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Sob a lama : Mudness!

Pra falar com a Mudness, nosso amigo/colaborador Matheus Jacques, troca uma idéias com os caras, sobre sonoridade, cena local e projetos de gravação.

Confere!

E ai! Conta um pouco sobre a formação da Mudness e a ideia do inicial.

Salve! Cara, essa é a minha primeira banda, onde toco e canto, no início de tudo postei nesses grupos de facebook a procura de gente pra tocar stoner/doom, ai achei uns parceiros como o Jon Fox, amigão meu, e começamos o projeto inicial por meados de agosto de 2017. Desde lá a formação foi mudando, a banda chegou a acabar e tal, mas segui na luta, hahaha. A atual formação fechou esse ano, o Fernando entrou por volta de outubro de 2018 e o Pedro chegou em maio desse ano. A ideia sempre foi tocar doom, afinações baixas, fuzz e essas desgraceiras

Florianópolis e uma cidade que tem pouco contato (falando de bandas locais) com stoner e doom metal. Como acha que tem sido a repercussão e a recepção da galera em contato com esse tipo de som e com vocês?

Somos uma banda bem nova ainda, e estamos começando a tocar pela cidade só agora, então a galera ainda está conhecendo o nosso som. Muitos não conhecem o estilo, mas a receptividade tem sido boa, galera vem elogiar e tal, e estamos achando isso o máximo. É um som bem diferente do que costuma rolar na cidade, ainda rola um estranhamento do público que nunca teve contato com esse tipo de som, mas tem sido bem da hora.

De onde surgiu a ideia do nome Mudness? Rolaram outros nomes pra banda antes, certo?

A ideia do nome veio através do penúltimo nome, que era Blackmud, mas como já tinha uma banda com esse nome resolvemos trocar. Pra ti ter ideia o primeiro nome do projeto inicial era Scumgods, hahaha. Mas Mudness encaixou perfeitamente com a sonoridade, temas das letras, e faz neologismo a Madness, enfim, lama por tudo.

Em quais nomes conhecidos do gênero vocês meio que se inspiraram (ou curtem muito) para poder fazer o som da Mudness?

Tentamos não nos prender as outras bandas, mas nossas principais influências são o Electric Wizard, Monolord e Sabbath, mas sempre buscamos seguir criando a nossa própria linha de som.

Você acha que a essência do stoner e doom é mais musical mesmo, a parte do som em si, ou pilham bastante na questão da estética, nas letras e temas e tal?

Acredito que o som é atrelado a estética, mas o que caracteriza o stoner/doom é o peso, o fuzz e a desgraça sonora, aquela coisa derretida e torta, mas tentamos sair do clichê em relação aos temas das letras.

No momento qual tem sido o foco da banda? O que de material já está rolando, com quantas faixas prontas vocês estão e quais os planos para gravação, apresentações e tal?

Estamos ensaiando direto pra deixar os sons bem redondos e focando em tocar, pegar experiência de palco e tal. Estamos planejando nossa primeira mini tour em janeiro do ano que vem, tocar em umas 3 cidades aqui do Sul, em parceria com a produtora Bruxa Verde. Sobre os sons, temos 5 músicas prontas e compondo mais algumas, pra até início de 2020 entrar em estúdio, mas ainda não sabemos se vamos gravar um EP ou um Full.

Que temas estão sendo abordados nas músicas que estão desenvolvendo?

Abordamos temas sobre como as nossas escolhas como seres humanos e onde isso tem nos levado. Está tudo cada vez mais difícil e as pessoas continuam dando “tiro no pé”. A maldade, o preconceito e a desigualdade continuam crescendo e quem está no poder está cagando para tudo isso de ruim que nos rodeia. E a partir disso nossa saúde mental também vai para o lixo. Estamos vivendo em tempos sombrios, e a única coisa que nos salva dessa lama de merda é a arte.

Além do trampo com a banda você também desenvolve um trabalho massa com produção audiovisual (clipes, docs, etc). Até está ligado à realização de um documentário abordando stoner e doom (Medusalodoom). Como é tua visão sobre a vertente aqui no pais, acha que está expandindo e evoluindo ou estagnou? E quais bandas nacionais você recomendaria pra quem está começando a curtir o gênero?

Na época que fiz o documentário a cena stoner estava com tudo, várias bandas surgindo, o gênero estava em alta, e ainda continua pipocando várias bandas fodas, mas vejo que a galera não relaciona mais o nome “stoner” no som, tudo era stoner na época hahaha, mas enfim, acho que estagnou, pelo menos no termo. Galera tem que fazer som sem se prender ao gênero.

Fica o espaço pra considerações finais, falar dos próximos passos planos e qualquer parada que quiser. E obrigado!

Nossas pretensões agora é tocar pra caralho, por todos os cantos possíveis (produtores chamem nós!). E final do ano entrar em estúdio, lançar um single com clipe, depois o resto do EP ou Full, e por aí vai. Agradecemos demais pelo espaço cedido aqui, e tamo junto demais!

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