High On Fire: incendiando por onde passam
Trio norte-americano faz sua estréia após quase 30 anos de seu surgimento
NOTÍCIAS
German Martinez
6/29/20263 min read


Você imaginou ter participado de discos fundamentais como Holy Mountain e Dopesmoker, e depois freiar tudo isso de forma brusca? Assim foi que Matt Pike deu início ao High On Fire, em 1998, quando sua banda anterior Sleep deu uma pausa nas atividades, ele queria direcionar seu som pra outro horizonte.
Após um relacionamento de quase 35 anos Al Cisneros, baixista do Sleep anunciou uma nova formação onde Matt Pike não estaria mais no grupo, e escalou Bobba Dupree (Void) na guitarra e Dale Crover (Melvins) na bateria, a banda já soltou um novo single e divulgou uma turnê extensa pelo território norte-americano.
Por outro lado, Pike ao lado de Jeff Matz segue o legado do High On Fire e segue divulgando o petardo Cometh The Storm, lançado 2 anos atrás e vem ao Brasil pela primeira vez.

Os primórdios
Formados em Oakland, na região de San Francisco, Califórnia, e diferente do Sleep, o High On Fire era mais infernal, algo como um cruzamento do Black Sabbath, Venom e Motörhead, mais selvagem e menos denso que a banda anterior de Pike.
A princípio Pike convocou o baixista George Rice e o baterista Des Kensel, e um ano depois gravaram o auto intitulado EP de estréia. O primeiro álbum é The Art Of Self Defense, que sai pelo selo Man's Ruin, e capta toda agressividade que a banda viria a se caracterizar nos discos posteriores, de forma tímida eles começam a atingir a mídia.
Logo no segundo disco, após o encerramento das atividades do selo Man's Ruin, o grupo chamou atenção da Relapse Records, gravadora de Matthew Jacobson, da Pensilvânia. Surrounded By Thieves, é lançado em 2002, e uma das faixas foi incluída num split ao lado do Mastodon, amigos de estrada da banda. Produzido por Billy Anderson, que tinha no currículo Melvins, Neurosis e Ratos de Porão. O álbum marca a saída do baixista fundador George Rice, se tornando um disco sombrio e pesado.
Blessed Black Wings, o terceiro disco da banda, traz Joe Preston (ex- Earth & Melvins) na posição de baixista, Matt usa a obra de H.P. Lovecraft como inspiração pra algumas faixas e o disco foi produzido por ninguém menos que Steve Albini, o disco recebeu muitos elogios acalorados por parte da crítica especializada. Na mesma época a faixa Devilution foi registrada no clássico game de Tony Hawk, tendo participado na franquia de 2005, American Wasteland e anteriormente com a canção Hung, Drawn and Quartered, no Underground, de 2003.

Como tudo que é bom dura pouco, o contrato com a Relapse também se dilui e eles registram o último disco de estúdio e um ao vivo, que foi Death Is The Communion, em 2007, o disco marca a entrada de Jeff Matz pro time, ele que havia sido baixista do espetacular Zeke.
Com uma aura totalmente diferente dos trabalhos anteriores Snakes For The Divines foi produzido em Los Angeles, no The Pass Studios. Greg Fidelman foi o responsável pela produção do quinto disco da banda, que havia trabalhado com nomes como: Black Sabbath, Bush, Audioslave, entre outros.
Pike dessa vez criou o conceito que Adão e Eva não eram os primeiros humanos a habitarem a terra, e que Adão teria um relacionamento com uma cobra, daí pra frente Pike pôs todas suas imaginações nas canções.

Brasil
No auge do reconhecimento internacional e com milhões de cópias vendidas pelo globo terrestre, a banda pousou no Hollywood Rock de 1994, ao lado do Ugly Kid Joe, Robert Plant e Sepultura, no estádio do Morumbi.
Somente 7 anos depois a banda voltou ao Brasil, tocando em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e sendo bem elogiada pelas performances. Na época a banda divulgava o disco V, que tinha faixas como: Simple Creed, Deep Enough, e Overcome que é uma faixa dedicada às vítimas do atentado de 11 de setembro, nos EUA, e marca a transição da banda pro novo milênio.

Atualmente Ed Kowalczyk é o único remanescente da formação original, após algumas batalhas judiciais, ele conseguiu tomar as rédeas da banda e seguir em frente, ele conta atualmente com os músicos Zak Loy (guitarra), Chris Heerlein (baixo), Johnny Radelat (bateria).
Com 42 anos de estrada, +Live+ volta ao Brasil pra 2 apresentações, uma em São Paulo no dia 09/09 no Vibra São Paulo e a outra em Porto Alegre, no dia 11/09, no Auditório Araújo Viana.



