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Projeto Trator lança split e embarca pra Europa!

Conversamos com Paulo Ueno e Thiago Padilha, sobre a retomada em parte das atividades , o split com Umbilichaos e as metas com a turnê pra Europa!

13 anos dedicados ao som sujo e arrastado no Brasil, como é estar nessa estrada há tempo e não desanimar?

Thiago Padilha: Acho que vem da necessidade de tocar ao vivo e de estar sempre produzindo música. Talvez se a banda fosse um trio ou quarteto não tivéssemos durado tanto.

Me lembro que no começo da banda, nos primeiros anos, voces tinham uma linha mais puxada pro “stoner ” norte americano, mais alegre e simples. A partir de qual trabalho vcs se aproximaram mais o com o sludge/doom?

Thiago Padilha: Acho que a gente flertou com o sludge/doom já a partir do nosso segundo EP (em 2009), porém a chave só mudou mesmo a partir do single “Na Rua das Sete Facadas” (2014), que antecipou o disco “Despacho” (2015). A partir dessa época a gente tem trabalhado com um som mais torto, pesado e caótico com letras obscuras, abstratas e algumas vezes políticas.

Foto por Guillermo Soria 

Voces tem na bagagem hoje, inúmeros álbuns e splits, registros ao vivo e etc, como é olhar pra trás e ver tudo isso concretizado?

Thiago Padilha: É muito doido porque temos muita coisa lançada, então consigo sacar a evolução musical e pessoal da banda em vários aspectos. Pra mim isso de lançar bastante coisa sempre teve a ver com a vontade de experimentar e de não ficar se repetindo sempre tocando os mesmos sons com o passar dos anos.

Uma das viagens mais recentes foi pela América do Sul, como foi rodar nessa tour?

Thiago Padilha: Fizemos nossa Turnê Sul-americana em 2015. Foram 15 shows ao longo de 5 semanas no Uruguai, Argentina e Chile. Foi uma experiência intensa. Gravamos os audios de todos os shows e posteriormente lançamos a K- 7 “Gira Sudamericana: En Vivo” (que também está em nosso bandcamp).

Támbem vários vídeos dessa turnê no nosso canal do youtube.

Em 2017 voltamos pela terceira vez a Argentina para 10 shows. Sempre é muito bom tocar na Argentina, amo esse país.

Foto por Vanessa Boettcher 

Quando vcs criaram um laço de afinidade com a Abraxas, que resultou também no lançamento “Na Órbita do Medo”?

Thiago Padilha: Começou em 2014 quando fomos convidados para tocar num evento da Abraxas no finado Inferno Club (SP) ao lado do Fuzzly (MT) e da Necro (AL). A partir disso tocamos em outros eventos da Abraxas e estreitamos a relação até chegar no lançamento de “Na Órbita do Medo” em 2018.

A banda tem uma ligação muito forte com o audiovisual, qual é a importância e preocupação que vcs mantém nos registros?

Paulo Ueno: Pois é, a ligação com o audiovisual acontece mais pelo fato de eu ser do ramo, rsrs. Trabalho com produção audiovisual há mais de quinze anos: publicidade, televisão…Tive e as vezes tenho o prazer de dirigir clipes de bandas que gosto como: Ação Direta, DFC… Acho que a relação vem daí mas o Projeto Trator esta meio lento, acho que precisamos soltar mais vídeos rs.

Como foi dividir o palco com o Atomic Bitchwax?

Thiago Padilha: Eu escutava muito Atomic Bitchwax a uns 10/15 anos atrás.
Vivia tocando no meu mp3 player enquanto eu pegava ônibus. Mas nunca imaginei que iria dividir o palco com eles. Foi uma noite foda demais ao lado de bons amigos e rock chapado.

Foto por Murai 

Vcs sempre estiveram numa atividade insana de shows, mas agora deram uma desacelerada, quais os motivos?

Thiago Padilha: Entre 2014 e 2017 a gente fez uma quantidade enorme de turnês e shows por tudo que é canto do Brasil e parte de America do Sul, além de lançar um monte de material. Depois de todos os aprendizados que tivemos nesses anos, a gente teve dar uma parada forçada para a composição e gravação e pós-produção do “Na Órbita do Medo”. Após esse lançamento a gente entrou na dinâmica das mini-turnês no Brasil, que são muito mais fáceis de organizar nesses tempos medíocres do Bozonaro onde muitos espaços de show estão fechando.
Também demos espaço para projetos paralelos. No meu caso o duo instrumental Arados, entre outras bandas por vir. Em 2018 o Paulo foi para Europa em turnê com o Autoboneco.

Vcs estão lançando um novo material, falem dele?

Thiago Padilha: Estamos lançando um split com a parceira de longa data, Umbilichaos. Escolhemos duas faixas que saíram no último EP, “Vermes” e “Absurdos”. Essas músicas foram remasterizadas para o formato de vinil.
Decidimos por essa faixas, pois havíamos lançado “Na órbita do Medo” apenas digitalmente e levamos algum tempo compondo e produzindo essas faixas.
Precisávamos lança-las num formato físico também para poder pensar em novas composições.

O que serviu de influência pra criação do split?

Thiago Padilha: A música “Vermes” é bem Sludge/Doom e tem aquela dose de psicodelia presente nos últimos álbuns do Projeto Trator, fãs de Electric Wizard e Sleep vão curtir. “Absurdos” é um crust/d-beat para bater cabeça e lembrar como Discharge é foda!

Será lançado em formato físico? Tem parcerias de selos?

Thiago Padilha: Serão lançadas 150 cópias do vinil (7’EP). O vinil será branco e a capa serigrafada em papel roxo. O lançamento é da Crocodilo Discos em tem parceria com a Zoom Discos de Curitiba. O vinil tem show de lançamento dia 16/08 no Estúdio Lamparina com show do Projeto Trator, AguaPesada e Riders of Death Valley.

Foto por Paraneco 

Dentre tantas viagens, estava faltando uma, a Europa, desta vez é pra valer? Quais as expectativas?

Paulo Ueno: Sim, é verdade, pô, até para a Patagonia a gente já foi duas vezes.
Pois é, chegamos a tentar a Europa outras vezes, porém, algo sempre nos impediu. Ano passado eu tive a honra de ser convidado pelo grande Aran Carriel para fazer a turnê europeia dos 25 anos do Autoboneco como guitarrista e pensei: ano que vem será o Projeto Trator.

A expectativa esta ótima, até o momento temos vinte shows agendados por 8 países, sendo que mais da metade desses concertos serão com Umbilichaos, da incrível Anna Chaos, nossa parceira de longa data e de lançamentos também.

Além dessas novidades, o que se pode esperar pra breve?

Thiago Padilha: Em 12 e 13 de outubro teremos shows em Curitiba/PR e Florianópolis/SC ao lado dos nossos hermanos argentinos do Letícia Soma.

Foto principal por Murai 

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