Mono: entre o lúgubre e a delicadeza

O quarteto japonês divulga seu mais novo disco "Oath", com show único no Brasil

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German Martinez

2/15/20263 min read

Depois da catarse coletiva que vivemos em 2025, com a vinda de bandas japonesas como: Boris, Otoboke Beaver, 5.6.7.8's, o público brasileiro se aproximou ainda mais da música oriental. Agora pelas mãos da Powerline Music Books/Maraty, uma das bandas mais criativas dos anos 90, volta ao Brasil, pra uma performance única.

Ativos desde 1999, a formação atual conta com: Takaakira "Taka" Goto e Hideki "Yoda" Suematsu, nas guitarras, Tamaki Kunishi nos teclados/baixo, Dahm Mahuri Cipolla, na bateria. Os dois primeiros álbuns foram catalisadores pra carreira do grupo, Under The Pipal Tree e One Step More and You Die, deram as boas vindas ao público que queria ouvir um som atmosférico e visceral.

Walking Cloud And Deep Red Sky, Flag Fluttered And The Sun Shined, foi a primeira aproximação do grupo com Steve Albini, o disco marcou a incrível parceria que duraria inúmeros discos. Logo eles ampliaram os horizontes com Steve Albini, o mago da produção musical, que tinha no currículo nada mais nada menos que Nirvana, Pixies, Mogwai, entre muitos outros. As 8 faixas de Walking Cloud, já caracterizariam o som visceral que a banda vinha buscando realizar com seus dois primeiros registros.

A banda sempre teve objetivo de fazer sua música chegar ao maior de número de pessoas possível pelo quantidade de shows/turnês que já realizou durante toda sua trajetória, e certamente com isso influenciou muitos músicos e pessoas com sua obra, que se definem em sua extensa discografia.

O som do Mono não é caricato, é uma viagem cheia de paisagens e aromas, se você de fato se embrenhar pelos timbres e afinações que a banda usa. A característica única que foi criada por Goto e Yoda nas guitarras, e que se desembaraçam com as levadas e bases de Takada e Dahm, fazem da banda uma das maiores entidades quando se trata de música instrumental.

Pra muitos ele soa como Post Rock, pra outros música instrumental de extremo bom gosto e cheio de classe. As influências sempre foram as melhores possíveis, acenando pra bandas como My Bloody Valentine, Mogwai, pelo lado rock, mas sem esquecer de Beethoven e Enio Morricone, às vezes com sutileza de uma flor desabrochando, ora transformando o jardim numa massa sonora.

O guitarrista Goto afirma que a música do Mono nunca precisou de vocais, pois os próprios instrumentos fariam a função do vocal, criando assim uma transformação de sentimentos pra cada acorde criado pela banda.

Em 2015 eles fizeram parte do cast do Festival Overload, tocando ao lado de bandas como November's Doom, Antimatter e Paradise Lost, sendo naquele momento sua primeira aparição no Brasil até então.

De alguns anos pra cá, a banda decidiu ampliar sua manifestação sonora através de performances com orquestras, foi assim com Pitreza e Worldless Music Orchestra, trazendo ainda mais notoriedade pro seu trabalho atemporal.

Oath, foi lançado em 2024, o quarteto procurou dar continuação a sua obra iniciada no fim dos anos 90, com a presença de Albini, que era algo obrigatório, pra gravação do disco, eles foram pra Chicago pra registrar as 11 canções do décimo segundo álbum da carreira. O álbum expressa uma concepção entre o tempo e a vida, a idéia surgiu após a COVID-19, em que o mundo sucumbiu ao vírus, a banda se preocupou em construir momentos através de canções que soassem de forma mais positiva pelo som instrumental.

O setlist atual é uma grande viagem á obra de Oath, passeando por alguns outros momentos da banda como canções do álbum, Pilgrimage Of The Soul de 2021 e Hymns To The Immortal Wind, de 2009.

O show ocorre no dia 24-4-2026, sexta-feira, no Fabrique Club, a produção é da Maraty & Powerline

Ingressos disponíveis

MONO em São Paulo | FasTix