Booze And Glory: o street punk que não abandona as ruas
Quinteto londrino retorna ao Brasil após 9 anos
NOTÍCIAS
German Martinez
2/25/20263 min read


E o Street Punk? Surgido no final dos anos 70, pra caracterizar ainda mais o som das ruas, o estilo pegava o lado mais rápido e violento do punk e se aliava com a mensagem direta das "quebradas", da dura realidade dos trabalhadores, e simplesmente da diversão, como o futebol e a cerveja.
Bandas como Sham 69, Cock Sparrer, Cockney Rejects, foram alguns do pioneiros do movimento, oriundos da Inglaterra. Várias gerações depois, um trio de poloneses que haviam feito parte do cenário citado, migraram pra Londres, e lá, transformaram toda essa vontade de falar sobre cerveja, futebol, de forma mais crua e incisiva. O lado skinhead também foi embutido na sonoridade da banda, sempre muito bem declarado contra ao lado direito do extremismo radical.

Não somente na sua estética como no conteúdo do que retratam nas canções, a realidade urbana é um dos aspectos mais gritantes do Booze. Sempre se preocupando com os refrões, os famosos "singalongs", que conecta as letras com energia das platéias de estádios ingleses, a veracidade sobre a classe trabalhadora que também é abordada pelo grupo.
Quando Mark RSK, Bartez e Mario formaram a banda em 2009, a banda tentava resgatar toda essa essência de bandas dos anos 80, de forma revigorada, o grupo lançou o primeiro disco Always On The Wrong Side, de 2010, abordava a lealdade, a diversão , foi a partir daí que a banda chamou atenção tanto de público como de crítica.
A banda sempre declarou sua paixão ao time local West Ham United, que durante mais de um século sediou jogos no clássico estádio Boleyn Ground (Upton Park), que foi demolido em 2016, e o time passou a jogar no Estádio Olímpico de Londres, localizado na cidade de Stratford. Conhecidos como "Hammers" pros locais, a banda assim através de suas faixas demonstrava seu amor pelo time do coração de alguma forma. No álbum Trouble Free, de 2011, a banda trouxe faixas como: Swinging Hammers e Our Passion. Em 2013, Mario e Bartez, se desligaram da banda, e Mark decidiu juntar novos músicos nos próximos anos, em diversas formações.

Leave The Kids Alone, Only Fools Get Caught, foram algumas das canções de destaque do álbum As Bold As Brass (2014). Quatro anos depois viria um álbum que dá continuação a sua popularidade no cenário londrino e mundial, com o lançamento de Chapter IV (2018), que emplacou Carry On, como um dos seus hinos mais importantes. No ano seguinte a banda lançaria o álbum Hurricane.
Além disto o grupo tocou em festivais de renome como o Rebellion Festival, Punk Rock Holiday, entre outros, além de turnês pela América do Sul, do norte, Europa e Japão.
A banda se encaminha pros seus 17 anos de trajetória, e no final de 2025, lançaram seu sexto álbum de estúdio, o intitulado Whisky Tango Foxtrot. O trabalho foi gravado em 3 países (México, Polônia e Itália), e surgiu com vários singles de destaque, dentre eles Boys Will Be Boys, Mad World, Legends, Brace Up, que viraram videoclipes, e logo entraram pro novo repertório dos shows da banda.
A primeira conexão com o Brasil foi quando eles vieram em 2016, tocando no Clash Club, um ano depois a convite dos norte-americanos do Dropkick Murphys, eles dividiram uma turnê pelo Brasil com 3 datas e tocaram em São Paulo, no extinto Tropical Butantã.
Hoje a banda conta com: Marek Rusek (MSK) nos vocais, sendo apenas o único remanescente da formação original. Nas guitarras Kahan e Manny Anzaldo, no baixo Hervé J Laurent e Frank Pellegrino nas baquetas. Agora em 2026, o quinteto londrino toca ao lado dos paulistanos do Faca Preta e do 88 Não!

O show ocorre no Hangar 110, no dia 28/02/2026, sábado, a produção é da New Direction Productions (NDP).
Ingressos disponíveis



