Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs: desconstruindo e construindo
Inéditos no Brasil, banda de Newcastle se apresenta no MassariFest em São Paulo
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German Martinez
2/9/20263 min read


Quando o som é doido a gente gosta, e nos últimos tempos nós temos belos exemplos de som que mesclam de tudo num liquidificador e explodem pra quem quiser ouvir, é o caso de bandas como Idles, Viagra Boys, e mais adiante o Pigs x7, os caras pegam o melhor do Stoner, vide as influências de Clutch e Fu Manchu, misturam com Doom, com Sludge, com Noise e por aí vai, o vocalista Matthew Baty, também lembra um pouco o estilo do Joe Talbot, do Idles em alguns momentos.
A banda surgida em New Castle, ao norte da Inglaterra, que também tem seu forte representante no futebol, o Newcastle United e também os clássicos do The Wildhearts. Apresentações á parte, os cinco doidões do Pigs x7, formaram a banda em 2012, mas só depois de 5 anos soltaram seu debut, o intitulado Feed The Rats, pouco tempo depois o baterista Ewan Mackenzie resolveu sair da banda, nisso entrou Chris Morley, que ficou na banda por 4 anos.
Mas foi no álbum seguinte, King Of Cowards, o segundo disco da banda, que eles provocaram os ouvintes, GNT, por exemplo, foi um petardo sem precedentes e fez o disco ir adiante, pra que todo mundo ouvisse sua miscelânea musical.

No ano crucial da pandemia (2020), inúmeros artistas conseguiram lançar bons registros, e no caso do Pigs x7, foram culpados de um dos melhores discos do ano, Viscerals, foi elogiado pela crítica. Um disco cru e com porrada atrás da outra. Um disco difícil de engolir pra quem não estava acostumado com a métrica diferente das canções que criavam. Mas comprova a qualidade criativa impar do grupo de Newcastle.
Reducer, o principal videoclipe do álbum é uma mistura Hardcore com Black Sabbath, nuances de psicodelismo, enquanto a banda se derrete ao lado de amplificadores Orange, o vocalista exibe seu calção de lutador de MMA ou coisa parecida. Faixas como Halloween Bolson e Rubbernecker se destacam no disco, uma obra de arte do novo milênio.

Em 2023 o grupo lançou Land Of Sleeper, o registro marca a volta do baterista Ewan Mackenzie, o álbum continha faixas como: Ultimate Hammer e Mr Medicine, o peso transcende os fones de ouvido, soando forma visceral a cada linha de baixo ou riffs carregados de muito peso e distorção.
No final do passado nós fizemos a nossa lista de melhores discos de 2025, e obviamente Death Hillarious ficou no topo, um disco impecável. O vocal totalmente diferenciado de Matt, faz cama pra um instrumental altamente poderoso da banda que flerta com todo tipo de peso, em letras altamente confessionais de Baty, colocando a banda na prateleira das melhores da atualidade.
As performances ao vivo da banda são um caso á parte, muito peso, suor e emoção, como no caso de participações em programas como da rádio KEXP, por duas vezes, de Seattle, ou Jam In The Van ou na grade da programação da revista britânica Kerrang, no The K! Pit, que bota as bandas pra tocarem ao vivo no Tiny Dive Bar Show, num espaço pequeno transformando tudo num momento caótico.

A formação atual conta com Adam Ian Sykes e Sam Grant nas guitarras, John Michael Joseph Hedley no baixo, Matthew Baty nos vocais e Ewan Mackenzie na bateria.
Como cereja do bolo de mais uma edição do MassariFest, em celebração ao aniversário do Reverendo, a banda se apresenta no Fabrique Club, no dia 03/07, sexta-feira. Além do Pigs x7, tocam na mesma noite Firefriend e Macaco Bong.
A produção é da Maraty/Powerline com curadoria de Fabio Massari.


Ingressos disponíveis:
Massari Fest com Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs | FasTix
Fotos por : Ania Shrimpton

