Live: jóias mentais
Após 25 anos, banda norte americana se apresenta em setembro no Brasil
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German Martinez
6/11/20264 min read


No auge da carreira com seu segundo disco de estúdio Throwing Copper, o Live tocou no Hollywood Rock, o álbum havia vendido milhões de cópias graças à explosão de músicas como Lightning Crashes, Selling The Drama, I Alone, que mostrou ao mundo o som dos norte-americanos.
Agora com mais de 40 anos de atividades, 23 milhões de cópias vendidas e um quarto de século depois, eles voltam ao Brasil.
Formado em York, uma pequena cidade da Pensilvânia, conhecida por ser habitada por inúmeras fábricas, foi lá que Chad Taylor, Patrick Dahlheimer, Chad Gracey, se conheceram no período escolar e montaram uma banda de som instrumental. Logo depois conheceram Ed Kowalczyk, que foi o último a entrar no grupo, mudaram os rumos e foram introduzindo letras, e muitas opções de nomes depois, adotaram Live quando iam lançar o debut, quando assinaram com a Radioactive Records.
O público foi altamente impactado pela veiculação massiva dos videoclipes de Pain Lies On The Riverside e Operation Spirit (The Tyranny Of Tradition) na época de ouro da MTV brasileira. Em plena era plena época do grunge, entrou no meio dessa bagunça toda por serem uma banda alternativa.
Mental Jewelry é uma obra prima, que já demonstrava o potencial da banda e da capacidade criativa de Ed Kowalczyk, se influenciando pela obra de Jiddu Khrishnamurti, um filósofo indiano, que fez Ed criar uma narrativa totalmente particular em suas letras.

Musicalmente a banda era uma fusão do som alternativo dos anos 90, com violões folk, e uma emocionada entrega dos vocais de Ed. Mesmo com canções impecáveis de Mental Jewelry, foi com o segundo disco Throwing Copper, que só sairia em 1994, ou seja, já num cenário pós explosão do grunge, o álbum despontou com músicas como: Selling The Drama, I Alone, Lightning Crashes, All Over You, Shit Towne. Ed Kowalczyk traz faixas mais introspectivas mas que são executadas de forma brilhante.
Foram indicados como melhor banda da Rolling Stone, e alavancaram suas vendas em cerca de 8 milhões de cópias. O álbum repercute da melhor forma possível, transcendendo o sucesso dos EUA pro mundo, chegando ao primeiro lugar da Billboard.
A exposição era gigantesca e a MTV norte-americana não perdeu tempo, correu atrás da banda pra capturar o Unplugged MTV, levando o grupo pra um patamar ainda maior do que já haviam alcançado.
A partir daí, a banda já pensava no terceiro disco e como manter essa estabilidade no mercado discográfico, então Secret Samadhi é lançado em 1997, sem causar grande impacto na mídia especializada, mas cativando os corações dos fãs, o álbum trouxe faixas como Lakini's Juice, Turn My Head, Rattlesnake.
Quando todo mundo achou que eles haviam desaparecido de vez, eles retornaram de forma triunfal com o clipe incrível Dolphin's Cry, uma enxurrada de emoções num dos momentos mais cruciais da carreira da banda, pra acompanhar esse sucesso Run To The Water e Sparkle merecem o devido reconhecimento como grandes faixas do disco The Distance Is Here, de 1999.

De volta aos holofotes era natural que a banda voltasse aos grandes festivais, tocando no Woodstock em 1999, pra mais de 60.000 pessoas assim como haviam feito na edição de 5 anos antes.
Desde 1991, a banda se preocupava com seus registros audiovisuais, sendo um ponto de destaque da carreira, inúmeros clipes se tornariam emblemáticos como: Pain Lies On The Riverside, Operation Spirit, Selling The Drama, Turn My Head, Lightning Crashes, I Alone, Dolphin's Cry, Heaven, Run To The Water, fato que ficou comprovado na coletânea Awake The Best Of Live, que continha todos os vídeos registrados até o momento.
Com uma frequência de um disco a cada dois anos, foi a vez de Birds Of Prey, o sexto disco da carreira e que foi catapultado pelo sucesso de Heaven, que invadiu todas as rádios FM's ao redor de todo o Brasil, e obviamente pelo seu videoclipe, e pela profundidade da letra densa de Ed Kowalczyk.
Songs Of Black Mountain, é o último registro de inéditas da banda, lançado em 2006, The River, se destaca no álbum.

Brasil
No auge do reconhecimento internacional e com milhões de cópias vendidas pelo globo terrestre, a banda pousou no Hollywood Rock de 1994, ao lado do Ugly Kid Joe, Robert Plant e Sepultura, no estádio do Morumbi.
Somente 7 anos depois a banda voltou ao Brasil, tocando em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e sendo bem elogiada pelas performances. Na época a banda divulgava o disco V, que tinha faixas como: Simple Creed, Deep Enough, e Overcome que é uma faixa dedicada às vítimas do atentado de 11 de setembro, nos EUA, e marca a transição da banda pro novo milênio.

Atualmente Ed Kowalczyk é o único remanescente da formação original, após algumas batalhas judiciais, ele conseguiu tomar as rédeas da banda e seguir em frente, ele conta atualmente com os músicos Zak Loy (guitarra), Chris Heerlein (baixo), Johnny Radelat (bateria).
Com 42 anos de estrada, +Live+ volta ao Brasil pra 2 apresentações, uma em São Paulo no dia 09/09 no Vibra São Paulo e a outra em Porto Alegre, no dia 11/09, no Auditório Araújo Viana.



