envolve uma turnê. O suporte deles foi muito importante pra que desse tudo certo e tivéssemos contato com uma galera muito agilizada dentro do punk e do DIY. Não só não passamos nenhum veneno, como tivemos até um bom conforto durante o rolê. Foi incrível também.
 
Nessa 2 tours , quais foram os picos mais legais pra se tocar ou visitar?
 
Leandro : Olha com certeza são quase todos os picos legais seria injusto falar um aqui.
De verdade não e pipocagem não os pico foram todos foda.
Recepção bem legal em todos, cada um de sua maneira uns melhores outros nem tanto.
Mas todos com um dado importante, todos com muito respeito a banda.
Vou falar um pico aqui para representar todos então ok.
Amo todos os picos que tocamos lógico mas o KÖPI em Berlim e emblemático demais, tocamos no complexo por dias vezes com o OdioSocial.
Então isso nos deixa com orgulho.
 
Passaram por algum apuro por lá?ou o saldo foi satisfatório?
 
Fabio : Nenhum apuro! Até o que mais se aproxima da termo stress foi muito tranquilo nas duas tours. Mesmo as situações referentes à grana, chulé alheio ou um único cancelamento de gig apenas, foram fáceis de contornar. O mais embaçado é ficar longe das pessoas que amamos, encarar o frio, não ficar sem voz, encarar alguns banheiros Trainspotting style e entender que cerveja boa é um vício que não podemos sustentar no Brasil. Todo o restante foi só alegria.
 
 
Falem um pouco do documentário que foi gravado na Europa
 
Leandro : Na verdade tudo não passou de uma obra do acaso, hoje temos dois documentários de tours,
Uma feita pelo pessoal da insanidade filmes agradecemos muito por isso.
Só segundo doc feito pelo Marcelo Kaskadura que também agradecemos DEMAIS por ter feito nosso segundo doc.
O primeiro de 2015 foi feito de um estralo que eu tive,comecei a gravar simplesmente tudo do começo ao fim, levei uma câmera para gravar os shows,e as zueiras gravei pelo celular.
O Fábio nosso baixista conhecia o pessoal da insanidade filmes ae tudo se desenrolou e por intermédio desse intercâmbio entre eles foi possível realizar a produção.
Conselho:Vai fazer tour?
Foda-se o que vão pensar.
Registre simplesmente TUDO.
Tenha material para que no futuro além de fazer um registro tipo um doc, você não se arrependa de ter vergonha dos outros.
Aperte o foda-se e registre tudo.
 
A banda tem planos de uma nova gravação/registro?
 
Leandro : Temos músicas inéditas gravadas e guardadas para um futuro lançamento,está  no baú hahahahaha
Porém, acabamos de lançar o álbum LEVANTE estamos começando a promoção do álbum agora,e estamos muito felizes.
Com certeza “O MELHOR ÁLBUM DO ODIOSOCIAL DE TODOS”
 
Quais os planos pra breve?
 
Leandro : Por enquanto o plano e cair na estrada com o álbum novo, queremos lançar mais clipes das músicas do álbum no LEVANTE já temos um da música  “AS RUÍNAS DO PAIS O AMANHÔ
 
Considerações finais
 
Obrigado pelo espaço aqui cedido, e com certeza muito importante para nós de verdade!!!!
Obrigado German,obrigado a todos os amigos que acompanham nossa a trajetória,o nosso som!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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