Sparta: um recorte de sentimentos em forma de canções

Trio fará sua estréia no Brasil em agosto

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3/31/20264 min read

Você já imaginou uma banda acabar e das cinzas dela, surgirem duas novas bandas e ainda por cima, serem boas? É uma matemática que normalmente não funciona muito bem, mas no caso específico do que aconteceu com os norte-americanos do At The Drive In, foi. Nascidos na cidade de El Paso, no Texas, com Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopes, ambos com origem mexicana e porto riquenhas, respectivamente, juntos com Jim Ward, Harry Hinojos, e Tony Hajjar, montariam a estrutura da banda, que viria a gravar apenas quatro álbuns (a banda gravaria um novo disco, após uma reunião), e causar um alvoroço no cenário da época, muito graças ao derradeiro e maravilhoso álbum The Relationship Of Command, que marcou o triste fim da banda. Após isso, Cedric e Omar fundaram o The Mars Volta, enquanto que Tony Hajjar e Paul Hinojos, foram passar um tempo em Los Angeles, e convidaram Jim Ward pra montar uma nova banda, Ward prontamente aceitou.

Já dentro do At The Drive In, Jim compunha canções, mas que já não se encaixavam na métrica e guardou tais canções pro seu novo grupo, a princípio um trio. Influenciado pelo Post Hardcore, Ward procurou se aprofundar cada vez mais na intensidade das letras e musicalidade que trouxessem esse teor de melancolia. Com a banda em processo de iniciação eles gravaram o primeiro EP Austere, e chamaram atenção de crítica e publico, mesmo que ainda de forma discreta.

O primeiro álbum Wiretap Scars, lançado em 2002, busca sua sonoridade cada vez mais densa e atmosférica, o disco traz um punhado de grandes canções como: Cut Your Ribbon, Mye, Cataract, Air. Com a repercussão do disco de estréia a banda chegou a excursionar com o Pearl Jam, em algumas datas pelos EUA.

Dois anos mais tarde Porcelain, seria apontado como um dos melhores discos do ano, é fato que só se que corrobora ao ouvir canções como: Lines In Sand, While Oceana Sleeps, La Cerca, Breaking The Broken. Pouco tempo antes do processo de gravação do disco, Ward, perdeu seu primo, Jeremy, numa overdose de heroína, fato que chocou violentamente Jim. Jeremy era muito próximo dele e era técnico de som de The Mars Volta.

O álbum é pontuado por canções influenciadas pela morte do avô de Jim e de um amigo, em faixas como: Death In Family ou Travel By Bloodline, e traz uma banda completamente entrosada e ciente de tal obra que estava construindo ali ainda no segundo disco da carreira.

O disco acabou lhes proporcionando uma turnê ao lado do Incubus, e lapidando uma nova estrada pra o que viria ser o terceiro disco. Posteriormente a banda saiu numa turnê e Jim por estafa mental decidiu parar a turnê, tal decisão motivou Hinojos a sair da banda e ir pro The Mars Volta, cedendo lugar a Keeley Davis, e a banda desacelerar um pouco.

Após uma viagem que Jim fez até Los Angeles, o fez se aproximar de Hinojos novamente, e a banda anunciava seu novo disco, Threes, que foi lançado sem nenhum alarde ou pré divulgação, coisa que na época foi algo bem distinto do que se via pra uma banda do porte do Sparta, a banda disponibilizou o disco de forma independente no seu próprio MySpace, plataforma de streaming da época.

Com essa retomada as atividades, com a entrada de Davis, a banda excursionou com vários grupos norte americanos e chegou a se apresentar no Lollapalooza, em Chicago. A banda lançou um curta metragem inspirado na história de vida Hajjar, intitulado de Eme Nakia, o nome representava em árabe "mãe" e "Nakia", o nome de sua falecida mãe.

O curta retrata a guerra civil libanesa, e a batalha da família de Hajjar após a fuga do país, e sua entrada nos EUA, no estado do Texas, Hajjar perderia sua mãe para o câncer, e o pai se afastaria da família, deixando assim a responsabilidade para o seu irmão mais velho que cuidaria dele e de sua irmã.

Em 2008, Ward privilegiou o seu novo projeto Sleepercar, e deu uma pausa nas atividades do grupo. Somente três anos depois, na cidade natal, El Paso, eles voltaram a tocar juntos novamente. No meio de todo esse caos, o At The Drive In voltou a se reunir fazendo shows pelo ano de 2012, o que deixou o Sparta mais uma vez estagnado pra dar continuidade ao seu quarto disco. Alguns anos mais tarde o At The Drive In se reuniria novamente mas desta vez sem Jim.

Novamente Jim reformulou a banda, e somente em 2020, que o disco Trust The River conheceu o mundo, só que lançado em plena pandemia acabou não repercutindo da forma que planejavam e adiaram uma turnê de divulgação do mesmo. A banda novamente passou por alterações, e Jim e Matt Miller, acabaram sendo os remanescentes de tal situação, com algumas participações de amigos músicos, o Sparta chegou ao seu quinto álbum somente em 2022, o disco homônimo, um material potente e enérgico, que marca uma nova fase da banda, adentrando uma nova década pós COVID-19.

Atualmente os companheiros inseparáveis de Jim, são Matt Miller, que está de volta ao seu posto de baixista e Neil Hennessy, que contribui nas baquetas nas performances ao vivo.

Com faixas como: Taking Back Control, Breaking The Broken, While Oceana Sleeps, Cut Your Ribbon, Erase It Again, a banda virá ao Brasil pela primeira vez e a estréia do Sparta, já tem data pra acontecer, será na Burning House, no dia 15/08/2026, sábado, e tem produção da Solid Entertainment.

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