Rival Schools e Fiddlehead: unidos pelo destino

O quarteto nova-iorquino e o quinteto de Boston, desembarcam pela primeira vez no Brasil em fevereiro

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German Martinez

1/25/20264 min read

Rival Schools

Quando se trata de Nova York, a gente pede licença pra falar de uma das cenas mais inovadoras do cenário mundial, desde os anos 60. E já que falamos de forma apaixonada da música que vem de lá, uma dessas bandas que cravaram pra sempre os corações dos seus ouvintes desde que lançaram o álbum de estréia United By Fate, lá em 2001.

Mas essa história não começa aí. De uma idéia vinda da mente inquietante de um "cara" fundamental pra todo esse cenário nova-iorquino, estamos falando de Walter Arthur Schreifels. Nascido no final dos anos 60, Walter já se atraia pelo som da cidade, e não foi á toa que ele logo fez amigos e foi formar bandas ao lado de muitos deles, foi assim que ele empunhou sua guitarra no Youth Of Today, fez história no Gorilla Biscuits, foi trabalhar com o próprio CIV em sua carreira solo com integrantes do Gorilla e no meio disso tudo ele fez talvez a banda que foi o alicerce de toda sua trajetória, quando no começo dos anos 90, formou Quicksand.

São tantas bandas, que aí teríamos que fazer um capítulo á parte de Walter, mas foi em 1999, que o Rival Schools nasceu, quando ele se aliou a figuras emblemáticas do cenário, e obviamente grandes amigos como: Sam Siegler, que assumiu a batera, ele que havia tocado no Judge, CIV, Project X, Youth Of Today, no baixo Cache Tolman, que havia tocado no Iceburn e Institute, e Ian Love, que teve o Cardia posteriormente.

O clássico jogo da empresa Capcom, Rival Schools: United By Fate, deu origem ao nome da banda, a produtora já era famosa por títulos como: Resident Evil (Biohazard), o grandioso Street Fighter, Mega Man, e Rival Schools, era mais um jogo de luta que flertava com estilos de como Art Of Fighting e Fatal Fury, da sua também concorrente SNK.

Nos primeiros registros da banda, quem assumiu os vocais foi Jonah Matranga, da banda Far, e depois nasceria o álbum cheio da banda, esse já sem Jonah e com uma formação mais sólida entre eles. Ainda no mesmo ano sairia o disco que acabara se tornando um clássico, que foi United By Fate. Um disco que vinha com canções como: Travel By Telephone, High Acetate, Everything Has Its Point, Undercovers On, Used For Glue e Good Things, que ganhou exposição relevante na MTV norte americana na época.

Lá pelos idos de 2002, devido aos compromissos com o Quicksand, Walter se desligou por um período, e daí Ian Love montou outro projeto, assim como Sam e Tolman foram pulando fora do barco, e foi que a banda sucumbiu. Houveram inúmeros rumores que a banda novamente se reunisse mas isso não aconteceu, muitos anos depois, por volta de 2008, a banda foi convidada a se apresentar em alguns festivais europeus, e cumpriu com seus compromissos, já executando músicas "novas" que poderiam contrastar com faixas do United By Fate.

O que era esperado pra um segundo disco, foi por água abaixo e todo esse material caiu num limbo gigantesco, que durou uma década, quando Pedals viu a luz, somente 2011, e logo depois a banda viraria um trio, após Ian abandonar a banda. O disco é uma bela obra por sinal, muitas canções seguem sendo extremamente relevantes pro grupo como: Wring It Out, 69 Guns, Shot After Shot, Choose Your Adventure, entre outras, que fazem parte do seu setlist atual. Em 2022 eles relançaram o United By Fate, e excursionaram juntos novamente, aproveitaram o tempo juntos pra celebrar os 10 do álbum Pedals.

Agora, após 27 anos de sua formação, a banda fará sua estréia em terras brasileiras, o show único acontece no domingo 22/02/2025, no Fabrique Club, a produção é da Powerline Music & Books e New Direction Productions (NDP).

Fiddlehead

Taí uma parceria que já começa pelo selo que ambas bandas fazem parte, a Run For Cover Records, que também é de Boston, Massachusetts, onde o Fiddlehead nasceu. Das cinzas do Have Heart, Patrick Flynn e Shawn Costa, montaram o grupo.

Logo de cara eles chamaram atenção com o debut Springtime and Blind, que lhe rendeu a parceria com a Run For Cover Records, posteriormente lançariam o sucessor com Between The Richness. A entrega emocional de Patrick nos vocais é um dos destaques do grupo. E a banda representa uma nova geração do Post Hardcore/Rock Alternativo dos últimos tempos.

Após 3 discos bem sucedidos, a banda vem colhendo os frutos de um grande trabalho que vem exercendo e sendo reconhecido, não foi á toa, que o terceiro e mais recente disco Death Is Nothing To Us foi escolhido como um dos melhores discos de 2023. A forma que Patrick aborda os amálgamas da vida, o colocam ao lado de letristas como Jeremy Bolm (Touché Amoré), Geoff Rickly (Thursday), com sua visão simétrica de relatar sentimentos.

Pra quem já viu a banda ao vivo, dizem que é um dos melhores shows da atualidade. Hoje a banda consiste com Alex Henery e Alex Down, na guitarras, Nick Hinsch no baixo, Patrick nos vocais e Shawn Costa na bateria.

O que essa dupla vai fazer em cima do palco é certamente emocionar as testemunhas desse dia, que tem tudo pra ser histórico no cenário brasileiro.

SERVIÇO

Fiddlehead + Rival Schools – São Paulo
Data: Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Horário: Abertura da casa às 16h
Local: Fabrique Club
Endereço: Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP

Ingressos:

R$ 170,00 — Meia-entrada / Solidária / Estudante (1º lote)R$ 340,00 — Inteira (1º lote)

Venda online: fastix.com.br/events/fiddlehead-rival-schools-em-sao-paulo