Zeke: toque rápido ou morra
Pela primeira vez no Brasil, quarteto de Seattle se apresenta na Burning House
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German Martinez
5/22/20264 min read


Esqueça o que estava sendo feito nos arredores de Seattle nos idos dos anos 90, se o Grunge vinha despontando, tinha uma moçada que não estava nem aí pra isso, eles queriam saber de tocar rápido como Motörhead, misturar com a agressividade do Black Flag, foi aí que o Zeke nasceu, juntamente de uma banda que acabara de se mudar pra cidade, vindos de Tucson no Arizona, os Supersuckers também vieram pra fazer barulho com o Zeke.
Formado na época, por Marky "Blind" Felchtone na guitarra/voz, Donny Paycheck na bateria, e Dizzy Lee Roth. Eles queriam tornar aquilo cada vez mais frenético, estreiaram lançando o single West Seattle Acid Party, e logo viriam Holley 750 e a homônima Zeke, após uma apresentação na cidade de Seattle, eles chamaram a atenção, devida a tanta energia e velocidade.
A primeira pedrada fonográfica seria o debut Super Sound Racing, lançado em 1994, no ano da morte de Kurt Cobain, e que abalaria o mercado discográfico do Grunge, mas a banda caminhava num outro sentido que nada se assimilava ao movimento de Seattle.
Dois anos depois ainda por selos menores como o Scooch Pooch Records, lançaram Flat Trucker, nessa época embarcaram pra diversas turnês pelos EUA. Dando origem ao um álbum ao vivo, Pig, que registrava canções desta turnê.
Crédito: Spooky

O som do Zeke era uma colisão frontal com bandas como: Dwarves, Supersuckers, Motörhead numa chuva de riffs, selvageria e estradas.
O terceiro álbum de estúdio marca a sua entrada pra Epitaph Records, dirigida por Brett Gurewitz, do Bad Religion. Kicked In The Teeth, de 1997, foi mixado e produzido por ninguém mais ninguém menos que Jack Endino, e tinha faixas como Twisted e God Of GSKR, entre seus destaques.
Como a engrenagem não podia parar, eles aceleravam bruscamente pro seu quarto disco, Dirty Sanchez, lançado em 1999, e marca a saída de Mark Pierce, os shows eram alucinantes, onde Blind alegava que o palco era sua válvula de escape pra fugir da realidade intrépida de um mero trabalhador de Seattle. Fazer parte da Epitaph lhes possibilitou girar os Estados Unidos de forma abundante, tocando ao lado de bandas como All, DOA, e até o Pearl Jam, e obviamente várias gigs com os Supersuckers. Mas nem tudo eram flores, com o fim do contrato com a Epitaph, a banda fez o álbum Death Alley, que foi lançado em 2001, já pela Aces & High Records e na sequência o Live And Uncensored, em 2003, pela Dead Teenager Records.
Tudo que eles queriam eram ser explosivos, e quem duvidaria? Tocando em bares pra 10 ou 200 pessoas, a entrega era a mesma. Em 2004, um dos discos mais importantes da banda seria lançado, 'Til The Livin' End, sim, aquele do capacete com a bandeira dos Estados Unidos da América, o álbum mostra sua entrega visceral de bons riffs, letras sujas e uma velocidade estupenda desembocando em 15 faixas das mais podres possíveis da banda em menos de meia hora.
Faixas como Ride To Live, Chinatown, Roller, e Dölphenwülf, foram os grandes atrativos do disco. Após uma turnê européia, Blind se dedicou ao lado paternal, pelo nascimento de sua filha, e consequentemente a banda foi colocando o pé no freio.

Graças a explosão do jogo inspirada pelo skatista Tony Hawk, o Zeke, emplacou não só uma canção, mas sim 3 faixas nas franquias do game, dentre elas: Death Alley, Long Train Runnin, Kill The King se fizeram conhecidas pela exposição delas na trilha sonora do jogo. Além de ter faixas nas trilhas, o Zeke sempre foi uma motosserra sonora com suas versões de outros artistas, como o caso de I"ll Be Your Sister do Motörhead, Shout It Out Loud do Kiss, ou Death Train Comin' do Antiseen. Sem deixar citar o maravilhoso cover de Turbonegro de Midnight Nambla, incluído no tributo Alpha Motherfuckers.
Realizando alguns shows esporádicos mas sem a mesma octanagem de outrora, a banda se torna um powertrio e lança em 2007, Lords Of The Highway, uma sonoridade que muito lembrava o Nebula ou Fu Manchu, o registro continha 3 faixas e um belíssimo cover de GG Allin, Die When You Die.
Causando um "quase" hiato (já que a banda se reunia esporadicamente ), de 14 anos, após o bombástico 'Til The Livin' End, com mudanças na formação, Blind trouxe Kurt de volta ao time, junto de Kyle Whitefoot e Danny Porras, e o resultado foi o esporrento Hellbender, de 2018, lançado pela Relapse. Foram 15 faixas em menos de 20 minutos, feitos por Jack Endino, amigo pessoal de Kurt, desde sua infância, o que propiciou um trabalho ainda mais notável da banda com faixas totalmente pulsantes.


Inédita no Brasil, a banda está escalada pra tocar em Sorocaba no festival Lucky Friends, e na sexta- feira, 04/09, divide palco com o Ratos de Porão e Subcut, na Burning House, localizada na zona oeste de São Paulo, na Av. Santa Marina, 247, Água Branca.
A produção é da Xaninho Discos
Ingressos disponíveis
https://101tickets.com.br/events/details/Zeke-e-Ratos-de-Porao-em-Sao-Paulo

