Graveyard: o som setentista de Gotemburgo
Grupo sueco volta ao Brasil pra quatro datas no país
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German Martinez
2/9/20264 min read


Se há um assunto que é prioridade nas rodas de conversas de amigos, nos botecos espalhados por este Brasil é falar sobre o rock sueco, e é de costume se dizer que tudo vem de lá deve vir por causa de água "batizada", algo parecido com a garrafa que Maradona entregou pra Branco, no jogo decisivo das oitavas de final da Copa do Mundo, de 1990, realizada na Itália, que muitos alegam que o lateral esquerdo ficou sonolento após ingerir a água, até onde esse assunto é verídico nunca saberemos. Mas um pouco mais amplo diríamos que o rock escandinavo é soberbo há no mínimo 4 décadas, e a Suécia que faz parte desse território junto de países como Dinamarca, Noruega, não para de gerar grandes artistas.
Gotemburgo, a cidade natal do Cemitério (Graveyard), fica na costa oeste do país e é considerada a segunda maior cidade, há cerca de 500 km de distância da capital Estocolmo, conhecido por suas belas atrações naturais e arquitetura clássica, que muito lembra a Holanda. "O som de Gotemburgo", famoso movimento musical, criou bandas do calibre de In Flames, At The Gates, Dark Tranquility, entre outros grandiosos nomes.
Sob os escombros de bandas como Norrsken, Albatros e Witchcraft, a idéia inicial de Joakim Nilsson e Rikard Edlund, foi convidar Truls Mörck e Axel Sjöberg, pra dar início às atividades em 2006, o lance era pegar as referências setentistas, despejar o blues, e injetar riffs potentes, após algumas demos, a banda lançaria seu debut somente em 2008, chamou a atenção da crítica especializada e que acarretou numa passagem pelo clássico festival South By Southwest, em Austin , no estado do Texas, nos Estados Unidos.
Três anos depois a banda lançou talvez a sua maior obra prima, foi em 2011 que saiu Hisingen Blues, o álbum completamente envenenado, com Joakim entregando seu lado emocional ao topo nas suas interpretações, o disco é uma celebração ao Hard Rock clássico com muito Blues ácido, e repleto de psicodelismo. O disco carregava canções do brilho de Uncomfortably Numb, The Siren e a maravilhosa faixa título. A capa coloca a banda num pequeno barco, (talvez) às margens do Rio Göta, numa fotografia que facilmente remete aos anos 70

Depois de chacoalhar o cenário mundial, passando por festivais como: Rock Hard, Roadburn, Rock Am Ring, Hellfest, a banda lançou seu terceiro disco de estúdio, Lights Out, em 2012. Que trouxe pro repertório um dos maiores sucessos da banda, Goliath. Innocence & Decadence, quase passaria despercebido, mas sua bela capa traduz um disco de rock intenso, com um punhado de grandes canções, mas que não emplacou, não de forma como Hisingen.
O grande "turning point" do Graveyard foi quando no final de 2016, a banda anunciou seu término, devido a diferenças pessoais, e foi aí que os fãs se incomodaram com tal decisão, e demonstraram sua tristeza com o fim, durante alguns meses tudo ficou no limbo, mas em janeiro de 2017 a banda comunicou que voltariam a tocar, desta vez trocando o baterista Oskar Bergenheim, que ocuparia o lugar de Axel Sjöberg. O time estava realinhado novamente com Joakim Nilsson (guitarra/voz), Jonatan Ramm (guitarra), Truls Mörck (baixo/voz), e Oskar Bergenheim (bateria).
Peace, foi lançado no início de 2018, e veio como um balão de oxigênio pra banda, após quase 3 anos sem lançar disco, o grupo trouxe novas inspirações pro quinto álbum de estúdio. Um disco que retrata uma ótima fase com sua nova formação, repleto de grandes canções, que no minino 4 faixas, se tornaram parte do atual setlist do grupo, Cold Love, Bird Of Paradise, ...Walk On, e a fabulosa Please Don't.
Em 2019, a produtora Xaninho Discos, trouxe o grupo pela primeira vez no Brasil, tocando no Fabrique Club, ao lado dos paulistanos do Grindhouse, com a casa lotada, e o suor escorrendo tanto da banda como do público. No repertório faixas como: The Fox, It Ain't Over Yet, Magnetic Shunk, dividiram espaço com alguns clássicos da banda. E destacando uma interpretação incrível de Cold Love. Na época a banda excursionava com a divulgação do disco Peace, lançado um ano antes. Fizeram a alegria do público presente.

Após um recesso discográfico de 5 anos, e que muitos não acreditavam que trabalhariam num novo álbum, eles reaparecem com 6, um disco com marca registrada da banda, com seu Hard/Blues, dilacerando os ouvidos com seus timbres e riffs diferenciados, mas de modo mais desacelerado, o disco trouxe ótimas canções, dentre elas: Twice e Breathe In Breathe Out, que foram alavancadas pelos seus respectivos videoclipes, além Rampant Fields.
Em 2025, a própria Xaninho trouxe os suecos pro seu festival Buena Onda, realizado na casa de shows, Vip Station que contou com bandas como: Bike, Hammerhead Blues, Molho Negro, Naimaculada, Elder Effe, Camarones Orquestra Guitarrística, Space Grease, e os canadenses do Danko Jones.


Agora em 2026, os suecos voltam ao Brasil, e vão dividir suas datas com o Bike, em 4 cidades, e a banda Space Grease se alia em 2 datas, sendo elas em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
A produção é da Xaninho Discos, o show de São Paulo ocorre no Hangar 110, no sábado, dia 09/05/2026
Ingressos disponíveis:

